<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441</id><updated>2012-02-15T23:29:53.321-08:00</updated><title type='text'>Da(hora) poética!</title><subtitle type='html'>wagnerkantdrummondcarneiropessoashakespearequintanagoetheleminskicaetanobandeirafoucaultfeliniavidainteiragullarsaramagoviníciusbuarquenélidapiñonmachadohomerokafkatolstóinietzschebenjaminsófoclesmillôrespinosa
dostoiévskichecóvcalderóncervanteswallyantôniosvieiraegaleanocíceroeçalispectorgracilianorosacaetanojobimdarcyribeironiemeyer...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>85</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-5401348952577327694</id><published>2011-12-15T07:55:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T18:02:30.389-08:00</updated><title type='text'>A arte é para todos? Alguma reflexão sobre a condição política e social de arte e cultura no Brasil a partir de um jovem engraxate e sobre o gosto estético</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Cruzando a Praça Floriano, Cinelândia, altura do bar Amarelinho, eu íaapressado, correndo em ritmo de dezembro e fugindo do sol que escaldava, rumo àjá não sei mais qual compromisso. Uma voz do nada apregoou: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;- Teatro para todos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;De súbito não entendi e, por isso, olhei para trás, mas sempre emmarcha. Notei, então, que havia na extremidade oposta a mim e à voz, próxima aomeio-fio que beija a onipotente Avenida Rio Branco e onde encostam parte danumerosa frota de táxis e ônibus da frenética cidade, cabines improvisadas da jáinstituída campanha realizada pela Associação dos Produtores de Teatro do"Teatro para todos", que acontece normalmente no último mês do ano evende ingressos das peças de praticamente todo o circuito teatral carioca apreços simbólicos (mais que simbólicos até) ou populares, podendo chegar acinco reais, na intenção de revitalizar, aproximar e renovar o público deteatro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Notei a voz talvez mais pela aparente falta de nexo da pergunta lançadano meio da praça do que pelo impacto físico causado pelo semi-grito, afinal degritos vive uma metrópole, a "Babel contemporânea" ou a versãoatualizada das feiras antigas e medievais em que abundavam mascates e figurasmercenárias tomando de assalto (às vezes literalmente) os passantes, comsedução na voz a revivendo a atemporalidade dos mitos das "Mil e umanoites". Mas a minha voz, digo a voz que me assaltou da correria que nosaflige a todos e nos faz correr sempre como que atrás de um grande prejuízo,além de denunciar uma atitude performática, erigiu-se no ar com requinte deironia, e com os trejeitos do corpo - de genuína malemolência e malandragemcarioca - resultava de legítima provocação, o que pude constatar quando olheipara trás, sempre marchando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Em fração de segundos a "ficha caiu" pois num golpe de olharpude, aí então, perceber a presença dos guichês com placas "teatro paratodos". A voz do do rapaz de seus vinte e alguns anos fazia,inteligentemente, menção de olhar e de projetar a voz aos guichês da campanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Respondi-lhe:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;- Sim, o teatro é para todos - com certa alegria na minha voz, pois comosou do teatro e acho a campanha uma politizada iniciativa da classe, senti-meestimulado a dizer, ante sua ironia, que "sim, o teatro é paratodos", sempre marchando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Mas o rapaz foi mais longe do que eu. Em tão poucos segundos do fortuitoencontro ao longo da praça, pensei que ele fosse seguir na"brincadeira"&amp;nbsp; até o ponto quea manifestação de uma improvável consciência crítica sua se diluísse naprevisibilidade do humor corriqueiro. Mas a micropausa que se seguiu à suaprovocação me fez ver, ou melhor, rever, que o teatro, assim como a arte noBrasil ainda e de um modo geral, não é mesmo para todos, que o acesso aos benssimbólicos nesse país não é coisa que graceja em cada esquina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;De onde saíra aquele quase moleque com tamanha agudeza? Sua perguntalançada ao ar no espaço da praça naquele típico tom de quem já pergunta sabendoa resposta negativa, cético, niilista, oriundo, provavelmente, de quem já deve,em não muitos anos de vida ter sentido na carne as desigualdades históricas dasociedade brasileira, agora reflito, agiram com uma argúcia praticamentesocrática de investir na campanha (repito, importante da classe teatral paraamenizar um problema cultural do país) um sentido de indagação e descrençasobre um panorama que transcende a própria temporada popular dos teatros nessefim de ano. Em poucos segundos, era como se ele estivesse na espera de algumaresposta mais profunda que mostrasse a ele que sua provocação era infundada. Enão era.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Por que teatro a preços acessíveis em no máximo quatro semanas do ano enão durante o ano inteiro? É&amp;nbsp; sabido queo teatro é uma arte, assim como várias outras, que geram muitos custos, mas porque o governo não subvenciona, então, parte desses gastos continuamente paraque a maioria da população possa ter acesso à cultura sempre? Impossível?Inviável? Esteve aqui no Brasil há pouco tempo o Théâtre du Soleil que não nosdeixa mentir, companhia tradicionalmente mantida pelo Estado francês, mesmo,hoje, em tempos de crise econômica devastando a Europa. E o Brasil surfando emrelativa prosperidade e emergência econômica não poderia fazer o mesmo? Caímosem dois problemas de sempre, então, para nós: a corrupção seguida deimpunidade, que assola o país de cima para baixo, do Congresso às feiras deruas e praças, das Capitanias Hereditárias ao nepotismo praticado dentro dogerenciamento do bem comum, da rés-pública. Porque num país onde se devia tantaverba, onde se leva dinheiro público na cueca, onde se "lava"dinheiro, financiar parte do ingresso do teatro ou de qualquer outramanifestação cultural que, decididamente, participa da formação de cidadãosmelhores, não seria nada oneroso. O que falta não é recurso, é amar o Brasil esua gente, respeitá-los.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Nossa mentalidade política ainda não é capaz de enxergar arte e culturacomo artigos de primeira necessidade na formação de nossa cidadania.Aliás,&amp;nbsp; é interessante a ignorância e faltade sonho das massas. E olha que o país evolui (na economia e na instituição dademocracia, por exemplo) a olhos vistos. Mas ainda somos mesquinhos comosociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Para além de uma campanha sazonal de preços populares - que devo aquidizer de novo, não considero má, vejo-a abrindo horizonte para muitos,inclusive para que nós artistas sobrevivamos - e da própria subvenção estatal,chego a pensar que o cidadão precisa mesmo é ter condições mínimas geradas porum projeto de país minimamente decente de lhe assegurar acesso a bensfundamentais como, por exemplo, emprego, cujo salário tenha realmente poder dealcance para dar conta das necessidades&amp;nbsp;poder ir ao teatro com a família nos fins de semana tranquilamente. Porque não? "A gente não quer só comida", já disseram os Titãs em épocade inflação galopante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Eu sei que é mais fácil falar, ainda mais em tempos de criseinternacional em que se avolumam os descontentamentos com a evolução neoliberalque excluiu e exclui tantos. Por isso, pode acreditar, tento sempre ver os doislados de tudo e buscar a moderação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;E boa parte dessa reflexão passa pela minha cabeça enquanto cruzavadepressa a Praça Floriano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Sempre em marcha, ainda ouviria do rapaz, depois que eu, intrometido edefensor da causa da arte e do teatro, lhe disse "sim, o teatro é paratodos" tentando incutir nele algo para além da própria campanha, que"Teatro é chato. Já fui. Gosto não".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que levei nobom humor e repliquei:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;- Não é não, &lt;i&gt;rapá&lt;/i&gt;! Você que deve ter assistido à peça errada.Teatro é bom! - disse a última frase com toda a exclamação que podia saltar domeu peito. (Até porque, para não gostar ele precisa do acesso aos repertórios.Gosto se constrói). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E fui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Algum tempo depois, veio meu modo dialético, fiquei pensando: "Masserá que de repente ele já não foi mesmo ao teatro? E será que percebeu, nessaexperiência,&amp;nbsp; que realmente que nãogosta? Não será isso é um direito seu?". Afinal tenho amigos que nãogostam, preferem cinema, por exemplo, gente culta, embasada. Embora eu acheteatro o máximo, conheço pessoas que curtem um cinema cabeça e não uma peça deteatro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;De repente, não será&amp;nbsp; seu canal deconexão criativa com o mundo uma outra forma de arte - música, grafite, sei lá?Ou mesmo um esporte? Ou qualquer outra atividade simbólica desempenhadahonestamente? E aí, então, pergunto: será mesmo a arte para todos? Serão todospara a arte? Embora seja difícil existir alguém que não goste ao mínimo demúsica, muita gente não gosta teatro, assim como não gosta de cinema e por aívai. E isto revela que antes até da questão social do acesso, há a afinidade, ogosto. (Mas, insisto, é sempre melhor não gostar depois de se poder apreciar).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;Só escrevi este apêndice para deixar claro que, embora ame e defenda oteatro e saiba da sua elitização social que faz muitos dizerem que não gostamdele mais porque nunca o puderam apreciar de forma íntegra e ampla, respeitoquem possa afirmar que não gosta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;span lang="pt" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-5401348952577327694?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/5401348952577327694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=5401348952577327694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5401348952577327694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5401348952577327694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/12/arte-e-para-todos-alguma-reflexao-sobre.html' title='A arte é para todos? Alguma reflexão sobre a condição política e social de arte e cultura no Brasil a partir de um jovem engraxate e sobre o gosto estético'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-5820414457491615427</id><published>2011-12-14T19:06:00.000-08:00</published><updated>2011-12-15T07:49:59.344-08:00</updated><title type='text'>"Só pra contrariar"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos três dias, ao ligar a tv tive a sorte de me deparar com momentos de arte, beleza e poesia. E, como se pode imaginar, contrariando o que acaba sendo regra, pois muitas vezes pasmamos diante do nada na tela, na prótese de vidro desta e em diálogos inócuos, em personagens e pessoas visivelmente ocas quando muito patiando num mar de clichês... e daí vou zapeando, zapeando, zapeando - zapeio muito, não sou nada fiel a nada. Se o programa não é interessante, se o papo mostra que não vai longe ou se vejo a falta de conteúdo escancarada constranger à pseudo-celebridade que não sabe do ridículo que faz ao se expor tão vazia e constranger a mim, que não desejo assistir ao espetáculo da calamidade alheia - causando em mim a vergonha que deveria, no mínimo, ser também do outro -, vou mudando logo de canal. &lt;i&gt;Pra &lt;/i&gt;poupar&amp;nbsp;a mim e aos pretensiosos!&lt;br /&gt;E o pior é que, certas vezes, não há nada razoável à nossa já combalida humanidade nem na tv aberta e nem na fechada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas anteontem, num vespertino da tv por assinatura (o&lt;i&gt; Estúdio i&lt;/i&gt;, Globo News), assisti à cantora Pitty lançar seu novo álbum, &lt;i&gt;Agridoce&lt;/i&gt;, em parceira com o músico Martin, e interpretar uma canção belíssima, executada de maneira clara e simples, acompanhada por violão e tocando, ela própria, uma espécie de xilofone - o qual trazia delicadeza ímpar. O que me tocou mesmo, especialmente, foram os versos finais, construindo bela imagem, poética e calcada numa oposição tomada do lirismo de uma voz que passa a canção (&lt;i&gt;Dançando&lt;/i&gt;) na ânsia pela graça, beleza e amor:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 19px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;"O mundo acaba hoje e eu estarei dançando&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 19px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wgGUyIcgutg"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=wgGUyIcgutg&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(Vale ouvir toda a canção!)&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já hoje, passando pela sala, tv ligada, novela das sete horas, algo que já devo ter ouvido em algum lugar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Amor sem dor não existe; já dor sem amor, sim, e é masoquismo..."&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achei interessante e delicada a maneira como se construiu a cena em que o pai consolava a filha adolescente nas descobertas amorosas da última e nos paradoxos desse sentimento fundamental, recorrendo a uma citação, provavelmente já muito repetida, mas curiosamente bem inserida no diálogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, ligo a tv num programa de entrevistas (&lt;i&gt;3 a 1&lt;/i&gt;, Rede Brasil) - gênero televisivo que adoro - e saboreio uma discussão filosófica em torno de vida, religião, morte e arte, a partir do entrevistado, o escritor Rubem Alves, terminar com as seguintes palavras do mesmo, quando este respondeu à derradeira pergunta (sobre qual o seu tema predileto de escrita):&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 14px;"&gt;"Ostra feliz não faz pérola (...) Eu escrevo para parar de sofrer".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande confissão e voto de amor ao ofício! No que me reconheci plenamente. Fazemos arte para nos livrarmos do que nos inquieta, incomoda ou nos faz saltar de fúria ou de alegria - mas parece claro que uma grande cultura, uma grande literatura, enfim, faz-se mesmo é de um grande conflito. Os grandes como Dostoiévski, Kafka e alguns outros citados durante a entrevista estão aí para não nos fazer mentir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes (e continuamente, por que não?) a tv pode nos surpreender verdadeiramente. Por isso acredito nesse veículo, na sua capacidade de não oferecer o que é mais fácil e o que grande parte das pessoas querem ver e ouvir - principalmente quando é feito hoje em momentos aparentemente despretensiosos e alternativos, com inteligência e criatividade, em relação ao espetáculo pelo espetáculo, à autopromoção de pessoas despreparadas na mídia querendo aparecer a qualquer custo, ao botox (em uso desenfreado) que parece estar transmutando a raça humana (vide atores, atrizes e apresentadores), enfim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-5820414457491615427?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/5820414457491615427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=5820414457491615427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5820414457491615427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5820414457491615427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/12/so-pra-contrariar.html' title='&quot;Só pra contrariar&quot;'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-3110641516621088648</id><published>2011-12-07T17:04:00.001-08:00</published><updated>2011-12-07T17:20:24.626-08:00</updated><title type='text'>a invenção da palavra</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;vasculhoo baú da Língua.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;procurouma palavra e não acho.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;palavraque não sei mas que intuo ser-tradução&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;dasolidão ímpar neste mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;comares de culta pressinto-a bela, e exótica, &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;epor não andar nas bocas comummente &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;sinto-aforte, frágil, pura e indecente&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;nasonoridade estranha, na ortografia caótica &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;devogais e consoantes &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;econsoantes &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;econsoantes dissonantes&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;preenchendoo vácuo entre os órgãos talvez lá&lt;br /&gt;esteja ela&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;nassolidões que compõem os hiatos entre minhas carnes&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;fazendomúsica! &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;provavelmente,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;casorealmente exista, &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;vocábuloeternamente estrangeiro para mim,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; já da alma da linguagemexpatriado e emudecido&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;jábem articulada pelas mandíbulas, &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;prevejo o gozo com ela, a palavra,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;percorrendosuas sílabas e elas me percorrendo&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;difíceismas suculentas&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;pelovasto e inculto céu da minha boca.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;procurouma palavra&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;palavrade fé, palavra-chave&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;palavratrágica que se abata sobre mim&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;palavraalada que chegue ao outro expressão de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e devastadovasculho o baú da Língua.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e,de repente, a palavra-Prima &lt;br /&gt;(ou irmã, mãe, enteada...)&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;estáalém do verbete&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;éum futuro ainda impronunciável roçando&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;entrea língua e os dentes&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;numaextensão da luta, palavra-bruta, do pensamento &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;aosdicionários, filólogos bibliófilos e poetas!&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;àsconfrarias, academias, botequins filosóficos, sociedades secretas!&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;aossaraus dos confins, aos serafins! &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;aosdialetos, línguas vivas ou mortas, gregos e latins!&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;procuroe não acho...&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;neologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-3110641516621088648?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/3110641516621088648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=3110641516621088648' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3110641516621088648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3110641516621088648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/12/invencao-da-palavra.html' title='a invenção da palavra'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6275841642956369991</id><published>2011-12-06T19:36:00.001-08:00</published><updated>2011-12-06T19:41:50.152-08:00</updated><title type='text'>4 "a"(sas) de um desejo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;apausa perpétua e a greve de fome ao ruído nababesco.            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;acirrosse hepática e amarela do ébrio na sua lucidez líquida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;aideia parida sem anestesia ao teleguismo entorpecente das massas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;abusca incessante da forma à imagem pronta de uma face fácil delágrimas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6275841642956369991?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6275841642956369991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6275841642956369991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6275841642956369991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6275841642956369991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/12/4-asas-de-um-desejo.html' title='4 &quot;a&quot;(sas) de um desejo'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1747451888296160943</id><published>2011-12-02T16:45:00.001-08:00</published><updated>2011-12-06T19:42:18.913-08:00</updated><title type='text'>Masemba, kusemba, semba, samba</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Hoje, dia dois de dezembro, dia nacionalmente dedicado ao samba, este monumento da nossa cultura cuja matriz descende de África, continente tão sofrido por contingências históricas quanto surpreendente e criativo por paradoxo e alguma espécie de resistência e teimosia, fico - por motivos óbvios - com os versos inspiradamente poéticos de duas canções de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Presença agônica da morte e da melancolia chorando ao violão, marcas permanentes na obra de Nelson Cavaquinho, um poeta do povo. Reparem na presença constante, também, na maneira como o eu-lírico na letra de cada canção se auto-define como poeta, algo quase como, a um só tempo, exercício de confissão e metalinguagem, de maneira simples, sutil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="div_letra" style="background-color: white; font-size: 13px; height: auto !important; line-height: 1.5; min-height: 260px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-right: 400px;"&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #666666; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;"Em Mangueira&lt;br /&gt;Quando morre um poeta&lt;br /&gt;Todos choram&lt;br /&gt;Vivo tranquilo em Mangueira porque&lt;br /&gt;Sei que alguém há de chorar quando eu morrer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #666666; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o pranto em Mangueira é tão diferente&lt;br /&gt;É um pranto sem lenço&lt;br /&gt;Que alegra a gente&lt;br /&gt;Hei de Ter um alguém&lt;br /&gt;Pra chorar por mim&lt;br /&gt;Através de um pandeiro e de um tamborim"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #aaaaaa; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;(Pranto de poeta)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #aaaaaa; font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #666666; font-size: 13px; line-height: 19px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;"Quando eu piso em folhas secas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Caídas de uma mangueira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Penso na minha escola&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E nos poetas da minha estação primeira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #666666; font-size: 13px; line-height: 19px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não sei quantas vezes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Subi o morro cantando&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sempre o sol me queimando&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;E assim vou me acabando.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #666666; font-size: 13px; line-height: 19px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando o tempo avisar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Que não posso mais cantar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sei que vou sentir saudade&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ao lado do meu violão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Da minha mocidade"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #666666; line-height: 19px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;i&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; (Folhas secas)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #666666; line-height: 19px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #aaaaaa; font-family: Arial, Helveltica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1747451888296160943?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1747451888296160943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1747451888296160943' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1747451888296160943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1747451888296160943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/12/masemba-kusemba-samba.html' title='Masemba, kusemba, semba, samba'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6898642449433031325</id><published>2011-11-30T12:46:00.001-08:00</published><updated>2011-12-06T19:41:39.639-08:00</updated><title type='text'>Auto-revelação</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Acabo de descobrir que estou preocupado demais com o futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Querendo controlar os passos, o destino...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Destino?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Bom, se ele existir de fato será à minha revelia, não é mesmo?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por isso, é preciso deixar correr... e viver.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6898642449433031325?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6898642449433031325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6898642449433031325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6898642449433031325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6898642449433031325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/11/acabo-de-descobrir-que-estou-preocupado.html' title='Auto-revelação'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-763829588085062209</id><published>2011-11-28T16:05:00.001-08:00</published><updated>2011-11-28T16:13:46.186-08:00</updated><title type='text'>A irritação da espera, uma velha sábia e quarenta minutinhos mágicos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Já não me lembroao certo como iniciou-se a nossa conversa dentro daquele voo cujoatraso já avançava mais de uma hora de espera. E isto numa simplesponte-aérea, em parâmetros já instituídos não operantes de unstempos para cá no nosso caos infra-estrutural e aéreo de país-sedede Copa e Olimpíadas... (Meu Deus, o que é que ainda encararemosaté esses eventos em aeroportos como Congonhas, Tom Jobim,Guarulhos, Santos Dumont...?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Sentei numa daspoltronas localizadas na parte inicial do avião, diferentemente damaioria dos colegas que vinham comigo do mesmo evento, o Trofeu RaçaNegra 2011. Era a minha vontade de, assim que o avião aterrisásse,eu pudésse me livrar o mais rápido possível da aventura que évoar hoje no Brasil. Ao meu lado, na poltrona do meio, estava umsenhora num traje não muito frequente em pessoas da sua idade: umchapéu panamá, jaqueta vermelha (para abrigar-se da baixatemperatura paulistana), calça jeans já bem desbotada e um par detênis. Agora recobro pela memória que no princípio do nossobate-papo (que viria a ser iluminado) fiz menção sobre seu chapéu&lt;i&gt;a la &lt;/i&gt;Tom Jobim. Ela me disse que vinha de Florianópolis apóspasseio a cidades do interior do Chile e que fizera escala na capitalcatarinense mais por insistência dos amigos do sul do país. Tudocom muita leveza e sem aborrecimentos, diferentre de mim, todo ofastio, pelo atraso do voo, pelo sono da noite anterior mal dormida,por minhas revistas (possibilidades atraentes de distração) teremficado na mala despachada por insistência de um funcionário dacompanhia aérea e por outras &lt;i&gt;cositas&lt;/i&gt; que não vale a penaressuscitar aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Muito vívida, DonaArminda, que só depois, no fluxo da conversa, fui saber que assim sechamava, perguntou-me de onde vinha aquela trupe animada de figurasde pele negra da qual eu fazia parte. Devo dizer que ela em nenhummomento foi preconceituosa ou exerceu discrimanação racial.Percebeu, na verdade, a relação entre aqueles artistas queconversavam enquanto entravam no avião. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Disse a ela de ondevínhamos, expliquei a natureza do evento e a entidade mantenedora,respectivamente, a promoção da cultura negra e de seus fazedores ea Universidade UniPalmares, da cidade de São Paulo. Dona Armindarevelou ter admiração pela colega e atriz Elisa Lucinda, uma dasintegrantes da trupe, lembrando de uma peça sua que assistira.Perguntei, então, se não queria conhecê-la depois, já no SantosDumont, no Rio, prometendo mediar o encontro entre artista e fã, masa senhora, muito ética e discreta, disse-me que os artistas tambémtem o direito de descansarem e não serem abordados em circunstânciascomo aquela. Achei um pouco exagerado, insisti em promover o encontroentre as duas, mas ela se manteve na mesma posição e eu, afinal,compreendi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;De repente, parecianão existir mais assunto e que haveria entre nós aquele vácuosepulcral e constrangedor que costuma ocorrer entre dois indivíduosque dividem assentos próximos num vagão de metrô, num banco deônibus ou em poltronas de avião. Foi assim na ida para SãoPaulo... Até quando o sujeito me fez a gentileza de repassar asembalagens do meu lanche que à comissária, permaneceu calado, comoque acelerando o processo para que não fosse incomodado na músicaque ouvia no seu i-fone. E quando eu fazia fotos da paisagem vistapela janela ao aterrissar, parecia desaprovar minha ação, com ar desuperioridade – devia me considerar um idiota, menos assíduoviajador do que ele...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ao voltar o olharpara Dona Arminda eu a percebi comovente: pequenina, o rosto aindamenor quase todo dentro do chapéu, com a mãozinha direita apoiandoo queixo como que tentando dormir mas sem conseguir, provavelmente sesentindo só... Achei que queria conversar mais e que eu de repente afiz pensar que ela estava me atrapalhando. Então agora eu foi quem"puxou" assunto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Dormiu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ãhh, porque eu não consigo dormir dentro de ônibus, táxi, muito menos de avião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Também não...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Mas a senhora veio de onde?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E então ela mecontou o que já revelei no início desta crônica. Depois, comentouque a vida de artista deveria ser bem difícil, instável e sem oglamour que as pessoas costumam ver nessa profissão. Confirmei suaespeculação mas acrescentei que os prazeres de estar num palcorecompensam toda nossa luta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Para não deixar obate-papo morrer, aproveitei o momento em que o aeroplano alçava seuvoo e revelei que viajar de avião é uma coisa que me deixa sempreum pouco tenso, principalmente quando decola e quando encaraturbulências. E com a fragilidade do nosso serviço aéreo então...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ih, mas de Florianópolis pra cá, peguei muito mais turbulência – minimizou ela com naturalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;A senhora me disseainda que, nesses casos, a gente deve mentalizar uma luz branca sobreo nosso destino de chegada e imaginar o contato, os abraços entrenós e as pessoas e as coisas queridas que nos esperam, agindo comose já estivéssemos "lá". "As pessoas não entendemque a força do pensamento é maior que tudo", me exortou, semomitir que devemos ter cuidados, precauções na vida, é claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Se a companhia jáme estava sendo agradável, senti que com estas palavras acima euestava ao lado de uma pessoa muito especial e iluminada. Dona Armindame falou da presença do pensamento positivo em sua vida. Pergunteise tinha religião, ela respondeu que de católica evoluiu com otempo ao espiritismo, contou experiências de sua vida bastante pobreno início do casamento com o ex-marido, suas ocupações antes edepois da aposentadoria etc etc etc. Contou-me que começou noserviço público servindo cafezinho e terminou advogada, mesmo numaépoca de opressão sobre as mulheres. Lembrei de meu avô falecidorecentemente, de sua história de superação, saindo da roça,alfabetizando-se aos dezoito anos e tornando-se médico veterinárioanos depois. Fiquei emocionado. Contei a ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Mas, na verdade, eusó queria ouví-la. Até o momento em que a senhora pediu para queeu falasse um pouco de mim. Não costumo - nem mesmo tenho o gosto-de falar de coisas muito pessoais. Exagero meu fruto do medo de sernarcisista e de meu modo encimesmado, desconfiado. Mas, depois depensar um pouco, abri-lhe algo que me acabrunha constantemente: odescontentamento com a falta de critérios de avaliação (de críticae de público) que observo em meu meio profissional, o receio de nãoreconhecerem o quanto estudo e me esrforço, o medo ter feito aescolha errada apesar do amor desmedido pelo ofício... asinjustiças, as inseguranças geradas por ser artista no Brasil,especialmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;E novamente DonaArminda me veio com a bendita "luz branca":&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Olha, não tenha pressa de nada, não fique ansioso e nem tenha medo. Apenas tenha em mente que você terá aquilo que deseja. Pense, no fundo, que você já é aquilo que busca... E verá que logo seu sonho vai se realizar! Certa vez meu ex-marido e eu não tínhamos um centavo para irmos trabalhar. Pedi a Deus com toda a fé e logo encontramos um dinheito no chão cujo valor pagava nossas passagens de ida – a volta, já seria outra história... Pode acreditar em mim! Pense positivo e todos, logo, também acreditarão no seu sonho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Os aproximadamentequarenta minutos de ponte-aérea já estavam perto de terminar, masnossa conversa fluía. Meu diálogo com as pessoas mais velhas,aliás, sempre foi muito intenso. Se sempre nutri um forte sentimentode inadequação ante às coisas (e às multidões) especialmentedurante a adolescência, isso, porém, jamais o foi com os maisvelhos. Não sei explicar. Uma moça, pelo porte delgado e pelaconversa que mantinha do outro lado do corredor, de vez em quandoparecia admirar a cumplicidade de velhos amigos que Dona Arminda e eudemonstrávamos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Houve tempo para apequena senhora solitária – cuja filha vive em Teresópolis com afamília e o filho, no exterior - falar-me, ainda, da atividade comovoluntária que exerce há dez anos numa fundação para cuidar decrianças com câncer. Contou como é bonto o trabalho de dar suporteàs crianças (e seus pais) que vem de longe e que não possuemrecursos para manter os gastos da doença e da distância; como étocante ajudar a dar dignidade a vidas mesmo que no breve períodoque lhes resta; como que o primeiro contato de espanto com criançasmuitas vezes já mutiladas por consequências da doença se converteimediatamente numa revalorização da vida nos seus aspectos maissimples em vez de reclamar, reclamar e reclamar de coisas tãopequenas quando se tem saúde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Dona Arminda disseque sua fundação precisa de voluntários homens. Ficou o convite,entendi logo – por ser homem e por ser artista, o que estimulamuito engajamento de outras pessoas. Trocamos e-mails e telefones.Mas pediu para que a procurasse antes do dia vinte de janeiro, poissua próxima viagem será nesta data, rumo ao Leste Europeu. As maçãsenrugadas de seu rosto e seus lábios encheram-se de prazer ao falardas cidades já visitadas: Paris, Moscou, Atenas... e agora Praga,Viena, Budapeste...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Prometeu me enviarum e-mail com detalhes sobre a fundação e pediu para que eu fosselogo, "antes dela morrer". E eu disse "que é isso,Arminda!", pois ela já me pedira para não chamá-la nem de"dona" nem de "senhora". (Mas fiquei pensando, naverdade até agora penso se não foi um sinal a condição que meimpôs: "antes de ela morrer...". Bom, ligarei ainda essasemana, se minha memória não falhar). Para arrematar aqueleencontro com um tirada digna de um contista que calcula os passoarumo ao momento final surpreendente de uma narrativa, ela mandou:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Você já voou de paraquédas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ãhn?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;De paraquedas, eu disse?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Fiquei passado!Disfarcei o quanto pude para a boca não cair. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;(Minha réplica   foi o silêncio)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Pois faça. É o   melhor remédio para se perder o medo. No início dar uma coisa no   estômago, mas depois, é uma beleza, uma liberdade indescritível!   Faça isso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Eu, jovem velho, comtantos medos, e ela, idosa, tão disposta. E antes a própria chegoua perguntar se eu conhecia a diferença entre velho e idoso. Você jápode imaginar qual é. Idosa é a cronologia, irremediável; velha oujovem pode ser a alma – independente de idade. Sinto que elapercebeu no seu íntimo que eu precisava ouvir tudo o que ela medisse. Um anjo enviado por Deus, a Dona Arminda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;--------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Percebi que apesarde toda aquela espera causada pela má adiministração corriqueira edas autoridades de nosso país que não aplicam como devem o dinheirode nossos impostos, antes de embarcar naquele voo eu estavairritadiço demais, cansado demais daquilo e de outras &lt;i&gt;cositas&lt;/i&gt;pelas quais não merecem que nos consumamos tanto, principalmentequando só se tem vinte e poucos anos... Eu stava "velho" eDona Arminda me rejuvenesceu, me devolveu, na verdade,  à idadeeterna dos que sonham.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-763829588085062209?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/763829588085062209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=763829588085062209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/763829588085062209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/763829588085062209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/11/ja-nao-me-lembroao-certo-como-iniciou.html' title='A irritação da espera, uma velha sábia e quarenta minutinhos mágicos'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6689721336957173991</id><published>2011-08-06T21:16:00.000-07:00</published><updated>2011-11-28T16:13:36.800-08:00</updated><title type='text'>Baudelaire</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;"O que não é ligeiramente disforme parece insensível - donde decorre que a irregularidade, isto é, o inesperado, a surpresa, o espanto sejam uma parte essencial da característica da beleza. O Belo sempre é estranho."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (Baudelaire, poeta francês - extraído da introdução de "Ler o teatro contemporâneo", de Jean-Pierre Ryngaer&lt;/span&gt;t).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6689721336957173991?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6689721336957173991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6689721336957173991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6689721336957173991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6689721336957173991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/08/baudelaire.html' title='Baudelaire'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-3528632672478143234</id><published>2011-08-06T16:19:00.000-07:00</published><updated>2011-11-28T16:13:15.295-08:00</updated><title type='text'>Ítalo - ou a morte de um ator cuja história é parte da evolução do teatro brasileiro moderno.</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sV8FIpz_EYY/Tj4IZL52ihI/AAAAAAAAANw/GTW4j2XVUO8/s1600/teatro+dos+sete.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-sV8FIpz_EYY/Tj4IZL52ihI/AAAAAAAAANw/GTW4j2XVUO8/s320/teatro+dos+sete.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Uma voz marcante, uma máscara facial e movimentos econômicos mas que poderiam carregar nas tintas para uma comédia mais desabrida, caso fosse necessário.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Mais do que ter podido acompanhar a carreira teatral de Ítalo, comprovei sua importância de Ator emblemátco nos compêndios sobre a evolução e a modernização do teatro brasileiro. Seu nome e sua imagem são figuras que não podem faltar a qualquer livro que se arvore a acompanhar a trajetória dos nossos palcos dos anos cinquenta para cá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Egresso do TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) do industrial paulista e mecenas Franco Zampari (donde vieram também Cacilda, Cleide, Maria della Costa, Walmor Chagas, Fernanda, Sérgio, Tônia Carrero, Paulo Autran, e muitos outros deuses deste olimpo teatral), Ítalo fez parte de uma  geração que pavimentou o caminho para que hoje pudéssemos ser atores mais dignos nesse país (não consigo me furtar da voz de ator nessa pequena homenagem).  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Até então, nossos palcos eram predominantemente ocupados por iniciativas centradas no personalismo e no carisma de alguns atores e empresários, talentosos e importantes para nossa produção como Leopoldo Fróes e Procópio Ferreira, mas que não ousaram a ponto de engajarem-se num  projeto mais ambicioso artísticamente e que colocasse o Brasil na atualidade do que então se fazia mundo afora. Foi com a geração de Ítalo que começamos a ver desde o TBC e passando pelo seu Teatro do Sete, por exemplo, (companhia sua com Sérgio, Fernando e Fernanda) repertórios que mesclavam num sentido sistemático, as peças de &lt;i&gt;vaudeville&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;boulevard&lt;/i&gt;  de um Feydeau, de mais proximidade com as necessidades comerciais de toda companhia até autores como Bernard Shaw e Pirandelo, para citar dois. Colocação em prática de novos projetos de encenação fundados numa dramaturgia mais densa e consistente, de complexidades filosóficas e psicológicas a exigirem estudo minucioso de diretores e atores. Não havia mais espaço para o ponto (alguém que soprava o texto de dentro de um cadafalso) e nem para o caco (improviso a fim de "ganhar" a plateia normalmente com piadas e maneirismos imediatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Ítalo e sua geração participaram ainda do Grande Teatro Tupi, movimento pioneiro que buscava descobrir uma linguagem televisiva nos primórdios do veículo, levando ao público peças de autores fundamentais como Shakespeare, Eugene O'Neill, Arthur Miller e Tenessee Williams, e ao vivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Pela vinculação de seus pares e contemporâneos a um teatro que buscou sua base no texto dramático, intacto das interferências vaidosas dos intérpretes, Ítalo esteve íntimo da palavra e fez uso dela com sofisticação e maestria. Nesta entrevista que se segue, concedida a Geneton Moraes Neto pode-se perceber como que o grande ator enfatiza aquelas palavras que vê com mais necessidade de impacto, de um modo teatral e sincero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Um ator "cerebral, cerebrino" - precisa e bela definição da crítica Tania Brandão em O Globo de 4/8 - e que nos emocionava pela maneira (moderna) de expressar-se permitindo o bailado do pensamento, das ideias e das palavras em sua face limpa, econômica, sucinta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Grandes atores e personalidades como Ítalo não morrem. Vivem, insistem na lembrança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-documento/v/italo-rossi-fala-de-sua-carreira/1411881/"&gt;http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-documento/v/italo-rossi-fala-de-sua-carreira/1411881/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif; font-size: large;"&gt;Izak Dahora &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-3528632672478143234?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/3528632672478143234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=3528632672478143234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3528632672478143234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3528632672478143234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/08/italo.html' title='Ítalo - ou a morte de um ator cuja história é parte da evolução do teatro brasileiro moderno.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sV8FIpz_EYY/Tj4IZL52ihI/AAAAAAAAANw/GTW4j2XVUO8/s72-c/teatro+dos+sete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7590050117263119415</id><published>2011-07-30T19:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T19:34:00.353-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tentando organizar os poemas escritos na feitura de um livro tão sonhado ainda não publicado. Força! Tempo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7590050117263119415?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7590050117263119415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7590050117263119415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7590050117263119415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7590050117263119415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/07/tentando-organizar-os-poemas-escritos.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-5408424624622541886</id><published>2011-07-11T15:11:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T15:16:44.438-07:00</updated><title type='text'>Projeto de prolixo</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;                 à tirania do verbo, do verso e da linguagem&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero falar cada vez menos&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero falar mais com menos&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;quero falar menos para ouvir os falantes de outras falanges.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;e satisfazer meu interlocutor de entendimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;quero dizer tudo com aparentemente nada&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero falar menos difícil e ser claro como a água.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero meu monólogo de um modo mais diálogo&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;menos bife e mais grãos. menos texto mais contexto.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu quero eu menos só&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; lilóquio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-5408424624622541886?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/5408424624622541886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=5408424624622541886' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5408424624622541886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5408424624622541886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/07/projeto-de-prolixo.html' title='Projeto de prolixo'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7098573165082218983</id><published>2011-07-11T15:05:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T15:05:22.241-07:00</updated><title type='text'>A Mário de Sá Carneiro</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Não sou exatamente um engodo, uma fraude,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;gênero de farsa, pseuda obra-prima da linguagem&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;como também escapo da autodefinição de superhomem,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;de máquina.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Sou ao fim o meio  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;“qualquer coisa de intermédio”, às vezes grande às vezes  pequeno&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;na maior parte do tempo medíocre,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;cônscio da ignorância fundamental de todos,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;mas convicto de ter algum recheio&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;não sendo simplesmente casca, eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Tentando escapar dos riscos da bipolaridade,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;feliz pelo auge e pela queda&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;-pois ambos partes de meu todo ambíguo- vou errando...&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;E daqui a alguns anos, lá na linha de chegada&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;com o peso dos anos e os erros da experiência&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;poderei me dizer pouco mais que razoável.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Izak Dahora &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7098573165082218983?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7098573165082218983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7098573165082218983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7098573165082218983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7098573165082218983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/07/mario-de-sa-carneiro.html' title='A Mário de Sá Carneiro'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6804840563624717735</id><published>2011-07-11T14:53:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T14:54:10.173-07:00</updated><title type='text'>Sonho de trova</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Meu sonho é ver meu verso virar canção.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Não lê-lo; ouví-lo, quando neste dia&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;for surpreendido pela nova possibilidade&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;de algo que rompeu de mim e eu não percebia.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando tudo que me é ruído e som das vozes que me&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;assaltam e as escrevo, se tornarem melodia.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero ser um trovador&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Quero ser o que já foi caminhando errante  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;sobre os caminhos de pedra da Idade Média  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;embriagado em noite alta.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;E gozar de ver meu verso fazer soprar delírios&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;nos ouvidos da mulher amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6804840563624717735?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6804840563624717735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6804840563624717735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6804840563624717735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6804840563624717735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/07/sonho-de-trova.html' title='Sonho de trova'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-334205268514274256</id><published>2011-05-22T15:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T15:39:26.751-07:00</updated><title type='text'>Identidade(s) brasileira(s).</title><content type='html'>Tenho andado muito interessado na investigação da identidade brasileira, na brasilidade, no que realmente sejamos...&lt;br /&gt;Links de palestras sobre a identidade brasileira. Vídeos da CPFL Cultura exibidos no programa Café Filosófico, Tv Cultura - que eu aprecio e recomendo. Palestrando: Antonio Medina Rodrigues, Demétrio Magnoli e José de Paula Ramos Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/11/30/integra-a-identidade-brasileira-mito-e-literatura-jose-de-paula-ramos-jr/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-334205268514274256?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/334205268514274256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=334205268514274256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/334205268514274256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/334205268514274256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/05/palestra-sobre-idendidade-brasileira.html' title='Identidade(s) brasileira(s).'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4338763662581718670</id><published>2011-03-06T08:29:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T08:30:53.752-08:00</updated><title type='text'>Maria Clara é Carnaval -  a escola de samba e a escola de teatro.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-VDPyeTsx-DQ/TXO0Hf5K77I/AAAAAAAAANU/LklAQDzu3RE/s1600/maria+clara+machado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-VDPyeTsx-DQ/TXO0Hf5K77I/AAAAAAAAANU/LklAQDzu3RE/s1600/maria+clara+machado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Creio que o primeiro lugar a me mostrar a importância da simplicidade no teatro foi o Tablado. Sua mentora e realizadora Maria Clara Machado plantou a semente que dá frutos a olhos vistos já há muito tempo – em 2011 faz sessenta anos. São diversas as gerações de atores que se formam naquela escola, situada na rua Lineu de Paula Machado – não esqueço! -, que se orgulha de não ser profissionalizante, e sim amadora, com tudo que esta palavra tem direito, inclusive o amor, contido no radical da palavra. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Eu saía de São Gonçalo para o Jardim Botânico, onde fica o Tablado, pegava três conduções para ir e mais três para voltar, atravessava a Baía de Guanabara. Devia ter meus dezesseis anos. Ía disposto, retornava cansado tamanha a distância entre casa e teatro. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;O Tablado era algo tão distante para mim, do ponto de vista geográfico, e também do sócio-cultural, que lembro que no início achava que jamais conseguiria me enturmar com aquela galera da Zona Sul. Hoje ainda continuo mais para suburbano do que qualquer outra coisa – por convicção -, porém aquela galera que frequentava as aulas da professora Bia Junqueira às cinco da tarde daquelas segunda-feiras me ensinou coisas valiosas. E a maior delas foi a ser mais simples para o trato com o palco, um aprendizado para a vida toda. Pois fazer teatro é ter um corpo sobre um palco diante de um público. Daí já se pode ter espetáculo, porque isso é, na verdade, o teatro. O quem vêm para além disso já é acessório. Fazer teatro é  pisar descalço no chão e sentir a força que vem do centro da Terra; é permitir-se ao encontro com o outro no suor e na saliva, como diz Fernanda Montenegro; é questionar-se a todo momento (como cacoete de ofício) acerca das indagações infindas que um intérprete tem que se fazer para elaborar uma personalidade específica (que é o personagem)...e perceber que para isso precisa questionar a sua própria visão e conduta diante do mundo e da pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Sem esse despojamento, sem essa disponibilidade e entrega não há teatro, não há arte, aliás. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Sempre que a gente pesa demais, "sofistica" e até "eruditiza" demais pensando alcançar uma profundidade fica mais distante a interação clara, que envolve as pessoas, a começar pela própria trupe  em cena,  porque o teatro funciona quando é feito junto e quando há um equilíbrio e uma divisão generosa entre o que se pensa e o que se sente e quem faz o quê, caso contrário o que se assiste é a cenas lamentáveis de narcisismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;A linguagem dos grandes artistas e criadores costumam mesmo carregar simplicidade, que parece ser a senha do infinito mundo de sonhos, ideias e valores contidos na arte. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;No Tablado tive a oportunidade de ver e conhecer algumas pessoas ricas – sem meias palavras - com um comportamento absolutamente simples, humilde e devotado ao fazer teatro. Nesse momento o preconceito de suburbano receoso de ser destratado pela elite que eu tinha foi por terra – ainda que o Tablado seja um escola muito integrada a um universo Zona Sul de ser: extensão de amizades familiares, continuação de jogos no play dos condomínios do bairro ou das praias do Leblon e de Ipanema e da Lagoa. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Talvez mais do que teatro ou profundidade estética, simplicidade tenha sido e seja o que de melhor o Tablado proporcionu e proporciona à formação de jovens de diferentes gerações. Eu me sinto orgulhoso de hoje ver que passei por aquela escola, por aquele tablado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Obs.: Neste carnaval, as obras de Maria Clara são enredo da Unidos do Porto da Pedra, outra escola que faz parte da minha história. Falarei mais dessa ligação nos próximos textos. Por ora digo que, com muita alegria e disposição, sairei no último carro alegórico do desfile da Porto, escola de São Gonçalo, onde nasci e fui criado – no bairro do Porto da Pedra. No carro sobre "O cavalinho azul", história singela sobre o poder da imaginação e da esperança que existe na criança – e de modo tão supreendentemente simples! &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4338763662581718670?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4338763662581718670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4338763662581718670' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4338763662581718670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4338763662581718670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/03/maria-clara-e-carnaval-escola-de-samba.html' title='Maria Clara é Carnaval -  a escola de samba e a escola de teatro.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-VDPyeTsx-DQ/TXO0Hf5K77I/AAAAAAAAANU/LklAQDzu3RE/s72-c/maria+clara+machado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-697521964313210672</id><published>2011-03-06T08:00:00.000-08:00</published><updated>2011-03-06T12:25:45.323-08:00</updated><title type='text'>"Black Swan" - o retrato contraditório e sublime em como o artista pode se autodestruir.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-8RVcp_E9YXE/TXPr6VrLnrI/AAAAAAAAANk/vT19S9DGegE/s1600/black+capa.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh4.googleusercontent.com/-8RVcp_E9YXE/TXPr6VrLnrI/AAAAAAAAANk/vT19S9DGegE/s1600/black+capa.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Sempre admirei os bailarinos. Talvez nenhum artista tenha em seu ofício relação tão próxima com a liberdade do corpo como eles. Seus saltos, elasticidade, disponibilidade no espaço/tempo são de uma poesia fascinante, comevente e até misteriosa. Como os acrobatas e os trapezistas, os bailarinos são provavelmente os únicos seres do palco de que tenho conhecimento capazes de provar da sensação de "voar" a partir de si mesmo, dos próprios movimentos, seres alados, quase como pássaros.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Porém mais do que isso, digo que eles sempre tiveram o meu respeito, pois tanta leveza guarda rigor&amp;nbsp; extremo e também desgaste inevitável. A rotina e a dieta de quem dança é de uma disciplina metódica, minimalista, podendo ser tão rígida quanto algo militar – e de tanto trabalho, de apacidade de concentração num esforço repetitivo, de tantas dores e calos o resultado a que se assiste normalmente é de simplicidade e delicadeza. O balé prova – inclusive aos atores, dos quais faço parte, que o trabalho do artista envolve o sonho mas que para ser realizado é muito mais físico do que o contrário. Reforça a crença de que não existe arte sem uma forma, sem um corpo, sem um tônus vivo e concreto que se apresente, pois é pela carne que se trocam e se transmitem todas as emoções e ideias. A dança faz-nos ter a dimensão da necessidade e da vitalidade material da nossa condição – contradizendo Platão. Como ator que sou digo que poucos são os atores que levam a profissão com a seriedade de treinamento e reciclagem como os bailarinos. Normalmente perdem-se no glamour atroz das capas de revista e exposição midiática da tv - que são veículos importantes mas não não Arte íntegra. Os atores (grande parte) ainda não treinam o seu instrumento. Por isso, o povo do balé exemplo - e eu tento me inspirar sempre neles.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas sobre este "Cisne Negro" a que se pode assistir nos cinemas e que merecidamente , na minha opinião, faturou o Oscar&amp;nbsp; nas categorias diretor (Darren Aronofski) e atriz (Natalie Portman), digo que saí do cinema sem fôlego, atônito, me sentindo "mal".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas um mal que no fim faz bem, porque o mal do descentramento causado por uma grande obra de arte. Trabalho extremamente competente, impecável de Natalie Portman numa narrativa por vezes até perversa no sofrimento de Nina, a protagonista, além de surpreendente e que, para além de todo e qualquer adjetivo que se lance ao filme, se assume como linguagem cinematográfica, por excelência: nossos sentidos se confundem à mágica da dança e da música, ao rigor desmesurado de muitos dos que buscam irrefreavelmente a perfeição da grande arte e comprometem a própria vida, à tensão permanente e às neurores da bailarina. É uma experiência profunda, emocional e fisicamente, já que Aronofski lança o espectador na mente confusa da personagem e faz de cada surpresa ou descoberta da mesma um susto para quem assiste. De modo que tudo é sentido na pele através de jogos de câmera "dançantes" e inquietos, fotografia tão sombria e sinistra quanto a vida de Nina a partir do personagem Cisne Negro emsua vida e da música.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Creio que vale dizer que para quem é artista a experiência de assistir a esse filme é&amp;nbsp; especialmnete catártica, pois, ao contrário do que muitos dizem a respeito de Cisne Negro, concordo não ser preciso dilacerar a própria vida&amp;nbsp; em nome de uma estética ou da glória mas penso que o que se assiste&amp;nbsp; neste longa é um&amp;nbsp; retrato possível do que o artista pode acabar passando. Afinal, o que artista quer é agradar, e nisso impõem-se sacrifícios e renúncias imensuráveis - por muitas vezes vende-se por quase nada chantageada pela mente de diretores excêntricos, "sanguessugas" e megalômanos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;A criação mexe com o psiquismo do artista e este pode ver-se de repente totalmente perdido. Nosso ofício lida com aceitação e rejeição, e uma opinião pode levar-nos ao mais profundo desampraro. É preciso ter cuidados com o artista. A linha entre o "surto" e delírio criativo e a loucura é tênue, dessa área fronteiriça pode brotar grandes obras como também a inércia "vegetativa" de uma frustração particular. É a esta fragilidade que o artista estará sempre exposto.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o filme deixa pulsante também uma questão que me ocorreu ainda durante a sua exibição: não seria o universo das bailarinas tão ou mais cruel que o hoje tão criticado mundo das passarelas? Não que isso redima a cobrança sobrehumana feita sobre as top models, mas o agravo para o balé seria o fato de a dança e seu rigor existem há muito mais tempo, tornando neuróticas as mentes de muitas jovens em realidade de competitividade invejas mútuas e redes de intrigas pela insegurança fustigada pelo meio que quer intérpretes cada vez o que se quer: inclusive servir de objeto sexual a quem pode conceder oportunidades - no caso do filme o diretor da companhia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;No ano passado, nós, os apaixonados por arte e por cinema, fomos agraciados com &lt;i&gt;O segredo dos seus olhos    &lt;/i&gt;que descrevo como belíssimo. E agora &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt; , permitindo-me ao simplismo das adjetivações considero sublime. A imagem crepuscular da bailarina falecendo na última cena - e que intuitivamente me remeteu num certo sentido à personagem Norma Demund, a atriz-diva decadente de &lt;i&gt;Crepúsculo dos Deuses &lt;/i&gt;-é paradoxal: mostra a ascenção para a glória ao fim do movimento final de peça para pouco intérpretes no mesmo tempo em que é ocaso, uma vez que a personagem deixa claro que não há mais fôlego para a vida. É o salto do triunfo e a descida à morte. Ao mesmo tempo. Um movimento paradoxal que desafia a própria lógica.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Na contradição da solidão perigosa do artista é que vejo onde está o grande mérito de &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt;. Nesse caos existencial da personagem e formal da estética fragmentada e trepidante &amp;nbsp; sua eloquência.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-8Xu_lJEyUMc/TXPo9IRCd8I/AAAAAAAAANY/1mQHeuva8Sw/s1600/black-swan-2.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-8Xu_lJEyUMc/TXPo9IRCd8I/AAAAAAAAANY/1mQHeuva8Sw/s1600/black-swan-2.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-fSsYNheikE8/TXPsLqLoysI/AAAAAAAAANo/Z132Cvap_4o/s1600/black+contradi%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-fSsYNheikE8/TXPsLqLoysI/AAAAAAAAANo/Z132Cvap_4o/s1600/black+contradi%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-697521964313210672?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/697521964313210672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=697521964313210672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/697521964313210672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/697521964313210672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/03/black-swan-o-retrato-contraditorio-e.html' title='&quot;Black Swan&quot; - o retrato contraditório e sublime em como o artista pode se autodestruir.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-8RVcp_E9YXE/TXPr6VrLnrI/AAAAAAAAANk/vT19S9DGegE/s72-c/black+capa.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1012034732299402225</id><published>2011-02-27T14:11:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T14:40:49.694-08:00</updated><title type='text'>Aretha e areté.</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-4QueYa2gxj8/TWrStKv8NDI/AAAAAAAAANQ/iArmMmy2lSo/s1600/Ares+e+Athena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243" src="https://lh3.googleusercontent.com/-4QueYa2gxj8/TWrStKv8NDI/AAAAAAAAANQ/iArmMmy2lSo/s320/Ares+e+Athena.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é um aficcionado por mitologia grega como eu, tudo é motivo &lt;i&gt;pra &lt;/i&gt;ler, reler e vasculhar os sentidos possíveis que emanam daqueles &lt;i&gt;mythos &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ou, mais simplesmente, daquelas histórias&lt;/span&gt;. Arquétipos e símbolos são muitas vezes as senhas para um entendimento mais amplo da existência, e das passagens muitas vezes fantásticas e metafóricas da mitologia é possível extrair grandes ensinamentos, como ocorre na leitura da própria bíblia. E se a vida e o mundo se transmutam ao longo dos tempos, sua essência não parece diferir em muita coisa, e isto se comprova na torrente das paixões humanas que sempre nos tomam e arrebatam desde os gregos e suas histórias e desde antes deles mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;As descobertas de etmologia (história ou origem gramatical de termos e nomes, seus elementos constituivos e sua evolução) também são um prato cheio para quem desfruta mitologia. A minha última descoberta foi na verdade confirmação de um sentido que já tinha aprendido lendo alguma publicação sobre Grécia Antiga há muito tempo.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;Aretha - &lt;/i&gt;esse nome não me saía da mente! E algo me dizia que eu já conhecia o que esse nome significa etmologicamente.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Lembrei, então, que &lt;i&gt;Aretha&lt;/i&gt; tem o mesmo radical de &lt;i&gt;areté&lt;/i&gt;, atributo dos antigos herois gregos, além da mesma sonoridade cuja tônica aberta/vocálica remete instantâneamente à língua de Homero. Fui à fonte e lá estava:&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;"Os gregos reverenciavam os herois (...), homens que haviam realizado feitos extraordinários e que, uma vez mortos, haviam se transformado em deuses. O mais famoso dos herois gregos foi Hércules. O heroi é o homem que possui &lt;i&gt;areté&lt;/i&gt;, palavra grega que significa a excelência humana (a força, a destreza, a coragem, o espírito guerreiro). Somente os aristocratas teriam &lt;i&gt;areté&lt;/i&gt; . O homem nobre era aquele que tanto na vida privada quanto na pública , era regido pela coragem, pela força e por qualidades e normas de conduta que normalmente não são exigidas ao homem comum"&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Já em dicionários de significados de nomes na internet pude ver que &lt;i&gt;Aretha&lt;/i&gt; é descrito como &lt;i&gt;virtude&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;dignidade&lt;/i&gt; e na mesma procedência grega. O que está absolutamente dentro do contexto por mim antes lembrado e pesquisado.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;Como já disse, tudo é motivo para que eu mergulhe numa leitura ou numa boa discussão sobre mitologia e Grécia antigas. Sendo que, desta vez, o motivo &lt;i&gt;étymos&lt;/i&gt; (verdadeiro) da minha busca foi a origem do nome de uma moça linda que conheço.E ela realmente mereceu distinção nos meus pensamentos, não é um ser comum... Tem &lt;i&gt;areté&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1012034732299402225?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1012034732299402225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1012034732299402225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1012034732299402225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1012034732299402225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/02/aretha-e-arete.html' title='Aretha e areté.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-4QueYa2gxj8/TWrStKv8NDI/AAAAAAAAANQ/iArmMmy2lSo/s72-c/Ares+e+Athena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8273174559400951014</id><published>2011-02-13T15:41:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T16:07:32.342-08:00</updated><title type='text'>Diegues disse.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_TIT4peTTIk/TVhsD0yA6NI/AAAAAAAAANM/nHq9t5rcew8/s1600/cac%25C3%25A1+diegues.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-_TIT4peTTIk/TVhsD0yA6NI/AAAAAAAAANM/nHq9t5rcew8/s1600/cac%25C3%25A1+diegues.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistindo aos extras do dvd do filme &lt;i&gt;5x Favela&lt;/i&gt; uma das várias coisas interessantes faladas pelos mais experientes em encontros e oficinas com os jovens cineastas e técnicos do filme me marcou e, por isso, pincei para expor aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disse Cacá Diegues, um dos produtores do filme - e "padrinho" e "benfeitor" do longa, no&amp;nbsp; melhor sentido do termo - aos novos diretores sobre como dirigir atores:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ator é que nem gente. Tem um que é mais chegado, outro que é mais distante; há aquele que fala muito, outro que é mais frio; um mais emoção, outro mais racional...E o importante (em outras palavras, pois já não me recordo na íntegra) é entender como cada um funciona para que se extraia da biografia desse ator aquilo de que o personagem e o filme precisam (...)".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É claro que muitos diretores já teceram comentários sobre esse cuidado necessário com o intérprete - uns de verdade, muitos por&amp;nbsp; vaidade simulando generosidade, outros tantos por força do clichê sem muito bem o ator, de fato, compreender... Mas acho que vale registrar tais palavras pois um diretor - e agora é um ator que fala - consciente de que ator é ser humano, portador de especifidades múltiplas, qualidades que o tornan singular (na vida e na cena) e que divide com o diretor a construção do todo, sem hierarquias, causa&amp;nbsp; sempre satisfação e, por vezes, até mesmo espanto. E Diegues, marxistamente inspirado, invariavelmente se mostra bastante franco e politizado e não precisa, a essa altura do campeonato, fingir pensar o que não pensa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É isso mesmo Cacá, &lt;i&gt;ator é que nem gente&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8273174559400951014?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8273174559400951014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8273174559400951014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8273174559400951014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8273174559400951014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/02/diegues-disse.html' title='Diegues disse.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_TIT4peTTIk/TVhsD0yA6NI/AAAAAAAAANM/nHq9t5rcew8/s72-c/cac%25C3%25A1+diegues.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6849204469025938458</id><published>2011-02-12T17:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T17:44:21.302-08:00</updated><title type='text'>Confidência da febre.</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Tenho na gaveta – ou melhor, nos arquivos do meu computador – entre outros tantos projetos, uma peça e um romance. Na verdade ainda mais o sonho em tentativa de andamento de uma coisa e outra. Devo trabalhar neles há uns três anos desde que tive as ideiais iniciais. E as dificuldades têm sido duas: tempo para me debruçar sobre eles, já que tenho que trabalhar e honrar os compromissos da vida adulta e porque faltam algumas vezes ideias para solucionar questões que eu mesmo crio nas minhas ficções.  &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;E no meio disso tudo tem a música, meus poemas, a vida...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Talvez me falte também maturidade e minhas tão sonhadas obras tenham que esperar mais outros três anos, quem sabe? Edney Silvestre não teve que trabalhar e pesquisar, simultaneamente à atribulada vida de jornalista, vinte anos até que concluísse o reconhecido “Se eu fechar os olhos agora”? Sua espera e trabalho vieram, inclusive, premiados, de um prestigioso Prêmio Jabuti 2010. E assim for a com outros tantos escritores e outras tantas obras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Compartilhei um pouco da minha febre criativa aqui no blog. E sei que isso não foi em vão: minhas ideias respirarão nessa espécie de &lt;i&gt;work in progress&lt;/i&gt;. E o retorno dos que lerem essa confidência também encherão de ânimo e frescor meus projetos. Tenho certeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Izak Dahora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6849204469025938458?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6849204469025938458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6849204469025938458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6849204469025938458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6849204469025938458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/02/confidencia-da-febre.html' title='Confidência da febre.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-2971624018547634929</id><published>2011-02-05T19:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-05T19:48:07.171-08:00</updated><title type='text'>Do que tenho lido: Nietzsche e a tragédia grega.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"(...) Para servir-nos da terminologia de Platão, poderíamos dizer, das figuras trágicas do palco helênico, mais ou menos isto: o único Dionísio verdadeiramente real aparece em uma pluralidade de figuras, sob a máscara de um herói combatente e como que emaranhado na rede da vontade individual. E assim que o deus ao aparecer, fala e age, ele se assemelha a um indivíduo que erra, se esforça e sofre: esse, em geral, &lt;i&gt;aparece&lt;/i&gt; com essa precisão e nitidez épicas, isso é o efeito de Apolo, esse decifrador de sonhos, que evidencia ao coro seu estado dionisíaco por meio dessa aparição alegórica. Em verdade, porém, esse herói é o Dionísio sofredor dos Mistérios, aquele deus que experimenta em si o sofrimento da individuação, do qual mitos maravilhosos contam que, quando rapaz, foi despedaçado pelos Titãs e nesse estado é venerado como Zagreu: o que sugere que esse despedaçamento, em que consiste propriamente a &lt;i&gt;paixão&lt;/i&gt; dionisíaca, equivale a uma transformação emar, água, terra e fogo, e que portanto temos de considerar o estado da individuação como a fonte e o primeiro fundamento de todo sofrimento, como algo repudiável em si mesmo. Do sorriso desse Dionísio nasceram os deuses olímpicos, de suas lágrimas os homens. Nessa existência como deus despedaçado, Dionísio tem a dupla natureza de um demônio horripilante e selvagem e de um soberano brando e benevolente. Mas a esperança dos &lt;i&gt;epoptes &lt;/i&gt;era um renascimento de Dionísio, que agora pressentimos como o fim da individuação: era para esse terceiro Dionísio vindouro que soava o fervoroso canto de júbilo dos &lt;i&gt;epoptes&lt;/i&gt;. E somente nessa esperança há um clarão de alegriano semblante do mundo dilacerado, destroçado em indivíduos: assim como o mito o mostra na imagem de Deméter mergulhada em eterno luto, que pela primeira vez se &lt;i&gt;alegra&lt;/i&gt; ao lhe dizerem que pode dar à luz Dionísio &lt;i&gt;mais uma vez&lt;/i&gt;. Nas intuições mencionadas temos já todos os componentes de uma visão do mundo profunda e pessimista e com eles, ao mesmo tempo,&lt;i&gt; a doutrina da tragédia que está nos Mistérios&lt;/i&gt;: o conhecimento fundamental da unidade de tudo que existe, a consideração da individuação como o primeiro fundamento do mal, a arte como a alegre esperança de que o exílio da individuação pode ser rompido, como o pressentimento de uma unidade restaurada. (...)"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Friedrich Nietzsche - &lt;i&gt;"O Nascimento da tragédia no espírito da música".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-2971624018547634929?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/2971624018547634929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=2971624018547634929' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2971624018547634929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2971624018547634929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2011/02/do-que-tenho-lido-nietzsche-e-tragedia.html' title='Do que tenho lido: Nietzsche e a tragédia grega.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-986368679477313836</id><published>2010-11-21T06:52:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T06:52:39.649-08:00</updated><title type='text'>Elis Regina - Querelas do Brasil</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/zBX6VUyxEiQ?fs=1" width="425" frameborder="0" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-986368679477313836?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/986368679477313836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=986368679477313836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/986368679477313836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/986368679477313836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/11/elis-regina-querelas-do-brasil.html' title='Elis Regina - Querelas do Brasil'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/zBX6VUyxEiQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-5223707800291451314</id><published>2010-11-21T06:49:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T06:49:51.399-08:00</updated><title type='text'>Muito obrigadA.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre me pareceu estranho o fato de a maior parte das mulheres, ao agradecerem, dizerem "muito obrigado", com "o" no final. Isso porque a nossa língua portuguesa, contestada por ser considerada machista&amp;nbsp; no entender de muitos - lembro até de um professor de português da época do ensino médio, Jorge, que sempre lembrava a mão dos machos nos ditames do idioma - apresentar uma forma de agradecimento no gênero feminino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesma língua que nos dicionários apresenta em seus verbetes os vocábulos sempre no masculino, tendo este como referencial, proporciona às mulheres a possibilidade de agradecer de maneira única. Pois , então, não caberia nem cabe bem para mim, por exemplo, retribuir com um "muito obrigada" qualquer demonstração ou ato de generosidade ou favor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, sem querer aqui ser bastião da língua, que ouçamos mais as mulheres fazerem a sua parte ao agradeerem, numa espécie assim de quase feminismo&amp;nbsp; estendido ao campo da língua- mas não tão radical, por favor! -, elas tão úncas e caras a nós homens, e que merecem sua distinção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-5223707800291451314?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/5223707800291451314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=5223707800291451314' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5223707800291451314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5223707800291451314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/11/muito-obrigada.html' title='Muito obrigadA.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4823833533791910971</id><published>2010-10-14T15:13:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T18:01:31.613-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço aqui pela presença de mais seguidores acompanhando alguns dos frutos inquietos da minha ávida imaginação de filho único, artista, romântico, intenso cara que sou - ou tento ser, "A gente é o que sonha", já disse alguma vez um poeta. Comentem, critiquem (elegantemente, claro!), sigam (se for o caso), divulguem (se eu for merecedor!). Abraços carinhosos do Izak Dahora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4823833533791910971?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4823833533791910971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4823833533791910971' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4823833533791910971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4823833533791910971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/10/agradeco-aqui-pela-presenca-de-mais.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8790619414433000857</id><published>2010-10-12T08:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-12T08:56:59.047-07:00</updated><title type='text'>Napolitanos</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando eu era criança não concebia a possibilidade de se gostar de sorvetes napolitanos. Considerava, na minha maquinação inconsciente que agora reconheço, falta de personalidade dedicar-se degustivamente, dentro de uma só vez, a três sabores diferentes  - e, naquele meu ver, sabores tão incompatíveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Aliás, terá sido mesmo ao sul do país da bota onde surgiu essa heresia tri-sabor?&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O  sabor baunilha, que no meu limitado repertório de então só podia ser côco, era para mim sem graça, tão apático quanto a sua cor. A seu lado o chocolate, bem o chocolate eu fazia questão de não não gostar porque em toda minha infância eu fui alérgico a certos tipos de alimentos, especialmente os carregados da gordura característica do cacau. Nem preciso dizer que meus pais descobriram a tal alergia por conta do que resultou de mim após uma ingestão irrefreada do material mais ofertado em época de Páscoa na casa de toda vó generosa: comecei a criar caroços por todo o corpo e, além de parecer um E.T., parecia que ia explodir. Tive que aprender a não gostar.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Já o morango, minha fruta predileta da infância, mais até do que &lt;i&gt;in natura&lt;/i&gt; e sim recheada nos biscoitos e nas guloseimas envenenadas de aromas e cores artificiais, me fazia revoltado diante já das embalagens dos napolitanos. Não admitia que minha fruta tão dileta dividisse espaço com outras, para mim nem mesmo dignas de papel coadjuvante, e de reles categoria.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E agora, divagando um pouco, penso que jamais poderia torcer para time de escudo tricolor, por exemplo. Minha aversão está originalmente ligada ao meu trauma com aquele sabor de sorvete. Que não era sabor, era sabores. Sorvete mau-caráter, duas caras, digo melhor: três caras! Lembro de quando rompi com a família e me tornei rubro-negro. Deve talvez até tratar-se de alguma predisposição genética (darwinismo) ou de alguma pulsão incosciente (Freud explica!) esse meu par de opção-aversão que começou nos sorvetes e alastrou-se vida afora.  &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É isso!! Eureca!!! Você pode até não não compreender – mas é como se eu estivesse fazendo uma descoberta terapêutica. Descobri a raiz do meu trauma/repulsa em relação aos objetos tripartidos!!!! Catapultaaaaa!!!! Será que me darei bem com a tecnologia 3D?? Ai meu Deus!!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Enfim, é curioso e engraçado, jamais quis ver aquele creme rósea com pedaços da cítrica fruta causando água na boca sem ser em carreira solo. E, no entanto hoje, sou um quase chocólatra como toda pessoa normal e admito um sorvete de côco vez ou outra. Mas os três juntos, nem pensar! Neuras à parte, em época de campanha eleitoral marcada pela hipocrisia e sistema político-partidário de cultural infidelidade, continuo, pelo menos, coerente e fiel aos princípios ideológicos das minhas papilas gustativas. Por isso: "Nada de promiscuidades na hora do sorvete!" ; "Viva o purismo moranguista!" ; "Dia 24 vote no rosa dos morangos"... E por aí eu poderia seguir na minha alucinação anti-napolitana...   &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;P.S.: E pensar que adentrei numa quase teoria sobre tema tão esdrúxulo por conta da leitura que ando fazendo sobre texto do semiólogo e crítico francês Roland Barthes, em que é mencionado o clima de tensão entre as bandeiras ideológicas (preta, vemelha e tricololor)  da crise por que passou Paris durante o maio de 68.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(Izak Dahora) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8790619414433000857?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8790619414433000857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8790619414433000857' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8790619414433000857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8790619414433000857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/10/napolitanos.html' title='Napolitanos'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8930580843689439526</id><published>2010-10-11T19:48:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T19:51:29.275-07:00</updated><title type='text'>Projeto de prolixo.</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; à tirania do verbo, do verso e da linguagem&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero falar cada vez menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero falar mais com menos.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;quero falar menos para ouvir os falantes de outras falanges&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;e satisfazer meu interlocutor de entendimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;quero dizer tudo com aparentemente nada&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero falar menos difícil e ser claro como a água.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;eu quero meu monólogo de um modo mais diálogo&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;menos bife e mais grãos. menos texto mais contexto.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;Eu quero eu menos só&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;                                    lilóquio.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;(Izak Dahora) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8930580843689439526?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8930580843689439526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8930580843689439526' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8930580843689439526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8930580843689439526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/10/projeto-de-prolixo.html' title='Projeto de prolixo.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-2346299929247371454</id><published>2010-09-22T16:19:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T16:23:56.903-07:00</updated><title type='text'>Quase. Ou presente imperfeito.</title><content type='html'>estado de juntas querendo estalar&lt;br /&gt;qual sensação prévia em ver vaso caindo&lt;br /&gt;qual torção da mão sobre o caule da planta partindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não estala&lt;br /&gt;não cai&lt;br /&gt;e nem chega a partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aflição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-2346299929247371454?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/2346299929247371454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=2346299929247371454' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2346299929247371454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2346299929247371454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/09/quase-ou-presente-imperfeito.html' title='Quase. Ou presente imperfeito.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7421810311116290010</id><published>2010-09-22T16:06:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T16:14:20.471-07:00</updated><title type='text'>Auto-definição do artista.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tendo que escrever um trabalho para uma disciplina da faculdade sobre "Por que sou artista?" - o tema mais complexo de escrever que já encarei, pois sou artista porque simplesmente não sei ser de outro modo -, me deparo no jornal (O Globo) de algumas semanas atrás com esta frase-definição de Geraldinho Carneiro, contemporâneo e querido poeta, quanto a si próprio como escritor:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sou um velho biscateiro intelectual, vivo rodando bolsinha no calçadão da cultura brasileira. Mas não faço qualquer biscate, não. Sou aquela vadia de bom gosto, metida a besta".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Bem que traduz o turbilhão de facetas que a gente que é artista desdobra para poder viver desse delírio que é a arte e encher nossa barriga. Ele ainda disse na entrevista a Arnaldo Bloch, que como Shakespeare, só escreve por encomenda, para vencer o tédio da repetição - "Shakespeare mesmo, por exemplo, só fez um poema de moto próprio".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não é o máximo?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TJqL8wybArI/AAAAAAAAAM0/-hN9KEGTLwI/s1600/geraldinho.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TJqL8wybArI/AAAAAAAAAM0/-hN9KEGTLwI/s320/geraldinho.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7421810311116290010?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7421810311116290010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7421810311116290010' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7421810311116290010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7421810311116290010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/09/auto-definicao-do-artista.html' title='Auto-definição do artista.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TJqL8wybArI/AAAAAAAAAM0/-hN9KEGTLwI/s72-c/geraldinho.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4491379642104428868</id><published>2010-08-27T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T17:36:43.639-07:00</updated><title type='text'>Europa de bicicleta.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada assisti no canal da tv a cabo TCM a &lt;i&gt;Ladrões de Bicicleta&lt;/i&gt;, de Vittorio de Sica, filme de 1948. A programação desse canal, aliás, é saboroso cardápio para quem é aficcionado pelos clássicos do cinema. Lá assiste-se aos grandes musicais da Metro, westerns, policiais, dramas, comédias, atores emblemáticos ainda jovens ou que já se foram. Dia desses assisti ao violento e perturbador &lt;i&gt;Taxi Driver&lt;/i&gt;, do sempre polêmico Scorsese e com Robert de Niro; noutro, o emblemático &lt;i&gt;Nasce uma estrela&lt;/i&gt;, com a eterna ingenuidade, delicadeza e simpatia de Judy Garland.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/THhVxMxDebI/AAAAAAAAAMk/E7SR0BAl4dY/s1600/ladroes+de+bicicl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/THhVxMxDebI/AAAAAAAAAMk/E7SR0BAl4dY/s320/ladroes+de+bicicl.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas logo nas sequências iniciais de &lt;i&gt;Ladrões de bicicleta&lt;/i&gt; pude constatar a verdadeira fixação que o cinema europeu, sobretudo a filmografia italiana, tem por bicicletas. E por crianças, já que uma coisa puxa a outra. A primeira imagem filmíca na minha mente a dialogar com o filme em questão nem foi tão remota. &lt;i&gt;A vida é bela,&lt;/i&gt; com Roberto Benini. Mas logo vieram também &lt;i&gt;Cinema Paradiso&lt;/i&gt; e, provavelmente, alguns outros (vários) de Felini que devem ter lá as suas bicicletas ou os seus triciclos em circos, sem falar nos outros muitos "filmes de bicicleta" que abundam nas películas do país cujo formato é uma bota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em comum nesses filmes? A ingenuidade, a esperança, a poesia e, por vezes, como em Ladri di biciclette a melancolia e a chaga social que sobe e desce as ruas de pedra da cidade de Roma, cenário clássico com sua arquitetura histórica e atraente (na sua monumentalidade e na sua ruína). No caso deste filme, mais de ruína (social) cuja imagem e cuja estética do neo-realismo italiano, inspirou o mundo cinéfilo da época (no Brasil "fazendo a cabeça" de gente como Glauber e Nelson Pereira), com a proposta de  um cinema que abordasse tema e personagens possíveis do cotidiano, do povo, com suas histórias cruas, duras, captadas em cenas de grandes externas, planos gerais, câmera na mão, farta figuração, bem como é movimentada a nossa vida urbana e prosaica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse filme de De Sica as grandes tomadas características da estética neo-realista são, conforme o seu conceito já rapidamente descrito, equilibradas a uma lente que enquadra em relação com o espaço da cidade, o homem, seu traço de simplicidade e sua vida de gente possível, seu sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se da história de um homem pobre, Ricci, (vivido por Lamberto Maggiorani), desempregado, chefe de família, com mulher e filho, que consegue trabalho como colador de cartaz. Para chegar ao local de serviço e se locomover nos seus afazeres utiliza a bicicleta que, com muito sacrifício, consegue comprar. Todavia, reforçando o dito popular de que "alegria de pobre dura pouco", Ricci, ainda logo no início do novo trabalho, tem sua biciclette roubada enquanto cola os cartazes. Daí, de uma perda aparentemente banal e até jocosa, inicia-se uma busca repleta de pequenas aventuras, equívocos e emoções, rumo àquilo que representa o instrumento do sustento do personaem principal e sua família.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, detalhe: o filme acompanha a história de um homem mas se revela exemplar da história de um espectro bem maior de homens (operários), no seu desamparo pessoal e social, na sua desmoralização progressiva frente à inexistência de recursos e nem escolhas senão a revolta seguida da infração da lei -  paroxismo esse da desigualdade social. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa história se repete até os dias atuais, está nas ruas para quem quiser ver. Outra curiosidade, pelo menos para mim, é o título do filme que tem o substantivo ladrão no plural (ladri) e reforça o caráter coletivo da dimensão social trágica que se repete na vida de muitos mlihares de homens – milhões, na verdade. Quantos trabalhadores já não se desesperaram a ponto de ceder à tentação de tirar o que é do outro para repor algo que lhe tiraram e o Estado, com seus organismos como a polícia, não se preocupou em resgatar? Isso sem falar em Estados (e o brasileiro é especialista ) que não proveem o cidadão de elementos básicos (educação, segurança, emprego...) cuja carência facilitam igualmente para o mundo do crime e dos "poderes paralelos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas bicicletas por bicicletas, justiça seja feita, a diferença da de De Sica é que, no caso desse seu clássico, o veículo tem importância central. É o "objeto de desejo" dos personagens porque agente da sua sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há que registrar também, no minha recepção de espectador, a presença do menino Enzo Staiola – esse é o nome do pequeno ator que nos comove com seus olhos grandes  claros de criança e que, junto ao pai sentado nas calçadas, muito lembra o Garoto de Chaplin. O menino Enzo emociona como a criança que precocemente já sente a dureza do mundo. O ar de pobres vagabundos dos personagens, aliás, sugere uma singela e  inequívoca homenagem do diretor ao grande gênio do cinema Chares Chaplin.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez os filmes seguintes do movimento neorealista não façam da trilha sonora uso tão apelativo ao pólo emocional do espectador como em Ladrões... , mas é possível emocionar-se sinceramente, sem isso ser fruto de chantagismos do diretor. O filme também faz refletir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro traço marcante do filme é o espaço entusiasticamente concedido pelos grandes cineatas italianos aos artistas simples, mambembes, da praça e da graça. O amigo a quem Ricci vai pedir ajuda para encontrar a bicicleta ainda no começo do filme faz parte de uma trupe que ensaia um&amp;nbsp; novo número. O ator que ensaia e é, ao que parece, dirigido por esse "amigo" é um verdadeiro gaiato entre duas simpáticas mulheres e que diz sempre a mesma palavra, em diferentes entonações mas com a mesma forma antinatural e galhofeira: &lt;i&gt;Gente! &lt;/i&gt;, que em italiano quer dizer povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De Sica, Felini e outros seus conterrâneos renovaram a linguagem do cinema mas preservando certas tradições e um riquíssimo caldo de cultura produzido no seio italiano: a Commedia dell'arte com seus Arlechinos, Brighelas, Pulcinellas, seus cômicos eternos do cinema como Totó, enfim, muita coisa, muita gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;---------------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Talvez essa presença e essa magia das bicicletas já seja uma consciência ecológica maior (pelo menos em relação a nós sul-americanos) por parte do Velho Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É realmente engraçado, aqui no Brasil não existe a cultura de trafegar de bicicleta. Todos querem automóveis! Andar de bicicleta: um hábito local (europeu), simples, charmoso, poético e saudável que se eterniza na tela do cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/THhVjBFvvPI/AAAAAAAAAMc/czPiq3WQv64/s1600/cinema-paradiso1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/THhVjBFvvPI/AAAAAAAAAMc/czPiq3WQv64/s320/cinema-paradiso1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color rgb(0, 0, 0); border-style: none none solid; border-width: medium medium 1px; margin-bottom: 0cm; padding: 0cm 0cm 0.07cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4491379642104428868?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4491379642104428868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4491379642104428868' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4491379642104428868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4491379642104428868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/08/europa-de-bicicleta.html' title='Europa de bicicleta.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/THhVxMxDebI/AAAAAAAAAMk/E7SR0BAl4dY/s72-c/ladroes+de+bicicl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7786914145714736288</id><published>2010-08-18T09:35:00.001-07:00</published><updated>2010-08-19T20:08:12.475-07:00</updated><title type='text'>Brasil: "Casa grande e senzala" e "Conhece-te a ti mesmo" ou "Torna-te aquilo que és".</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Ainda não li Casa Grande e Senzala, livro fundamental na busca de uma compreensão mais próxima da formação da sociedade brasileira. Tenho verdadeiro fascínio pelo tema, mas, com todo respeito a Gilberto Freire, seu autor, seu marco sociológico terá de esperar mais um bocado pois que são muitos os títulos na fila. Já ando até me atrapalhando em ler mais de um livro ao mesmo tempo para conter a ansiedade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Pois bem, a edição da Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano "homenageou" Freire e algo que causou bastante &lt;i&gt;frisson &lt;/i&gt;e até certo desconforto foi o fato de a obra referência na dissecação histórica da sociedade brasileira ter sofrido críticas declaradas e contundentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sociólogo como Gilberto Freire e autor do prefácio da última edição do livro marco, faz mais restrições que elogios à obra. Critica a ideia tão propagada pelo livro de democracia racial no país que, em sua visão, trata de maneira romanceada a escravidão e a discriminação no Brasil. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Não li o livro, mas digo que, neste aspecto geralmente sabido da obra, concordo. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Não sou próximo das convicçõe ideológicas de Fernando Henrique nem sou seu partidário – sempre estive longe disso -, mas acho saudável intelectualmente a revisão crítica da obra, aliás contrapartida teórica esta que surge de forma mais encorpada já nos anos 50/60, com inspiração marxista e destaque para Florestan Fernandes e os demais intelectuais da Usp, como o próprio Fernando Henrique.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Um título, como Casa Grande e Senzala, é passível de incongruêcias e equívocos como qualquer outro e a análise (e intervenção) periódica e fundamentada sobre o mesmo não o faz menor. Até porque, se somos uma sociedade, estamos em contínua dinâmica que nos permite mudar e, eventualmente, vermos melhor o que antepassados nossos não puderam ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Já o escritor e jornalista Luciano Trigo em seu blog &lt;i&gt;Máquina de escrever&lt;/i&gt;, do G1, em texto do último dia 4, assimila as críticas de FH, mas procura evocar o lado positivo que há na obra de Freire, retirando-a de um certo radicalismo crítico do ex-presidente na FLIP. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;É preciso mesmo ponderar com sensatez o contexto acadêmicamente incipiente (que o próprio FHC chama de ainda pouco objetivo cientificamente dos anos 30 do país no qual Freire esteve). E, ainda assim, o sociólogo pernambucano conseguiu realizar, palavras de Luciano, "uma interpretação pioneira, criativa", elucidativa de questões diversas do Brasil e do brasileiro resultantes dessa condição mestiça da nossa sociedade e que se torna expressão,  código cultural singular nosso, apesar da discriminação e do preconceito históricamente conhecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Luciano também parece fazer justiça, na minha opinião, ao equilibrar a odiscussão só apimentada por FHC, percebendo &lt;i&gt;Casa Grande e Senzala&lt;/i&gt; como mais ambiciosa e abrangente do que apenas o tópico da "democracia racial" que o autor pernambucano enaltece. Há no livro registro de costumes, culinária, comportamento etc que nos disseca. Porém, em mais outra dose de equilíbrio, Luciano afirma que é preciso estar atento à obra de Freire, que apresenta traços conservadores (como a já discorrida negação do racismo na construção social do Brasil), e o apoio do cidadão Freire ao regime militar instaurado em 1964 e a sua aproximação apoteótica com o salazarismo, correspondente ditatorial militar em Portugal, com direito a elogios e homenagens mútuas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Minha motivação para este texto surgiu a partir da crônica de Caetano Veloso que tratava exatamente de sua discordância de certas máximas que se tornam "verdadeiras". Como crer em democracia racial no Brasil e em democracia social plena nos EUA. Os americanos são mais avançados na dinâmica democrática, no meu entender, são capazes de eleger um Bush mas depois um Obama, sem problemas. Contudo, se um em cada cem jovens negros é preso, ao passo que a proporção para jovens brancos é de um em cada cem, isto sem adentrar na política tradicional aos imigrantes, de hostilidade, nem tudo são flores por lá.     &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;---------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Percebo, cá, bem particularmente, sem querer fazer a cabeça de ninguém, que o brasileiro em geral ainda se projeta branco, rico e estrangeiro. Nosso Estado, entre outras medidas históricas, por exemplo, financiou a imigração (com isenções, moradia etc) ocultando sob tal atitude a inadmissão de ver o índio e o negro dentro de uma nova dinâmica social industrial de mobilidade e ascenção, já no século XIX. Investiu-se num "embranquecimento da raça", como dizia o Professor Darcy Ribeiro, e ambos (índio e negro) continuaram sendo vistos, em forma de ranço cultural, como subalternos (morais, intelectuais e religiosos, sem falar na divisão do trabalho e da geografia). &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Contudo é importante dizer, antes que me venham tachar de xenófobo, que essa adição estrangeira, na minha opinião, nos caracteriza como civilização tropical mestiça, nosso dna sincero e rico, praticamente único no planeta, e a conquistar por essa mesma mescla posição política e cultural de destaque na geopolítica internacional como já ocorre – e como, antes, já profetizava o saudoso Professor Darcy.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O problema do Brasil é a não aceitação disso, dessa mistura, que é a não aceitação de nós mesmos. Até nas declarações para os sensos, eu percebia a dificuldade que muitos tinham em se auto-declararem de ascendência indígena ou afro. A quantidade de pardos nas pesquisas diante de tanta gente preta bonita nas artérias pulsantes desse país, como Avenida Rio Branco, Paulista etc, soava em mim como o grito de uma realidade que ainda precisamos superar com tempo, informação e amor próprio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O resultado que vejo dessa trinca desejante (branco, rico, estrangeiro) é, inclusive, a corrupção. O brasileiro é trabalhador e solidário, criativo com, na maior parte das vezes, tão pouco, sem dúvida alguma, mas há um sentimento de jeitinho e impunidade que percorre nossas veias em todas as escalas, de cima para baixo. Aliás, em toda a América Latina. Parece que o brasileiro médio já constatou em que nível de baixaria nossa sociedade foi formada desde tempos cabralinos e então, fatigado de tanto escândalo de Brasília e arredores, dos "homens brancos e de colarinho a la europeia exploradora", acha que deve fazer o mesmo, em outras proporções, é claro. Haja país pra tanto jeitinho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O resultado é ainda gente votando em determinado candidato em troca da dentuadura para a mãe ou interessado naquele "bendito" cargo de confiança na prefeitura ou no estado, dispensando o processo digno mas "chato" dos concursos. Aliás, quantos concursos fraudados nesse país! Agora tornou-se moda descobrí-los. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;----------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Repito: ainda não li &lt;i&gt;Casa Grande e Senzala&lt;/i&gt;. Vou ler. Pertenço a uma geração que convive num tempo de Brasil em que certas máximas (como a do mito da democracia racial contida na obra de Freire) vêm caindo por terra e a partir de críticas que se me apresentam com algum sentido. (A discriminação hoje é até bem mais da ordem da hipocrisia social, a meu ver).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Logo, dentro em pouco, pararei para apreciar mais pormenorizadamente a obra, apreciar seus méritos da observação de nós mesmos e seus possíveis equívocos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Izak Dahora &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7786914145714736288?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7786914145714736288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7786914145714736288' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7786914145714736288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7786914145714736288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/08/brasil-casa-grande-e-senzala-e-conhece.html' title='Brasil: &quot;Casa grande e senzala&quot; e &quot;Conhece-te a ti mesmo&quot; ou &quot;Torna-te aquilo que és&quot;.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7107481578420034864</id><published>2010-08-14T15:30:00.000-07:00</published><updated>2010-08-14T15:30:04.149-07:00</updated><title type='text'>Porque</title><content type='html'>Escrevo como quem lança um dardo.&lt;br /&gt;Sem certeza nem esperança de acertar alguém.&lt;br /&gt;Só sei que lanço por impulso.&lt;br /&gt;E nesse impulso, sou eu que me voo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7107481578420034864?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7107481578420034864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7107481578420034864' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7107481578420034864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7107481578420034864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/08/porque.html' title='Porque'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-2088415841951325107</id><published>2010-08-08T10:26:00.001-07:00</published><updated>2010-08-08T14:52:19.427-07:00</updated><title type='text'>Meu pai e os livros.</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TF7rpv4nwpI/AAAAAAAAAMU/QmnRbzjzFoY/s1600/biblioteca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TF7rpv4nwpI/AAAAAAAAAMU/QmnRbzjzFoY/s320/biblioteca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;De repente chegava à casa, cruzava a sala, abria a porta do meu quarto e me lançava uma pilha de títulos, com aquele ar docemente superior dos homens maduros e sábios. Podia trazer sob os braços um Aristóteles, um Nietzsche, um Marx ou mesmo a Bíblia, não importava a diversidade espantosa de estilos e crenças naquelas contidas, queria era que seu filho, eu, tivésse acesso irrestrito e contínuo ao vasto mar do conhecimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Ao me presentear, trazia também junto a si, no semblante, a satisfação dos que garimpam com prazer nos sebos da cidade títulos tão preciosos. Fez seu papel de entusiasmado e me tornei outro grande ardoroso das letras, modéstia à parte. Tanto, que prefiro sempre dar de lembrança aos amigos, quando das ocasiões de festa, livros. E fico especialmente feliz, confesso, se também os recebo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Meu pai nunca foi o que se pudésse classificar como intelectual ou grande teórico., mas gostava de divagar e fazer pontes reflexivas com grandes pensadores, adorava o mito da caverna, de Platão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Discordei muito de várias das suas visões e posições, a mim muitas vezes confusas (a fúria iconoclasta da adolescência me fez vê-lo mais humano e menos idealizado).Mas meu pai , que sempre foi de uma generosidade rara, certas vezes adequava a sua opinião para agradar a quem gostava – e sempre foi mais amigo dos amigos do que seus próprios amigos. Acho que um de seus grandes méritos como pai foi permitir que eu divergisse dele. Quando a maioria dos pais exige que seus filhos torçam para o mesmo time de futebol, papai, tricolor, deixou-me ser Flamengo – e juntos, torcemos muito pelo rubro-negro! Futebol sempre foi um tema gostoso lá em casa...Até os doze anos fui pagão porque assim que nasci, ele achou que eu deveria crescer e decidir quanto a minha crença religiosa. Jamais esboçou qualquer tipo de obstáculo ao meu interesse precoce por ser artista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Hoje penso que as inúmeras oportunidades que me deu de ser livre só me aproximaram dele – apesar da distância física, toda a Baía de Guanabara, nos últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Aproveito a ocasião para uma pequena menção ao meu avô, Manoel, pai de meu pai, e aos meus tios. Meu vô cultivou durante décadas aquelas antigas enciclopédias da Barsa, vermelhas, de capa dura, grandes... No princípio aquelas coleções que recheavam as estantes despertavam-me tanto fascínio na grandeza das páginas e nas miudezas das letras que tinha de lê-las só em momentos de total silêncio, para poderem ser bem assimiladas – acreditava na solenidade e criava todo um ritual para ler. Por isso também, é que passei, de início, tanto tempo contemplando as figuras, de tanto que respeitava aquela fartura de letras e de saber, semi-intocáveis que, logo, passei a saborear como doce nas mãos de criança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Mas na casa desse meu mesmo avô, havia e há também ainda, a razoável biblioteca da minha tia Ivonete (ostentando quase tudo de Machado, Jorge Amado e outros), uma mulher muito politizada, como os demais tios, e a mais literária de uma casa de uma forte cultura do jornal impresso. Minha paixão pela esquerda, que nem sei se existe hoje mais, foi fustigada e se criou lá, naquele caldo cultural, em meio a muitos jornais, que, por pena da tia, não eram jogados fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Por pouco deixo de lembrar dos fins de tarde nos quais meu avô, protestante típico, homem reto e diligente nos afazeres profissionais de veterinário e da religião - que numa época de fortes preconceitos, alfabetizou-se aos dezoito anos e foi protagonista da sua história - me convidava para ler em voz alta trechos da bíblia. Já tentava o velho fazer a minha cabeça, ou melhor, mais do que isso, creio, buscava transmitir-me valores como honestidade, cárater, honra e determinação, importantes em qualquer fomação, independentemente de orientação religiosa ou ceticismo. Porém, não segui no protestantismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;-------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Minha relação com a leitura e com o conhecimento foi tão mediada pelo meu pai (e sua família) que, não sei por que, muitas das vezes que adquiri livros, já com o dinheirinho do meu trabalho de ator-mirim, pedi para que ele, meu pai, autografásse e fizésse dedicatória. Meu pai foi meu grande ídolo da infância. Hoje sei que se trata de um ser humano como qualquer outro, tão passível de acertos e falhas como eu ou qualquer pessoa. Mas seu lugar no meu coração será sempre de amor e extrema gratidão, sobretudo pelos valores que me transmitiu – muitos deles através de calhamaços. Através destes, meu pai, sujeito um tanto sisudo&amp;nbsp; de criação, manifestou diversas provas de afeto e carinho por mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Hoje, por força das circunstâncias - quem sai da terra natal para conquistar a vida, entende o que digo - andamos distantes, aliás bem mais do que deveríamos! Mas as lembranças reaquecem nossos elos, que são para a vida toda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-2088415841951325107?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/2088415841951325107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=2088415841951325107' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2088415841951325107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2088415841951325107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/08/meu-pai-e-os-livros.html' title='Meu pai e os livros.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TF7rpv4nwpI/AAAAAAAAAMU/QmnRbzjzFoY/s72-c/biblioteca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4401440679228089342</id><published>2010-08-04T09:05:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T11:58:29.512-07:00</updated><title type='text'>Um instrumento evoluído – desmistificando e desmitificando a mística e o mito.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TFmPuCpY2HI/AAAAAAAAAME/rTFPaxEAjdY/s1600/hh.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TFmPuCpY2HI/AAAAAAAAAME/rTFPaxEAjdY/s320/hh.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a maior parte das pessoas sou ator e pronto. E, como se pode facilmente perceber aqui, cultivo imenso afeto pelas letras, fascínio pelo conhecimento e grande interesse em transformar o mais legível possível as experiências, as sensações, as ideias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo é do meu lado músico que venho agora falar. (Sim, sou também apaixonado pelo som, tenho necessidade dessa arte, mas intuo também que é o instinto de sobrevivência dos artistas - eternamente marginais do poder e da conservação-, que me impele a fazer tantas coisas. Afinal de contas, se o artista, para desfrutar de estabilidade, optar entregar-se aos caminhos mais curtos, confortáveis e rentáveis, ele deixará de ser artista ou de estar próximo disso, penso. Artista precisa de liberdade para contribuir com gesto crítico. Por isso, atrevidos, estimulamos tanto nossa sensibilidade e nossas supostas habilidades em instrumentos os mais variados. Enfim, fiz uma digressão um tanto quanto desnecessária.).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indo ao que interessa, fui elogiado pela dona da escola de música onde (também) trabalho, que disse ser o meu instrumento de ofício (o violino) algo muito difícil e evoluído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concordei imediatamente quanto ao primeiro adjetivo. O violino exige verdadeiramente uma correção postural, uma concentração do ouvido, pois diferentemente de outros instrumentos de corda, não possui trastes que indiquem a posição exata de cada dedo, além de uma articulação independente para cada uma das mãos. Um exercício que demanda extrema paciência – admirável quando o violinista é ainda criança, e generosa por parte dos vizinhos do músico, pois até este até acertar a afinação pode ensandecer os ouvidos alheios e os seus próprios com aquela estridente fricção do arco nas cordas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém quanto ao segundo adjetivo, de que a arte do violino trata-se de uma expressão molto evoluída, fiquei um pouco reticente. Sua sonoridade, para mim no telúrico dos graves e no brilho etéreo e escarlate dos agudos é realmente poderosa, chegando a inebriar de paixão e languidez qualquer ouvinte, principalmente se interpretado por um exímio virtuose. (Brecht, dramaturgo alemão do século passado, autor de forte ideologismo marxista que inspirava suas peças de uma densa dialética, buscava a reflexão do espectador, para isso tratou-se logo de "execrecrar" o emocionalismo tenso do instrumento de Stradivarius de suas trilhas musicais antológicas criadas por Kurt Weill, tamanho era o poder dos violinos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas – e creio que não por modéstia – penso que todo instrumento fala íntimo se se é posta alma no seu corpo e se o o seu corpo é prolongamento do corpo de quem o toca. Por isso sigo hesitando em concordar com a patroa da escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que o violino conquistou posição de destaque dentro da tão suntuosa orquestra – devido aos seus próprios méritos sonoros de expressividade e eloquência de uma dicção que se estica da semelhança com a voz humana até às raias do lúdico - que tornou-seuma espécie de figura intocável, endeusada, com reputação e mesmo veleidade de grande estrela. Minha mãe sempre me conta de uma propaganda de sua época de garota em que os instrumentos da orquestra, ganhavam vida e discutiam. O violino era o mais empertigado, metido mesmo. Uma imagem que se tornou estereótipo dos violinos e dos  próprios violinistas. Da imagem calada e concentrada, típica de músico de qualquer naipe, parece que ser violino/violinista é sinônimo primeiro de alguém kafkianamente lúgubre, triste, e quando mais, sistematicamente austera e pomposa. Tudo bem, minha primeira professora, Noemi, mantinha um tanto de todas essas qualidades, apesar de permancer doce generala na minha memória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pareceu também, ao longo da História, que a música dita erudita – e que creio que é erudita, sim, não contra ninguém, mas a favor de sua própria densidade e complexidade técnica – não poderia se imiscuir a outros elementos criadores de som. O que acho uma bobagem sem tamanho, preconceito tacanho. Experiências do "clássico" com o "pop" e o "rock" e o "funk", por exemplo, já foram mais que refeitas e o resultado foi... lindo. Lembro agora de um clip do Marcelo D2 que vi de relance uma vez  na MTV e era interessantíssimo: uma "batida perfeita"!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O preconceito ainda existe como ranço na "comunidade erudita" mas também nas demais "tribos", é preciso dizer. E semi-parafraseando Villa-Lobos e Tom Jobim, meus gurus, no fundo mesmo não existe fronteira entre erudito e popular, existe música. Ou músicas, em que algumas composições correspondem a tendências mercadológicas de momento e outras ficam, podendo ser de Cartola ou de Paganini.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, voltando à minha patroa lá da escola de música, saí mesmo pelo humor quanto ao elogioso "evoluído" com que ela classificou e qualificou violinos e violinistas. Pontifiquei na irreverência quando chamou ambos de elite – aí então que gozei mesmo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ah, somos, então, como que uma seita, permitida somente aos iniciados no topo das pirâmides? - devolvi e aceitei o elogio fazendo pilhéria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E talvez sejamos mesmo, pois não somos muitos. Ao contrário, somos poucos e trancadinhos nos quartos, tentando ajustar aquele dedo da mão esquerda sobre o "espelho" do violino, que, relapso, foge à marca da afinação, com uma paciência e uma dedicação quase monástica, sacerdotal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Refuto o ar de estrelismo de qualquer coisa que faça, pois tenho a convicção de que em arte só nos aproximamos do âmago pela via da simplicidade, mas, técnica e apaixonadamente, reconheço , em satisfação incontida, que a partitura clássica na figura imediata do violino é, para mim, como texto de Shakespeare, outra paixão artística minha: por vezes com aparência de um rigor ultrapassado e excessivo mas que proporciona com propriedade - e singularidade - uma vivência humana e uma elasticidade técnica fantástica digna de qualquer experiência estética seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obs.: Essa da imagem acima que precede a crônica, é Hilary Hanh, exímia violinista que esteve no Brasil no ano passado, uma das melhores da atualidade, a quem assisti em concerto na Sala Cecília Meireles, no Rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izak Dahora &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4401440679228089342?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4401440679228089342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4401440679228089342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4401440679228089342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4401440679228089342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/08/um-instrumento-evoluido-desmistificando.html' title='Um instrumento evoluído – desmistificando e desmitificando a mística e o mito.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TFmPuCpY2HI/AAAAAAAAAME/rTFPaxEAjdY/s72-c/hh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1995858968901331624</id><published>2010-07-27T08:46:00.001-07:00</published><updated>2010-08-01T10:18:53.977-07:00</updated><title type='text'>Ainda sobre a saudade...</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;... (a voz embarga)&amp;nbsp;&amp;nbsp; ...&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;"Certos mitos são efêmeros". Me auto-refiro pois com essa frase inicio um poema (postado no último dia 8) que nasceu de um estranho sentimento de vazio que me acompanha há muito, e que está longe de ser uma exclusividade minha. Quem não sente a lacuna da ausência em vida de alguém que nos marca? No caso dos grandes artistas, escritores ou personalidades, talvez isso seja até mais forte, porque embora não compartilhemos com esses mitos o sangue, esses se tornam íntimos pela forma como marcam as nossas vidas através do seu pensamento, da sua visão, do seu gesto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Trabalhar na minha mente a saudade de artistas – muitos dos quais partiram antes mesmo de eu vir ao mundo – me surpreende a cada vez que penso no assunto e me intriga. Como resolver a falta que uma Elis Regina desperta, insuperável na força e no brilho de sua voz? Como manter o tom ante a arquitetura simples e sofisticada da música de Antonio Carlos Jobim? Ou ante Gonzaguinha, contundente e de uma integridade humana ímpar? &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Outros muitos que não vivi seus tempos e ainda assim me formam como ser humano e artista: Vianinha (que um dia o veterano e querido Flávio Migliaccio me disse que o dramaturgo, seu grande colega dos tempos de CPC e Teatro de Arena, parecia tanto saber que iria morrer cedo, que por isso trabalhava ardorosamente por um país melhor através do teatro); ou&amp;nbsp; o próprio vulto de Cacilda Becker, que atou no palco entregando a vida por uma expressão profundamente humana das personagens e fora do mesmo pela modernização do nosso teatro, naqueles anos quarenta e cinquenta ainda demasiado amador. Cacilda, após enfarte, morreu praticamente no palco "Esperando Godot", sua última peça. Dedicação extrema que Paulo Autran também comprovou a vida inteira, desfechando-a quando saiu do palco direto para o hospital e lá durar uns poucos meses antes de morrer. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;E Oscarito, e Grande Otelo, tantos...e ao mesmo tempo tão poucos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Volta e meia me pergunto: como encarar uma corrida automobilística hoje sem evocar Ayrton Sena, que me reporta à primeira infância quando o assistia correndo pela tv ao mesmo tempo que comia geleia de mocotó com farinha láctea nas manhãs de domingo? A morte de Ayrton é emblema de como essas figuras normalmente saem de nossas vidas subitamente, ou mesmo fatidicamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color rgb(0, 0, 0); border-style: none none solid; border-width: medium medium 1px; margin-bottom: 0cm; padding: 0cm 0cm 0.07cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Mas no fundo penso que esses mitos não poderiam (nem podem) viver muito. É muita carga emcocional, intensidade de paixão... Imaginemos um Vinícius (de Moraes) hoje com cem  anos de idade, sem poder sair de cama a contemplar as garotas de Ipanema, a amizade, a boemia e a vida que expressou tão bem em verso e canção? Seria até injusto! Por isso intuo, cá, auxiliado pelo meu lado que respira o mistéirio das coisas, "invisível mas presente" que todos esses que citei e todos os outros de que você lembra agora ao ler esse texto são como seres de um outro planeta, uma outra galáxia talvez, que vem aqui nos deixar alguns recadinhos importantes e partem de volta para onde vieram ou para onde não sei. Mas o legado deixado pelos que vivem a vida intensamente fica e inspira.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;----------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O mito é tão grande que nos lembra que também nele há o frágil, o breve:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O mytho é o nada que é tudo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O mesmo sol que abre os céus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;É um mytho brilhante e mudo -&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O corpo morto de Deus,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Vivo e desnudo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;... &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (Fernando Pessoa)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Izak Dahora &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="border-color: -moz-use-text-color -moz-use-text-color rgb(0, 0, 0); border-style: none none solid; border-width: medium medium 1px; margin-bottom: 0cm; padding: 0cm 0cm 0.07cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1995858968901331624?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1995858968901331624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1995858968901331624' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1995858968901331624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1995858968901331624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/07/ainda-sobre-saudade.html' title='Ainda sobre a saudade...'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-687550964012610753</id><published>2010-07-19T18:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-19T20:04:23.424-07:00</updated><title type='text'>A cinergética do mito</title><content type='html'>Certos mitos são efêmeros.&lt;br /&gt;Passam por nós com a fugacidade de um cometa,&lt;br /&gt;vivem como que dez anos a mil&lt;br /&gt;e deixam a todos na mais vasta orfandade:&lt;br /&gt;todos uma legião de séquios&lt;br /&gt;a chamar Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para isso – a falta&lt;br /&gt;dotou Deus o homem da memória&lt;br /&gt;para a contemplação eterna do grande,&lt;br /&gt;para a saudade desmesurada e infinita&lt;br /&gt;de mesmo quem ao mito não assistiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seres que elevam a alma do mundo.&lt;br /&gt;Seres que numa encruzilhada de entantos e entretantos,&lt;br /&gt;desvelam suas vidas em entreatos&lt;br /&gt;meros  hiatos que o Destino, tirano e trágico,&lt;br /&gt;traga para um fundo silencioso &lt;br /&gt;e opaco de mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para o cumprimento da tarefa hostil&lt;br /&gt;que é, por vezes, viver,&lt;br /&gt;restou a fé&lt;br /&gt;– paz exclusiva aos de corações desarmados,&lt;br /&gt;estranha e mágica energia de crer&amp;nbsp; &lt;br /&gt;na força desses Invisíveis presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora – 04/07.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-687550964012610753?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/687550964012610753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=687550964012610753' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/687550964012610753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/687550964012610753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/07/cinergetica-do-mito.html' title='A cinergética do mito'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7069438468870165900</id><published>2010-07-08T17:47:00.001-07:00</published><updated>2010-07-08T17:51:29.268-07:00</updated><title type='text'>Olho gordo</title><content type='html'>Danaram-se todas as sortes:&lt;br /&gt;- Dei mal jeito no pé direito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me valeram os búzios e os astros&lt;br /&gt;mantras, mães-de-santo, cartomantes, &lt;br /&gt;ou o horóscopo que lera pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à rua e dei uma topada naquela pedra de Drummond:&lt;br /&gt;enquisilada, fundamental e mesma no meio do meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quiçá mais incômoda que a própria topada, &lt;br /&gt;sua arte bruta de gerar perguntas, refinada,&lt;br /&gt;fez-me indagar como, quando e por que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remover os sedimentos do enigma, &lt;br /&gt;grão de mistério, monolito – a tarefa!&lt;br /&gt;- O que me moveu, e interrompeu, hoje &lt;br /&gt;foram trabalhos e mandingas de contrários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não&lt;br /&gt;quem sabe antes conspiração de um ser-razão&lt;br /&gt;a fazer-me repensar a vida no giro de um segundo&lt;br /&gt;a fazer-me ser mais leve, enxergar a vida, simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma pedra &lt;br /&gt;e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7069438468870165900?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7069438468870165900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7069438468870165900' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7069438468870165900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7069438468870165900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/07/olho-gordo.html' title='Olho gordo'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4984408454410258170</id><published>2010-07-07T05:43:00.001-07:00</published><updated>2010-07-07T06:22:15.682-07:00</updated><title type='text'>A eliminação da seleção e uma modesta reflexão – o que, de repente, pode servir de aprendizado.</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TDR4v4AS7xI/AAAAAAAAALc/wePbU4WDko8/s1600/selecao-brasileira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TDR4v4AS7xI/AAAAAAAAALc/wePbU4WDko8/s320/selecao-brasileira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Por ser daqueles que partilham da opinião de que resultado de jogo não muito se deve discutir - este se impõem unindo competência e certa dose de sorte do vencedor – digo que não devemos lamentar a derrota da nossa seleção frente à Holanda na sexta-feira passada. E digo também que esta é a minha segunda e última crônica sobre a atual edição da Copa do Mundo. Caso eu me auto-desminta, encantado pelo espetáculo possível uma renovada e consistente&amp;nbsp; taticamente Alemanha ou de uma Espanha refinada no seu toque de bola e outros, por favor não me leve a mal, sou uma "metamorfose ambulante".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Mas não devemos lamentar a derrota até porque – e este &lt;i&gt;até porque&lt;/i&gt; é que é o motivo desta crônica – nosso time sempre dera indícios de limitação técnica. Penso que o problema da Era Dunga foi ter-se valido e respaldado na máxima de que "em time que está ganhando não se mexe". E, talvez, não se mexa mesmo! Contudo, ficou mais do que provado que nem sempre resultado e números positivos são acompanhados de qualidade e persuasão. Pois nosso time em todas as eliminatórias – para não ir muito longe – em, exceto as partidas contra a grande rival Argentina, jamais fez o que se pode chamar de apresentação convincente do primeiro ao último minuto de partida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Sempre aquela aplicação defensiva – que para mim disfarçava um imenso medo de perder -, aquele jogo amarrado que por vezes atingia o nível do violento avalizado pelo treinador (todos viram os seus rompantes na última partida junto aos de um grupo nervoso e de um certo volante expulso cravando as travas da chuteira no adversário). Enfim, um tipo de jogo brucutu que venceu Copa América e Copa das Confederações, mas a primeira, como seu nome já diz, é apenas um microcosmo de Copa, e a segunda não conta com todos os craques, que fazem charminho e são pressionados a servirem os clubes, os quais, aliás, pagam os seus salários e o leite das crianças. Por causa dessas vitórias jamais comparáveis a uma Copa do Mundo, o time do Dunga (dele mesmo, pois reflexo de uma visão fechada e não-consensual, como pede o cargo) ganhou a pecha de "competitivo". Bastou enfrentar a Holanda para vermos o nível de competitividade de uma equipe que durante as eliminatórias empatou três vezes em casa e por zero a zero, para times como o da Bolívia, que nem foi para o mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Enfim, não acho que seja certo agora procurar culpados, até porque culpar alguém é muito feio e nada ético - como me ensinou uma vez minha mãezinha. Por isso acho que a falha de Júlio César (o melhor do mundo na posição golpeado pelo destinoso erro que um dia aparece para todos nós) e as botinadas de Felipe Melo e cia devem ser relevadas. Era o que tínhamos e eles deram o sangue. O que nos prejudicou mesmo foi, de fato, uma visão centralizadora e que radicalizou ao exagerar em "comprometimento" (termo-chave usado pelo já ex-treinador) a fim de não repetirmos o (outro) fracasso de 2006, quando houve imenso oba oba e desleixo de jogadores e comissão técnica em reuniões festivas demasiado animadas na concentração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Dunga pode discordar de mim,  mas creio que o que faltou foi aquela destreza de um Messi ou de um Romário de que já falei neste espaço (esta crônica dialoga francamente com a anterior). Schiller, filósofo fundamental do chamado Idealismo alemão (século XVIII) e do romantismo (século XIX), ao invocar a necessidade de uma capacidade criadora/criativa do homem que o individualize e liberte, ideal reforçado pelas consequências da Revolução Francesa, disse que "o homem só é homem quando brinca" (ou quando "joga", aí dependendo do rigor da tradução). E isso é genial porque demonstra que um grupo forte não precisa ser uma corpo militarizado, que faça tudo igual, muito obediente e austero. Ele faz-se também das individualidades, das irreverências, das "maluquices", dos desequilíbrios dos gênios criadores. Senão, torna-se tudo uma massa pasteurizada do mesmo. Este foi o problema, nosso comando não admitiu o diferente, o exatamente diverso de um modelo que o nosso treinador seguiu quando jogador. Dunga foi egoísta. (Embora a meu ver, certos jogadores descompromissados e acima do peso não merecessem mesmo ser convocados).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Perder todo mundo pode perder. Poderíamos ter saído nas mesmas quartas-de-final para o bom time dos "laranjas", mas nosso time foi burocrático e previsível desde a sua estreia contra a Coreia do Norte de quem, com todo respeito, conseguimos sofrer um gol. Confesso que nossas partidas me tiraram o ânimo de torcer e de ter aquele velho otimismo patriota.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;O fracasso de nossa seleção serve de exemplo para as nossas vidas. "Esse cara pirou", você deve estar dizendo aí. Mas creio que serve de exemplo, sim. Não como forma de eternizar a figura de Dunga como um carrasco de nós mesmos, mas para que percebamos o jogo da bola (e o jogo da vida) como algo que pede ousadia, exposição ao erro e que ficar na defensiva não parece ser uma boa, para nada, aliás. Se se perder, fazer o quê? Contingência, porém façamos com prazer e risco. (Olha o "futebol-metáfora da vida" da outra crônica de novo!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Talvez nosso fiasco na Copa da África - aliás, bom foi assistir a este continente dando provas da sua real capacidade de organização, quebrando preconceitos imutáveis, e espiritualmente embebida das forças do pacifismo de Mandela e de sua rica ancestralidade materializada nos decibéis da vuvuzela&amp;nbsp; - tenha servido para ganharmos essa consciência do riso, além da ciência de que nosso futebol têm decaído sensivelmente nos últimos anos, já não se trata mais de uma estrela solitária no firmamento e que este é mais um vexame a somar-se às copas de 98 e de 2006. Serve para ficar atento e não se iludir demais também! Dito isso, um jogo é apenas um jogo – um dia se vence e outro dia se perde.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Voltemos às nossas rotinas! Ano eleitoral. E chega de feriado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4984408454410258170?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4984408454410258170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4984408454410258170' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4984408454410258170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4984408454410258170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/07/eliminacao-da-selecao-e-uma-modesta.html' title='A eliminação da seleção e uma modesta reflexão – o que, de repente, pode servir de aprendizado.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TDR4v4AS7xI/AAAAAAAAALc/wePbU4WDko8/s72-c/selecao-brasileira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6264306127385958122</id><published>2010-06-29T11:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T11:55:00.572-07:00</updated><title type='text'>Notas dos momentos antes de um jogo de Copa. // Bajulando uma paixão nacional.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TCpAZqByq2I/AAAAAAAAALU/JsPfJr_joaE/s1600/olho+brasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TCpAZqByq2I/AAAAAAAAALU/JsPfJr_joaE/s320/olho+brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vesti-me de verde e amarelo (e também de azul e branco na consciência, as quais também colorem a bandeira pátria) e acorri pelas ruas para exibir o entusiasmo de ser brasileiro e o otimismo frente à partida de algumas horas depois. Não resisti, o corpo e os sentidos foram tomados pela vontade de torcer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era ainda manhã e fui trabalhar, mas já a caráter para torcer pelo "time do Dunga", que, não obstante algumas divergências conceituais futebolísticas, representa a paixão de uns 190 milhões de fanáticos e carentes como eu.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda-feira, normalmente um dia ingrato e maldito, quem diria tornou-se marco de um patriotismo atípico aqui abaixo dos trópicos - num ano que é de eleição e as campanhas, aproveitando-se do ensurdecer provocado por cornetas e réplicas das vuvuzelas africanas, já começaram. Alô, alô, Ficha Limpa!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim não poderia haver resultado melhor: Brasil 3 x Chile 0. Rumo às quartas-de-final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que é o futebol o esporte que melhor assume a condição de metáfora da experiência humana. Dois exércitos encampados, onze para cada lado, correndo, lutando, suando e com a finalidade-mor de pôr entre as traves a bola, chegando ao "ponto g" do gol, um estado de prazer, ainda que momentâneo, e (por que não?) de felicidade eterna, pois quem não se lembra de um gol ou lance qualquer escondido nos arquivos da memória sempre a despertar o mais infante dos sorrisos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais ou menos assim vivemos, tentando converter em apoteose nossos anseios e ambições no descampado da vida repleto de emoções absurdas e que dura bem mais do que noventa minutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que o futebol – e nisso assim como as demais modalidades do esporte, sob aquela nobre e pedagógica inspiração grega das olimpíadas – realiza essa luta de modo filosóficamente positivo e fisico-químicamente saudável, porque permite que cada integrante dos times dê vazão aos seus instintos naturais mais brutais e beligerantes, que caracterizam o homem, só que de modo lúdico, quando não simplesmente disciplinado, o que já é um ganho. (Garrincha, Pelé, Maradona, Zidane, Messi e outros são verdadeiros poetas pela destreza e refinamento com que trataram ou tratam a bola, ou então, para reforçar o aspecto de guerra benigna do esporte, autênticos cavaleiros andantes e de sonhos impossíveis, Dom Quixotes dos gramados). É certo que há determinados lutadores que extrapolam esse conceito – ou por maldade ou por deficiência – e acabam transformando em nada amistosas as partidas. Nem vale a pena  mencioná-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puxando a sardinha para a paixão futebolística digo que , dentre os esportes, só futebol – invenção da China medieval, concepção moderna da Inglaterra e patrimônio artístico 100% brasileiro – é o que mais se parece com a vida - assim como o meu querido teatro nos seus tablados - pela sorte de formas, emoções e improvisos que se dão nele. Por isso se parece tanto com a vida, pois pode ser belo e trágico ao mesmo tempo. O velho Nelson Rodrigues escreveu bastante sobre essa conjugação misteriosa, que para ele assumia feições emocionais tricolores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferentemente, por exemplo, do vôlei, do tênis e até do basquete (este com uma ginga similar à do soccer), o futebol talvez seja o único em que o pequeno e inferior técnicamente pode derrotar o grande e superior. Não que isto não acontecã nos outros esportes, mas é mais difícil. O campo largo e as variáveis de esforço, tática, emoções e catimbas fazem a diferença. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O futebol, então, torna-se um palco do imponderável. Além de que no futebol não se pontua tanto. Por vezes, basta um time fazer o dito "gol feio" de uma cabeçada dividida a partir de um escanteio e, em seguida, fechar-se na marra e na retranca, parando sempre o jogo com faltas para segurar o resultado de um magro porém suado 1 x 0 ; ou acertar um inusitado e belo chute do meio de campo, aos 45 do segundo tempo, encobrindo o goleiro adiantado e fazer 3 x 2 , aquele placar típico de clássico e levar a partida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, o futebol!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6264306127385958122?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6264306127385958122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6264306127385958122' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6264306127385958122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6264306127385958122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/06/notas-dos-momentos-antes-de-um-jogo-de.html' title='Notas dos momentos antes de um jogo de Copa. // Bajulando uma paixão nacional.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TCpAZqByq2I/AAAAAAAAALU/JsPfJr_joaE/s72-c/olho+brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1259164104768532672</id><published>2010-06-26T18:12:00.001-07:00</published><updated>2010-06-26T21:17:22.570-07:00</updated><title type='text'>A crônica que eu quis escrever há um ano sobre o Rei do Pop e não escrevi.</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TCaqOQHQSZI/AAAAAAAAALM/2C3iAoBF9gM/s1600/michael-jackson-waving.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TCaqOQHQSZI/AAAAAAAAALM/2C3iAoBF9gM/s320/michael-jackson-waving.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Tudo acaba. Fim. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Andam dizendo por aí que Michael Jackson não morreu, assim como o foi com Elvis e alguns outros grandes do mundo pop. Para mim ele se foi, sim, como, aliás, todos nós reles mortais, seres perecíveis neste palco da vida, mas que tentamos ao menos – uns pela via do trabalho determinado, outros pelo da fama inócua - aqueles quinze minutinhos mágicos de atenção, por mais pés-no-chão e tímidos que possamos ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Mas para isso há que se ter talento, além de uma boa dose de sorte, claro, aquela estrela que brilha. E aquele garoto, mascote dos The Jackson Five, grupo soul surgido em meados dos anos 60, sempre teve. Era "som e fúria", como poderia dizer Falkner, cantando por exemplo &lt;i&gt;Music and me, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;esbanjando domínio técnico-vocal e um carisma, um magnetismo permanente fora do comum frente ao público, o que segundo muitos,  logo rendeu ciúmes e disputas entre os demais integrantes do conjunto, seus irmãos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Michael – e na minha opinião o do início, especialmente, quando ainda gozava de saúde e vigor físico – entoava uma &lt;/span&gt;força estranha, apesar de pueril e frágil, a estremecer quem quer que fosse (independente de cor, credo ou classe social) e que, ironia da vida, era produzida nos guetos dos marginalizados e musicalíssimos negros de Gary, de Harlem... Me emociono sempre que ouço aquela massa vocal carregada de uma expressividade que não se aprende na escola. É muito forte! Apreciando &lt;i&gt;I'll be there,&lt;/i&gt; uma nítida canção de amor, amplio seu sentido mais imediato e óbvio, e penso na sociedade americana ainda recém-saída do pós-guerra, nos seus embates por justiça e um maior equilíbrio entre as cores e as raças (lembro de Kennedy, de Luther King...). Mesmo sem ter vivido aquela época. E tudo isso a partir de um menininho cantando "Eu estarei lá". E ele chegou "lá".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Cumpriu-se o fruto de um trabalho máximo de amor à música e exploração que aniquilou sua infância, fazendo de si um adulto que não queria crescer e também o destino de um dos maiores fatos culturais da segunda metade do século XX, um fenômeno internacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Uma figura ambivalente, contraditória, como, aliás, a maioria dos grandes artistas. Mas talvez sem controle – e não exclusivamente por sua responsabilidade individual. Michael representava, no meu modo de ver, o que de melhor e de pior há no mundo das celebridades, dos pops, dos vips. Utilizou seu capital de prestígio artístico e financeiro para a filantropia; chegou nas massas com sua arte provocando alegria, unia as pessoas pela voz. Mas também tornou-se vítima e refém de uma fixação consumista – logo ele que era símbolo de uma indústria que nos tenta fazer consumir! ; protagonizou cenas bizarras (como fazer que ia lançar um dos filhos pela janela) e revelou nas suas máscaras e bolhas de oxigênio "prol eterna juventude" que ter dinheiro e fama e ser perseguido por todos não é tão saboroso assim. Até hoje é estranho para mim ver como a sua fisionomia foi sendo modificada (pela vaidade e pela necessidade, é verdade, sofreu queimaduras e problemas dermatológicos) tornando-se cada vez mais débil, de um semblante triste. Tais transformações somente possíveis através da mesma potência tecnológica que produz um grande astro internacional como ele. Foi um gênio fruto do seu tempo. E desafiadoramente paradoxal, como só o ser humano! Michael, a figura que foi adulto e foi criança, branco e negro, masculino e feminino, forte e frágil. Foi de uma ambivalência trágica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Um artista de sensibilidade artesanal, mas, ao que parece, que não pode ser&amp;nbsp; visto como um desvinculado da indústria. Ele tributário e devedor desta. Um artista pós-moderno, diga-se assim, com suas agruras e delícias. Que tal?!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Tudo acaba? &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Concluo que não em se tratando de Michael. Sua obra fica pela imensa força com que chega inclusive nas novas gerações. E porque também, é verdade, está inserida numa sociedade que costuma "redescobrir" o valor dos vivos quando mortos. Michael Jackson depois de fazer um esforço hercúleo para realizar uma turnê, a que pretendia, provavelmente, encerrar – se é que é possível encerrar uma trajetória como a sua! - com a merecida dignidade, uma carreira combalida pelo desvio natural e gradativo dos holofotes e por escândalos (ainda muito mais da ordem dos mistérios não de todo desvendados) de ordem pessoal, de repente tem saída repentina no descortinar da morte. Que, segundo os números, têm sido alavanca no seu nome e no seu comprometido (?) patrimônio. É cruel, mas o sistema funciona exatamente assim. Por um lado é ótimo: sua arte tende a ser mais executada. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Pois o seu vigor sonoro, que releu as influências da música negra norte-americana (como reconheceu Michael em James Brown, por exemplo, e na &lt;i&gt;Motown&lt;/i&gt;), que promoveu a renovação dos videociples nos anos 80, a transformação do artista num fenômeno audio-visual feérico (que cantava, dançava os "passos da lua" e ainda trazia consigo um singular estilo que incluía roupa brilhosa e luvas, um achado para produtos licenciados) etc, todas essas foram contribuições de Michael Jackson ao mundo pop. E sua existência ajudou definitivamente a moldar o universo do show-bizz, tal como o compreendemos consciente ou inconscientemente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;De modo que a mim não me parece nada estranho enxergá-lo numa mesma galeria que vai de Andy Warhol, Elvis, Madona...Essas figuras, essas marcas que souberam usar – e se permitiram usar! – pela máquina da indústria cultural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;E, ademais, dificílimamente alguém venderá outra vez, neste planeta, algo em torno de 750 milhões de álbuns (e amealhar 13 Gramy) em tempos de reprodução musical à solta pela internet. Até porque a era plena do disco parece estar nos seus últimos estertores e as gravadoras descabelam-se à busca de uma alternativa economicamente viável para si próprias. Haverá que se definir e criar outros níveis e outros parâmetros de aferição e de produção para um grande ícone pop. (Essa mudança está em curso). Suportes tecnológicos para isso não faltam. E, quem sabe, provavelmente, Artistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Mas Michael, mesmo com toda as novidades, deverá seguir rei. Porque majestade é posto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif;"&gt;Izak Dahora &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1259164104768532672?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1259164104768532672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1259164104768532672' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1259164104768532672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1259164104768532672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/06/cronica-que-quis-escrever-ha-um-ano.html' title='A crônica que eu quis escrever há um ano sobre o Rei do Pop e não escrevi.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TCaqOQHQSZI/AAAAAAAAALM/2C3iAoBF9gM/s72-c/michael-jackson-waving.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8815248909306075865</id><published>2010-06-23T20:10:00.001-07:00</published><updated>2010-06-26T15:30:13.517-07:00</updated><title type='text'>Musa-esfera africana</title><content type='html'>já rola a bola&lt;br /&gt;já roda o planeta junto com a bola&lt;br /&gt;giram os olhos acompanhando a dança da musa-esfera&lt;br /&gt;e que corpo de mulher por ora mais envolvente que ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais leve que os componentes naturais da atmosfera&lt;br /&gt;mais veloz que o vento quente nas savanas&lt;br /&gt;toma efeito antes mesmo do chute e é drible antecipado&lt;br /&gt;-carrega, indolente e selvagem, o instinto de um continente-&lt;br /&gt;que macho metido a goleiro domina a fêmea africana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já rola a bola&lt;br /&gt;no campo a luta, rolam arte,desejo, paixão&lt;br /&gt;rola o objeto-móvel invenção e caro aos mercados e corações&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; (de milhões) &lt;br /&gt;rola a bola, já! buliçosa no ar&lt;br /&gt;Jabulani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8815248909306075865?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8815248909306075865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8815248909306075865' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8815248909306075865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8815248909306075865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/06/ja-rola-bola-ja-roda-o-planeta-junto.html' title='Musa-esfera africana'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4629013644427710874</id><published>2010-06-18T20:10:00.001-07:00</published><updated>2010-06-20T10:01:50.823-07:00</updated><title type='text'>Saramago, sem firulas, sem lágrimas</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TBwzkVZ3dnI/AAAAAAAAALE/Awrox5Yr0qo/s1600/saramago.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TBwzkVZ3dnI/AAAAAAAAALE/Awrox5Yr0qo/s320/saramago.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Ontem comecei a reler “Ensaio sobre a lucidez”, livro cuja narrativa dá-se a partir de uma imprevisível chuva torrencial, em pleno dia de eleição, que torna supostamente impraticável o exercício do voto. É narrada a perplexidade que as “ruas desertas de chuva”, alagadas, inundadas, nesse tão aguardado dia cívico causam na sociedade e nas instituições – sobretudo na burocracia das classes política e eleitoral. Com esta narrativa de alcance universal e, portanto, parabólica, José Saramago desfia toda a sua capacidade crítica, uma vez mais, e não deixa dúvida de como observou com ironia e severidade a miséria humana e a mediocridade dos nossos sistemas políticos – dos dirigentes e dos votantes, nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Quis reler este livro pois percebi que, agora, em ano eleitoral no país, quando no Brasil ficamos  todos (todos?) absortos pela Copa do Mundo e falamos mais no “controverso time do Dunga” do que em questões como reforma política, por exemplo. Não que futebol seja algo desprezível, longe disso, sou um apaixonado pela bola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mas quando li “Ensaio...” pela primeira vez – e antes deste já havia outro, o do Nobel, e que foi parar anos depois nas telonas -  ficava imaginando como seria se um dia fizéssemos, tivéssemos a coragem de simplesmente não votarmos, ainda que impedidos pela intempérie de uma chuva como daquelas do mês de abril passado. Poderíamos demonstrar, assim,&amp;nbsp; na minha imaginação quase de criança, nossa insatisfação e forçar a existência de novas eleições, quem sabe, provocando alterações maiores na forma demagógica, simplista e estatística com que os políticos nos tratam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Achei na ocasião o livro de uma força incrível. Isto, sem adentrar no comentário mais pormenorizado de sua linguagem detalhada, crua e espantosa no sentido da humanidade contida em digressões e, ao mesmo tempo, de uma sintaxe objetiva&amp;nbsp; e outra, invertida, provavelmente oriunda da lógica "portuguesa com certeza".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Narrativa escrita sem o recurso dos travessões ou aspas para destacar a vozes dos personagens, o que resulta para mim como vigor do próprio ato de narrar, pois tudo está contido no curso da narração em si, resgatando alguma coisa, possivelmente, da tradição oral das aldeias onde viveu Saramago.(Torna-se , então, desnecessário anunciar as vozes com mais gestos e sinais). Arrisco-me a apontar tal linguagem como reflexo da visão "sem firulas" de Saramago, que não fazia concessões às suas opiniões, mantendo-se, ao mesmo tempo, profunda, aguda e cirúrgica, só mesmo produzida por uma mente lão lógica e quase desumanamente coerente do escritor cético e ateu declarado. Um homem que perseguiu a árdua tarefa de ser lúcido. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Aos poucos, fui tomando conhecimento da postura contundente de Saramago enquanto pensador da  sociedade contemporânea  quanto ao capitalismo, neoliberalismo, globalização, sua preocupação com a pobreza e a cegueira dos pobres e dos ricos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Até que no dia seguinte da retomada da releitura do &lt;i&gt;Ensaio sobre a lucidez&lt;/i&gt; ou seja, hoje (18/06/10), recebi a notícia da morte de Saramago. Não fiquei arrasado, pois sabia de sua idade e de sua doença, mas é claro que fará falta a presença de uma voz que, mesmo ranzinza e radical certas vezes (com a política, com a língua, com a literatura) era uma voz sem medo. E há muito medo de se ter opinião neste mundo globalizado! Tentei ser cético – como ele seria – diante de sua morte, mas fui um tanto fraco, como é de todo humano, e acabei escrevendo essas palavras. Mas, que fique bem claro, uma forma, na verdade, de nos fazermos lembrar da importância da atividade reflexiva e crítica do indivíduo. &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Enfim, querer alguma relação metafísica para eu ter buscado o livro de Saramago na véspera de sua morte – ainda mais em se tratando desse escritor, um cético convicto – seria forçoso. E ele não gostaria disso, como detestaria também, creio eu, quaisquer tipo de lágrimas sobre a inevitabilidade da sua morte e da nossa, que virá um dia.&amp;nbsp; Digamos que tenha sido coincidência eu ter voltado a sua literatura logo ontem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Ou, para afastar-me a frieza da "coincidência", posso ficar aqui com a visão de uma amiga minha que me disse que o mundo está conectado, que vivemos todos numa confluência energética (egrégora) a nos deixar de certo modo unidos. E isto é pura física, não havendo nada, portanto, de transcendente em sensibilizar-se com o que me ocorreu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Achei interessante a explicação da minha amiga Bruna. Só acrescenteria que se a leitura e o pensamento são também compreendidos como formas de amizade, mais um motivo para estarmos ligados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;Izak Dahora &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4629013644427710874?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4629013644427710874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4629013644427710874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4629013644427710874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4629013644427710874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/06/saramago-sem-firulas-sem-lagrimas.html' title='Saramago, sem firulas, sem lágrimas'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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que rompeu de mim e eu não percebia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quero ser um trovador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quero ser o que já foi caminhando errante &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;sobre os caminhos de pedra da Idade Média &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;embriagado em noite alta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E gozar de ver meu verso fazer soprar delírios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;nos ouvidos da mulher amada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1122430859397256375?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1122430859397256375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1122430859397256375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1122430859397256375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1122430859397256375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/06/sonho-de-trova.html' title='Sonho de trova'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7821418144782678819</id><published>2010-06-15T09:31:00.001-07:00</published><updated>2010-06-15T09:32:47.619-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;O barraco do pobre &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;agora caindo à beira da encosta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;                          &lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;à beira do caos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;era seu carnaval&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;-embora depois do dilúvio um mero delírio-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;mas porque seu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;construção da sua criatividade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;e improviso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Era  alegoria em cuja poesia nascia o dia em alvorada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;E a visão da beira-mar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;que alguém (Nós) disse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;não ser o seu lugar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;era parte do apartheid sorridente e cordial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;produzido no seio de país desigual.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman,serif;"&gt;Izak Dahora &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7821418144782678819?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7821418144782678819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7821418144782678819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7821418144782678819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7821418144782678819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/06/o-barraco-do-pobre-agora-caindo-beira.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-2228108363550152186</id><published>2010-06-13T19:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T19:46:00.252-07:00</updated><title type='text'>Epidérmica (1)</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A tua pele é um mapa, uma página.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Repleta de signos, a vontade que irrompe&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;é tomar o seu corpo e devorar cada sarda.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Gosto da textura da tua pele:&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pele seca, escamosa e àspera.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Tua tez não tem quinze nem vinte&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não traz a tola maciez dos romances de folhetim...  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É pele madura, balzaquiana - e ainda assim fresca e jovem.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É já um todo branco e sensível ao calor e à luz, a tua pele,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e que quero proteger no meu contato,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;na minha excessiva e excitada melanina,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;derramando em leito no teu corpo de leite  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;minha pele escura e oleosa.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;judiando de amor em tua pele judia,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;este amor constrastado, claro-escuro, poesia,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;desvelo de tuas manchas sárdicas teus enigmas&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;a mim prometidos em tecitivos manuscritos hebraicos&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;assim é, para mim, a tua pele:  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;em cada ponto um pouso, em cada sarda uma faixa apaixonada de Gaza&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;...e ao centro, ao ponto alto dessa fé de crer em nós,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;na flor de teu sexo, onde faço procissão, minha Jerusalém.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(Izak Dahora) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-2228108363550152186?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/2228108363550152186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=2228108363550152186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2228108363550152186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2228108363550152186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/06/epidermica-1.html' title='Epidérmica (1)'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1435202217804262866</id><published>2010-05-19T15:38:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T15:42:20.331-07:00</updated><title type='text'>A quatro mãos ou a duas cabeças.</title><content type='html'>Certo dia desses que já não sei mais ao certo, agora certamente perdido nas cercanias da memória, postei no twitter a frase que, na verdade, venho tentando há muito ser o verso inicial de um novo poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A esperança tem cara de criança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fez uma amiga minha, Luciá Tavares, através da instantaneidade da ferramenta, nova febre da internet, arrematar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A esperança tem cara de criança&lt;br /&gt;Mas é a última que morre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorreu ao ditado popular, me intrigou no nexo possível da síntese que se produziu dos dois versos e esse pequeno mistério, contraditório como todos os mistérios - diga-se - ficou na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Izak Dahora)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1435202217804262866?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1435202217804262866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1435202217804262866' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1435202217804262866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1435202217804262866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/05/quatro-maos-ou-duas-cabecas.html' title='A quatro mãos ou a duas cabeças.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-3446753048849551919</id><published>2010-04-24T01:42:00.001-07:00</published><updated>2010-06-18T20:13:40.772-07:00</updated><title type='text'>A Walt Whitman</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }		P { margin-bottom: 0.21cm }	--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;assumo minhas multidões,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;minhas galeras ensandecidas,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;minhas mais profundas vagas&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;alternando entre calmarias e ressacas.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;meu eu entre meu lado augusto e meu lado podre do povo&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;que afaga mas também lincha em praça pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;asssumo e vos digo: vivo em paz. me contradigo.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;assumo então as imperfeições e faço meu resumo:&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de todas as minhas várias facções, duas merecem&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;especial atenção, embora existencialmente desorganizadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;uma é a arte, solo em que me expresso, o verbo, o verso&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e a outra é a sede amar, quase sempre sem reverso,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e de que nunca me disperso:  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;minha condenação feliz e reincidente.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(Izak Dahora) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-3446753048849551919?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/3446753048849551919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=3446753048849551919' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3446753048849551919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3446753048849551919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/04/walt-whitman.html' title='A Walt Whitman'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-132808662627020601</id><published>2010-04-22T17:05:00.001-07:00</published><updated>2010-04-22T17:33:17.592-07:00</updated><title type='text'>O Brasil e a morte do presidente da Polônia - o que a morte de um líder tão distante fez-me sentir e pensar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte do presidente da Polônia há duas semanas fez-me pensar no abismo que se abre e na tragédia que se abate no coração de um país. Uma situação como essa faz-me pensar que uma nação tem sim um coração, um sentimento comum que - apesar das divergências internas possíveis expressas nas oposições políticas - corre nas veias de um grupo de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A perda do executivo de um cargo tão simbólico é inimaginável e catastrófica, quase irreparável. O presidente da república, assim como um monarca (mesmo sem a pompa deste) é tão ligada no imaginário de todos à ideia de força, que ninguém vislumbra normalmente um líder morrer de forma tão repentina. Porque a função do líder, penso, embora não nos demos conta disso muito racionalmente no correr dos dias, é fazer as pessoas terem força, estimular o crescimento material e psicológico de todos através de sua ação e de sua presença, a qual pede e envolve um magnetismo pessoal, carisma – equilibrada com sua competência, claro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que se deu na Polônia com a morte trágica de Lech Kaczynski e de boa parte sua equipe de governo (incluindo primeira-dama e altos funcionários) provoca exatamente o efeito contrário. O país ficou acéfalo sem sua referência construída pelo voto popular  e desnorteado emocionalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vivi a era Kennedy, mas quem viveu compartilhou junto da História uma frustração que, sem exageros, arrástasse até os dias atuais, lá nos quintais do coração de quem passou por aquele golpe do destino. Ainda mais no caso de um político de tamanha popularidade e que trazia consigo a promessa de anos tão democráticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, a perda do representante político máximo de uma sociedade – e arrisco-me a dizer: seja em regime democrático como em sistemas fechados e autoritários em que se formam grandes personalismos e ligação emocional com o povo – causa desalento e nenhum político sensato, na minha opinião, deveria comprazer-se de tal infortúnio.  Porque esse tipo de perda desestabiliza, mexe com o brio da coletividade. (Sadam Husseim, um sanguinário, foi morto, mas havia quem o aprovasse. Além disso, sua morte causou mudança e destruição em tudo que se possa imaginar. Por isso a questão é delicada, pois afeta a todos, irreversivelmente). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso de um presidente ser um fracasso no governo, tudo bem, não sendo algo mais urgente, no pleito seguinte se pode tirá-lo – isso nas democracias, que não era o caso de Sadam! Porque ver alguém não cumprir todo um mandato é sempre decepcionante. Não é bom. No caso de uma democracia ,uma perda motivada por óbito ou por um impeachtment, que seja, enfraquece a sequência prevista das instituições políticas e ainda abre uma ameaçadora e possível brecha, o chamado vácuo no poder, oportuno para os aventureiros e megalômanos que existem por aí e sempre insistem em se aproveitar dos momentos de forte comoção e fragilidade nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, ascenção de Hitler e do nazismo foi, mal comparando, mais ou menos assim, emergiada do caos. Não exatamente precedida pela morte de alguém, mas o país vivia um vácuo de liderança política contundente, de alguém que pudésse inspirar seu povo a seguir – Alemanha pobre, inflcionada, sem perspectivas de crescimento, sem esperança; daí um ser midiático prometendo a pujança local via nacionalismo radical. Deu no que deu: quantos holocaustos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que dirá isso numa democracia históricamente interrompida, cambaleante e letárgica como a brasileira, por exemplo, aqui um país não sério, dos "jeitinhos" (em todas as esferas e escalas, aliás)! Nossa história recente tem Tancredo Neves e Fernando Collor para ilustrar o tema, dois casos distintos. O primeiro, suficientemente respeitado por todos,  era o símbolo de uma retomada lenta, gradual e segura porém conquistada que ,de uma noite para o dia seguinte, deixou o país triste e temeroso com o que poderia voltar a acontecer. E o segundo, a meu ver, representa a perda da confiança depositada por uma nação carente de liberdade e&amp;nbsp; de respeito cerceados em graus progressivos entre 1964 e o início da década de 80. Também uma forma de luto, que com luta, o povo teve de zelar para a democracia seguir em paz o seu curso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me agora de um episódio que soube assistindo a uma entrevista do ex-governador Leonel Brizola, já falecido. Disse ele que na ocasião próxima da resolução do impeachment do então presidente Collor, ele, Brizola, foi ter com Collor no seu gabinete para dizer-lhe mais ou menos o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Resista, presidente, resista! Se o senhor estiver errado, a justiça provará e será penalizado, mas seja forte para que coisas piores do que essa situação tão negativa e  desgastante, não aconteçam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode parecer um contra-senso, mas Brizola quis aludir, creio, à vulnerabilidade em que o país poderia ficar com um presidente que pedisse a renúncia, por exemplo, ou, sei lá, desse cabo da própria vida ante a pressão da opinião pública (esse tipo de evasão transtorna emocionalmente o povo e política pede a razão). Qualquer uma das alternativas poriam o Brasil, ainda recém-saído de uma ditadura de mais de vinte anos, no risco novamente. Brizola teve, mesmo enquanto opositor, um gesto de grandeza e sabedoria política. O melhor que tinha a ser feito foi feito: os Caras-pintadas (o povo) foram às ruas e o Congresso não teve outra atitude a tomar que não fosse o pedido de impeachment. Mesmo o impeachment não sendo o processo dos mais interessantes e agradáveis para um país - e igualmente arriscado no caso do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Remontei o episódio acima para reforçar, com a "preocupação" do ex-governador Brizola, como que uma abrupta saída de cena de um executivo pode ser danosa, em todos os sentidos. Seja ela trágica e imprevisível ou fabricada e evasiva. A morte de Getúlio Vargas, ao que tudo indica até hoje ter sido um suicídio, mitificou uma figura altamente controvertida. Seu autoritarismo que estava sendo como nunca criticado veementemente, ficou nublado pelo baque profundo de sua morte num povo extremamente emocional. "Saiu da vida para entrar, ("redimido"), na história".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O choque é verdadeiro, a dor é sincera, mas os erros podem ficar imperceptíveis onde só há espaço para a piedade (mas também qual a fómula de se controlá-la?) A piedade, esta forma até mesmo mesquinha , judaico-cristã, forma de expiar nossas culpas mostrando que sentimos pena de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei dos pormenores da política polonesa, não sei se Lech Kaczynski era, de fato, um bom representante naquele mar mafioso dos poderosos do leste europeu. Não sei se foi fatalidade ou atentado bem sucedido, nada. Também não é desejo meu afirmar qualquer coisa neste sentido. Hoje só quis falar (e digredir) dessa perda que se abate sobre o poder, seu caráter complexo e ambíguo, e que se reflete na vida de muitos milhões, abrindo quase sempre um futuro de incertezas e inseguranças. Foi tocante ver o desconcerto dos semblantes poloneses diante da tragédia. Um misto de orfandade e de um não crer no que estava acontecendo: um pesadelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-132808662627020601?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/132808662627020601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=132808662627020601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/132808662627020601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/132808662627020601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/04/o-brasil-e-morte-do-presidente-da.html' title='O Brasil e a morte do presidente da Polônia - o que a morte de um líder tão distante fez-me sentir e pensar.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7087580808294994187</id><published>2010-04-06T17:14:00.001-07:00</published><updated>2010-04-06T18:23:03.531-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;o dia em que o Rio virou rio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o dia em que o Rio de Janeiro virou um rio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ou correnteza em que barcos navegavam errantes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;pelas ruas do Jardim Botânico à Praça da Bandeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;pensei ter-se cumprido em prenúncio a profecia maia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;de que o planeta seria consumido pelas águas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2012 antecipar-se-ia. E o Rio iria. Nunca mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;recordei e bendisse, uma vez mais, Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;em seu lírico cenário de futuros amantes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;e quase fui um esfrandrista que cruzou a nado a cidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;rumando de uma longínqua Taquara zona oeste,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a Baía de Guanabara atravessando em busca de seu abraço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;em Niterói.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o dia em que o Rio de Janeiro virou um rio de abril,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;depois das águas de março, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;dia 6 de abril, quase o dia da mentira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Rio, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;que nas suas águas um dia lembrou o Tejo, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;era a miséria urbana de grande monumento falido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o dia em que a Lagoa virou poça diante do quase mar que era a cidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;rodeada pelos lagos que eram Gávea, Botafogo e Humaitá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ilha Grande nem pensar!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;da água barracenta deslizada dos morros assoreando esgotos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;pensei que iríamos ao fim, no fundo, junto ao líquido venenoso dos ratos rotos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;estávamos ilhados, semi-Ulisses multiplicados,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;e em derredor a cidade deserta de água e chuva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;oásis sinistro, balneário transbordado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o tempo virou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;e os cariocas viraram nos botes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;toque de recolher para dentro das casas, apartamentos e automóveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;eu, refém-novo da tecnologia, twittando qualquer coisa:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;quando as ruas eram rios,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;procurando nisso tudo, a ver navios,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;qualquer notícia de  você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;              &lt;span style="font-size: small;"&gt;P.S.: Um dia, este dia,&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; por uma força íntima e otimista,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; será apenas um conto fantástico nas imaginações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (Izak Dahora)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7087580808294994187?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7087580808294994187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7087580808294994187' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7087580808294994187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7087580808294994187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/04/o-dia-em-que-o-rio-virou-rio-o-dia-em.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7609549433295735261</id><published>2010-03-26T19:34:00.001-07:00</published><updated>2010-03-26T19:36:05.881-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta content="BrOffice.org 3.1  (Win32)" name="GENERATOR"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;style type="text/css"&gt;	&lt;!--		@page { margin: 2cm }	--&gt;	&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;A(mar)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;o que fazer do amor&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;se o amor traz dentro de si um mar  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;que nós, mesmo no após de carmas e milênios&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;insistimos naufragar?&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;mar de suicidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;amar: um decreto.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;amar verbo intransitivo, inconsequente e indiscreto.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;o amar no corpo lugar onde se reza,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;a paz, a plenitude, a linha de chegada,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;a chaga.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;a embarcação a rebentar num porto qualquer e seu cais.  &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Veneza, venéreas, carnavais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Izak Dahora) &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7609549433295735261?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7609549433295735261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7609549433295735261' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7609549433295735261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7609549433295735261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/03/amar-o-que-fazer-do-amor-se-o-amor-traz.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-3997978674411036035</id><published>2010-03-25T09:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T09:29:22.002-07:00</updated><title type='text'>O poeta menor e seus nenúfares.</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt; &lt;!--  @page { margin: 2cm }  P { margin-bottom: 0.21cm } --&gt; &lt;/style&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E não é que há duas semanas, já escoadas junto das águas do mês de março, foi o Dia Nacional da Poesia? (Surpresa, espanto, perplexidade!). Numa época em que se reafirmam gêneros e suportes literários pseudo-objetivos e imediatos (twitter, a nova onda), em que se parece decretar o fim de formas tradicionais como a poesia e até mesmo o romance, saber disso é, sim, algo digno de nota. Mais ainda descobrir que alguém esperou a chegada deste dia e a celebrou no calendário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Este alguém não fui eu e, não fosse João Ubaldo – assim falando parece até que somos íntimos do famoso "Chá das cinco" -, em sua crônica do último 14, um domingo, eu jamais saberia da existência da data.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Recebi ainda agora a notícia com muito contento, quase euforia. Digo "ainda agora", pois a leitura da crônica acabou ficando para depois de quando deveria ser. Leitor alucinado, ando sempre atulhado de coisas para ler e, endividado eterno com as letras, vou empilhando os jornais pelos cantos do quarto. (Com o tempo descobri que para matar a ansiedade de ler todos os poemas e romances e contos e etc fundamentais, clássicos ou contemporâneos, preciso ser anárquico: ler tudo ao mesmo tempo. Então, é claro que posso me pegar lendo uma crônica sobre um grande ato político, por exemplo, uns dez dias após a realização do evento. Eu sei, trata-se de uma patologia).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E digo que fiquei em "quase euforia" pelo fato de ser mais um a me arriscar na escrita aqui dos meus versinhos. Ora herméticos ora insossos são meus e eu os estimo. E saber do Dia Nacional da Poesia (com maiúsculas!) fez-me sentir parte desse balaio.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas não sei se me chamaria um poeta. Nem sei se me pretendo a tanto – pelo menos não com a rigorosa pompa com que sempre foram tratados os poetas. Diria que sou um poeteiro, uma versão degradada das grandes figuras imortalizadas e repetindo em mim, por uma força maior que me move, aquela mesma alma errante, fascinada pela mulher amada e distante, pelos mistérios insolúveis da existência e de um forte que de nostalgia embriagando-me o ser de pretenso boêmio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nesta crônica, então, assumo-me como poetastro que sou (um trava-língua existencial) mas não vou transcrever aqui nenhum dos meus versos. Não lhes darei o gosto amargo da minha mediocridade (que agora a lucidez &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;brazcubiana&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; me faz sintetizar) ou o doce sabor, delicioso e deliciante, de um escasso momento de possível glória literária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu, que já passei dos vinte anos, ainda não morri, seja por tuberculose ou causa similar, e não tenho sífilis, talvez por fugir de todos esses clichês românticos jamais serei um grande poeta, segundo os célebres moldes, como lembra João Ubaldo no seu texto. Mas o mundo e o Brasil de hoje não querem mesmo saber de poetas! Sigo na clandestinidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Contudo, e ainda que atrasado, meus contidos parabéns a mim e a todos os poetas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Obrigado por lembrar-me disso, João Ubaldo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;P.S.: Você deve estar se perguntando que relação tem com o texto acima aquele "nenúfares" no título, não é mesmo? É que meu "amigo" João Ubaldo falava em sua crônica de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;nenúfar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, nome exótico, atraente e de aparência culta, com que batizou um malogrado poema sem sentido de sua autoria que escreveu na juventude – nem sabendo  o que aquilo queria dizer, mas empolgado pela sonoridade da palavra. Só que o baiano danado não revelou o significado do termo na sua crônica. Lançou o desafio e fui, então, ao &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aurélio&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;: planta ninfeácea (erva aquática) de belas flores, como a vitória-régia.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu também já escrevi os meus "nenúfares" sem-sentido. Vários, aliás.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Izak Dahora&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-3997978674411036035?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/3997978674411036035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=3997978674411036035' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3997978674411036035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3997978674411036035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/03/o-poeta-menor-e-seus-nenufares.html' title='O poeta menor e seus nenúfares.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-335913821923113614</id><published>2010-03-15T13:46:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T18:40:10.544-07:00</updated><title type='text'>A fingida dor da atriz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S56fMGh96ZI/AAAAAAAAAK0/592CQxEz7fs/s1600-h/jogo+de+cena.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448967629425207698" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S56fMGh96ZI/AAAAAAAAAK0/592CQxEz7fs/s200/jogo+de+cena.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 200px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 142px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Revista O Globo, suplemento do jornal homônimo, publicou no último dia sete deste mês uma entrevista que muito me instigou (e continua instigando). Nem preciso dizer que o foi em função de tocar com agudeza e profundidade o trabalho do ator e a construção narrativa – questões que me muito me suscitam interesse e prazer (pessoal, intelectual e profissional).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O entrevistado era Eduardo Coutinho, diretor de &lt;i&gt;Cabra marcado para morrer&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Edifício Master&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Santo Forte&lt;/i&gt;, dentre muitas outras contribuições fílmicas importantes e decisivas no aperfeiçoamento da linguagem do documentário no Brasil. Seu trabalho, junto ao de sua equipe, é respeitado, premiado e dispensa comentários adicionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem, a repórter Luciana Pessanha concentrou suas perguntas nos dois últimos documentários de Coutinho e este foi o eixo da sua entrevista. O entrevistado proporcionou o que considero uma preciosa luz no pensamento da construção cênica. Ele, que, apesar de já ter incurscionado no início da carreira pela ficção, até por estar hoje em dia, digamos, "do lado de lá" da elaboração  e da reflexão ficcional, revelou nuances que, por vezes, "nós" que "estamos do lado de dentro", custamos a perceber ou, simplesmente, não percebemos. Mas é evidente que um documentarista – o qual lida constantemente  com histórias, fatos e versões – domina em seu vocabuário e em sua gramática noções e termos que fazem também o dia a dia dos atores, diretores de teatro, dramaturgos, roteiristas e cineastas. Que dirá um documentarista do calibre de Coutinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro ponto da entrevista que me provocou, no melhor dos sentidos, foi logo na terceira resposta, depois de o diretor ser questionado sobre o que investigava em termos de linguagem ao escolher a participação de atrizes para encenarem depoimentos reais. Daí, ele afirmou a convicção (gerada a partir da longa experiência com o público) de que, no ato de narrar histórias, a forma como se conta sobrepõem-se ao que é contado, instaurando toda uma sintaxe, um vocabulário e uma expressividade particulares de quem narra. E independente de o conteúdo ser "verdadeiro" ou "falso", dada também a complexidade de se aferir o que é verdade e o que é mentira – e por parte do próprio narrador, ele indica -, pois  tudo o que se conta e se transmite tem a ver – além da consciência e do interesse particular de cada um -, com a instância da memória, seu inverso natural que é o esquecimento, e o inato poder de invenção (advindo da imaginação humana). Ou seja, narrar é todo um processo demasiado  amplo e sensível e, que conta, inevitavelmente, com a representação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto pode ser assustador, porém absolutamente aceitável quando pensamos que até para convencer um amigo, quanto a qualquer narrativa que seja, numa conversa banal de botequim, a gente prescisa recorrer a técnicas da interpretação, da representação, para que sejamos "compreendidos" – ou para que , no mínimo, achemos que nos fizemos entender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma de suas muitíssimas entrevistadas ao longo do tempo, uma garota de programa, ofereceu o que o próprio Coutinho considerou a própria definição de documentário: que seria em outras palavras, uma mentira dita com o peso de uma verdade. "(...) Disse que inventou uma avó, mas tinha que contar muito bem a história, até que passou a acreditar que tinha avó (...)".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São muitos os psiquismos da nossa mente humana!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segue Coutinho:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Por que então não ter atrizes, se as histórias são tão produto do imaginário? Ninguém é dono da sua história (frase que serviu de título à matéria). A dor da atriz é fingida, e é melhor do que a sua. Isso socializa a fala, que é de todo mundo e de ninguém".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso a gente se arvora na arte de contar histórias, por isso a gente interpreta e é ator, por exemplo. Porque isso nos preenche um vazio que é da condição de humano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parafraseando o título de uma peça, e agora filme, ambos com direção de Cristiane Jathahy, trata-se uma "falta que nos move" (o subtítulo do filme é "Ou todas as histórias são ficção"). Precisamos de histórias (além de outras coisas, claro) e "pedimos" para sermos reabastecidos, simultaneamente ao movimento de também reabastecermos os outros de narrativas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso leio avidamente a Odisséia, de Homero, e em meio a sucessões de trechos absolutamente "fantásticos" (aos olhos real) persisto interessadíssimo na leitura, porque há alguma coisa naqueles mitos (na verdade muitas) que encerram humanidade. Eis aquele velho processo da identificação. Aquelas cenas que já foram contadas e recontadas por muitos ao longo dos séculos - distorcidas, aumentadas etc - investem-se de exemplaridade por conta dessa capacidade de aglutinação, dessa pluralidade humana, dessa aproximação com o outro e são, por isso,"melhores" que, de repente, uma versão pretensamente objetiva e ultra-individual acerca de um fato. Uma versão imaginada, ficcionalizada, que é mais verdadeira que a própria verdade. Os poetas, doces marginais, estão por aí desde sempre recontando a "História".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A dor da atriz é fingida, e é melhor do que a sua". Carrego obssessivamente esta frase comigo e, desde a primeira leitura que fiz - em que normalmente não se pode ainda aprofundar as questões, ela me inquieta. Tanto que algo fez com que eu imediatamente a  ligasse no meu cérebro ao poema &lt;i&gt;Autopsicografia&lt;/i&gt; de Fernando Pessoa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poeta é um fingidor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finge tão completamente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que chega a fingir que é dor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dor que deveras sente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os que leem o que escreve,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na dor lida sentem bem,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não as duas que ele teve,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas só a que eles não têm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Detalhe: psicografia, que, segundo o verbete de Aurélio Buarque de Holanda, quer dizer, numa das definições possíveis, "descrição dos fatos da mente".  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro ponto que me causou aquela coceirinha na inteligência e me fez ler e reler por diversas vezes a mesma resposta foi no trecho em que Coutinho relembra o documentário Jogo de Cena na atuação de Fernanda  Torres – excelente atriz! - e fala de um momento de impasse da intérprete durante o processo. Impasse que teria sido causado pela busca da intérprete em falar de maneira igual à uma das pessoas que tivera seu depoimento colhido pela equipe do documentário e que lhe servia de texto. Coutinho pediu, então, para ela não buscar esse mimetismo e, com isso, a atriz teria ficado desnorteada, dizendo não saber onde estava em termos de lugar da fala, de ponto de vista, que em sua visão, a princípio, não deveria ser o seu. E ao que tudo indica, Coutinho queria que ela se apropriasse da fala como se fosse sua, desconstruindo, assim, o tradicional processo de construção do ator.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado do trabalho de Fernanda foi elogiadíssimo - como aliás suas atuações costumam ser - mas pensando sobre seu suposto momento de dificuldade, digamos que tenha sido um movimento meramente natural de todo ator (e me incluo nisso!) de representar, de encontrar um distanciamento para uma voz que vai se revelar: a do personagem. Um procedimento que ocorre com praticamente todas as pessoas quando se colocam no lugar de narrador, aliás. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lendo e relendo a matéria, às vezes fico sem saber direito ainda o nível exato de correlação possivelmente existente entre o conteúdo da matéria e o poema de Pessoa – você que me lê, pode me ajudar! -, mas me parece haver um ponto de encontro nítido, feliz  e  muito mais denso do que parece. O poeta descreve não só o fazer do poeta – e isto escrito por um extraordinário criador de heterônimos que ele foi -, como também o processo comum de todo artista, que é desafiado neste documentário intrigante e instigante de Coutinho. E eu nem o assisti ainda!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os tais momentos da entrevista que tentei trazer aqui - e que provocaram na minha mente pequenas reflexões-síntese que elaborei abaixo - ao fim e ao cabo muitos já elaboraram e, certamente, de maneira muito melhor. Ei-los:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é antes do que é ou possa ser, factualmente, a verdade, aquilo que se sente verdade. E a experiência da arte favorece imensamente tal raciocínio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transformam-se os suportes (oral, impresso, livro, blog...)  mas a necessidade humana de histórias permanece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-335913821923113614?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/335913821923113614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=335913821923113614' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/335913821923113614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/335913821923113614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/03/fingida-dor-da-atriz-revista-o-globo.html' title='A fingida dor da atriz'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S56fMGh96ZI/AAAAAAAAAK0/592CQxEz7fs/s72-c/jogo+de+cena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8279722616295362321</id><published>2010-03-11T15:17:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T15:25:12.585-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em teus braços como nunca dantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que tu dirias&lt;br /&gt;Se dissesse agora&lt;br /&gt;Que te amo?&lt;br /&gt;Que me amas, em resposta?&lt;br /&gt;Ou a volúpia da caprichosa alma feminina&lt;br /&gt;Omitiria o teu segredo?&lt;br /&gt;Saiba, amor,&lt;br /&gt;Hoje, teu silêncio&lt;br /&gt;É meu degredo.&lt;br /&gt;Mas minha nau&lt;br /&gt;Independente da tua resposta singular&lt;br /&gt;Precisa partir – e rumo a mundos distantes...&lt;br /&gt;Porém, não minto, muito mais feliz&lt;br /&gt;Se, ao meu apreço, consoante&lt;br /&gt;Dentro dela tu fosses.&lt;br /&gt;E então com a fúria de nossa paixão,&lt;br /&gt;Ela, agora nossa nau, muito mais pronta&lt;br /&gt;A vencer moinhos, tormentas, batalhas cruentas,&lt;br /&gt;A cruzar os mares,&lt;br /&gt;Contornar périplos&lt;br /&gt;E atingir enfim a façanha&lt;br /&gt;do nosso Novo Mundo:&lt;br /&gt;um mundo de sonhos e carícias&lt;br /&gt;erguido a suor e sangue do meu, do nosso corpo.&lt;br /&gt;E sendo então a nossa vida assim,&lt;br /&gt;Mastrearia eu flâmulas&lt;br /&gt;com tua face e nome.&lt;br /&gt;À qual vivacidade o mundo em oceano nunca destoa&lt;br /&gt;Meu leme, minha gávea, minha proa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        (Izak Dahora)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8279722616295362321?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8279722616295362321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8279722616295362321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8279722616295362321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8279722616295362321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/03/em-teus-bracos-como-nunca-dantes-o-que.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-231977138263885238</id><published>2010-03-05T17:09:00.001-08:00</published><updated>2010-03-05T17:09:51.474-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>um corpo que escorre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu me interesso por muitas coisas:&lt;br /&gt;signos, caras, cores, pessoas.&lt;br /&gt;universos de contrários ou iguais,&lt;br /&gt;tudo me instiga, provoca, ressoa&lt;br /&gt;e tudo a isso me instiga, me impele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou movido a símbolos!&lt;br /&gt;preciso sempre urgentemente de metáforas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para ver se compreendo a vida pelo avesso,&lt;br /&gt;para ver se criando climas, entre os climas e os clímaxs&lt;br /&gt;percebo a vida no que há de poesia &lt;br /&gt;contida nas pausas curtas e ligeiras do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para ver se decifro-a, &lt;br /&gt;simples e difícil, &lt;br /&gt;melíflua &lt;br /&gt;            entre os dedos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  (Izak Dahora)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-231977138263885238?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/231977138263885238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=231977138263885238' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/231977138263885238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/231977138263885238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/03/um-corpo-que-escorre-eu-me-interesso.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7922133923817119660</id><published>2010-03-05T12:16:00.000-08:00</published><updated>2010-03-15T18:04:36.310-07:00</updated><title type='text'>Ponte-aérea do afeto.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S5FqjON5QEI/AAAAAAAAAKM/s8VT87MypRk/s1600-h/Botafogo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445250577811980354" src="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S5FqjON5QEI/AAAAAAAAAKM/s8VT87MypRk/s200/Botafogo.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 129px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ora ainda aniversaria o Rio de Janeiro, a semana é toda sua, pois que no último dia primeiro a "maravilhosa" chegou ao marco eloquente dos  445 anos - com corpinho de vinte, diga-se -, apesar de todos os atentados diários à sua santidade na tural e cultural. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reverência minha não excessiva - cidade margeada de praias; paraíso balneário onde a democracia faz-se presente, sobre as suas areias e seus calçadões, pelo menos nos instantes de fuga do calor desumano que faz por aqui e desconhece classe social; cosmopolita; reduto permanente de significativa fatia da intelectualidade nacional (esta no mais das vezes boêmia e notívaga); tudo isso despertado por poetas não só da beira-mar como também pelos bambas "baixados" dos morros, terreiros e subúrbios -, esta cidade têm origem beata: São Sebastião do Rio de Janeiro. Quem diria, tão profana na "alma encantadora de suas ruas", como dissera um dia João do Rio,  foi batizada, num janeiro qualquer dos mil e quinhentos, com o nome do francês que, soldado, contrariou as ordens do Imperador romano Diocleciano ao tratar de forma branda os cristãos, em vez de perseguí-los, o que lhe causou a morte a flechadas e, postumamente, por isso, o título de santo e protetor dos cristãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*******&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, quero, há muito, me redimir de uma promessa um dia feita a mim mesmo e não cumprida: traduzir em algumas palavras a emoção que senti ao caminhar pela Avenida Paulista pela primeira vez. O leitor pode considerar inoportuna minha pequena invocação dos sortilégios paulistanos - quando ainda os deuses cariocas agitam em dionisíaca e interminável balada no monte olimpo-Pão de Açúcar da imaginação dos que escrevem exclusivamente sobre a cidade, que figura soberana na prosa sofisticada e elegante de Machado de Assis e , antes, recebeu a real corte portuguesa de Dom João VI, sendo sede do único império europeu fora da Europa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Persistindo na heresia, São Paulo, centro da pujança econômica de uma letárgica América Latina da qual faz parte, mola propulsora que atrai todo o país para si, simbolizada na avenida que não dorme - caminhar por ela foi umas das grandes emoções da vida! Até então nunca tinha ido à Nova Iorque (nem fui!), mas acreditei, não sei por que, que devia ser parecido com aquilo: repleta de opções nos cartazes, iluminada, farta, a eloquência "concreta", elegante, austera e cinza de asfalto e arranha-céus... A São Paulo  dos teatros de todas as estéticas e de todos os públicos presentes-pagantes (pelo menos mais que no Rio)...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus arredores tradicionais (Anhangabaú, Viaduto do Chá, Augusta, Praça Roosevelt, Ipiranga e São João – acho que entendi a emoção de Caetano! -,  Largo de São Franciso, Sé, Ibirapuera...). Não, por São Sebastião!, era para eu citar aqui Ouvidor, Rio Branco, Paço, Passeio, Praça Mauá, Praça Onze, Lapa, Cinelândia, Candelária, Ipanema, Copacabana...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo de Piratininga: mais um local abençoado pela fé católica portuguesa e, em breve, brasileira. Em suas largas vias e avenidas poderia hoje Paulo de Tarso – Saulo antes da conversão - ressuscitar e, apóstolo, caminhar e difundir a teologia cristã. Da cidade Piratininga, que, segundo me consta é também nome de peixe, disse um "desconhecido" padre de horas vagas que, na verdade gostava mesmo era de brincar de dramaturgo como forma de catequese, José de Anchieta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa! "&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Nossa casa" São Paulo de Macunaíma, em que Mario de Andrade, movido por pesquisa e genialidade, captou sua essência e chamou de "cidade macota lambida pelo igarapé tietê", mesmo Tietê que hoje anda  transbordante de água suja e de águas diluviais que parecem anunciar o fim do mundo. Tietê, que poderia retornar-se a si  mesmo na História e chamar "Tininga" (seco, em tupi), onde já não tem mais "pira" (peixe, no mesmo dialeto). E "nossa casa" que Zé Celso Martinês Correa vislumbra no futuro chamar SamPã, terra signo do cosmopolitismo e palco constante de uma construção urbano-artística dionisíaca.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;****&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para terminar, retorno ao Rio e a Sebastião padroeiro, ambos um único corpo ainda aniversariante. E assim como a canção de Gil e Milton, a Sebastião, "diante de tua imagem tão castigada e tão bela", pela cidade do Rio de Janeiro, "peço que olhes por ela".           &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse município criado a partir da sua generosa baía-mãe, chão tão cobiçado pelas incursões de aventureiros e corsários, que por pouco não seguiu sede da França Antártica de Villegagnon e fez disso tudo uma outra  epopéia - não sei se melhor ou pior - mas totalmente diferente com certeza. Uma cidade que, neste momento, tão combalida – irônico é o Destino - depende das alvíçaras de Copa do Mundo e de Olimpíadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Sebastião, protegei o nosso Rio de Janeiro! E, se possível, nossa São Paulo também!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7922133923817119660?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7922133923817119660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7922133923817119660' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7922133923817119660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7922133923817119660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/03/ponte-aerea-do-afeto.html' title='Ponte-aérea do afeto.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S5FqjON5QEI/AAAAAAAAAKM/s8VT87MypRk/s72-c/Botafogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7677844929987964583</id><published>2010-03-01T14:38:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T17:40:31.295-08:00</updated><title type='text'>Colecionador de saber!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S4xBl-U8RKI/AAAAAAAAAJY/mloXt3BV-B4/s1600-h/mindlin_01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S4xBl-U8RKI/AAAAAAAAAJY/mloXt3BV-B4/s320/mindlin_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Lamentando aqui a morte de José Mindlin. Num país que, segundo as estatísticas, lê-se pouco e sofre-se o infortúnio continuado da corrupção no poder - haja galho de "arruda" -, a pessoa humana de Mindlin só dignifica o Brasil. Que saibamos fazer bom uso de seu acervo pessoal doado à USP e que seu amor e sua dedicação aos livros nos sirva de inspiração todos os dias. Foi Monteiro Lobato quem disse que um país se faz de homens e livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7677844929987964583?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7677844929987964583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7677844929987964583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7677844929987964583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7677844929987964583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/03/lamentando-aqui-morte-de-jose-mindlin.html' title='Colecionador de saber!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S4xBl-U8RKI/AAAAAAAAAJY/mloXt3BV-B4/s72-c/mindlin_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6725501146204601835</id><published>2010-02-27T16:09:00.001-08:00</published><updated>2010-02-27T16:09:50.588-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="width: 768px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="texto" valign="top" width="642"&gt;&lt;div class="margemtexto"&gt;&lt;span style="color: #505050; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Elegia &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt; Carlos Drummond de Andrade &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"&gt;  Ganhei (perdi) meu dia.&lt;br /&gt;E baixa a coisa fria&lt;br /&gt;também chamada noite, e o frio ao frio&lt;br /&gt;em bruma se entrelaçam, num suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me pergunto e me respiro&lt;br /&gt;na fuga deste dia que era mil&lt;br /&gt;para mim que esperava,&lt;br /&gt;os grandes sóis violentos, me sentia&lt;br /&gt;tão rico deste dia&lt;br /&gt;e lá se foi secreto, ao serro frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi minha alma à flor do dia ou já perdera&lt;br /&gt;bem antes sua vaga pedraria ?&lt;br /&gt;Mas quando me perdi, se estou perdido&lt;br /&gt;antes de haver nascido&lt;br /&gt;e me nasci votado à perda&lt;br /&gt;de frutos que não tenho nem colhia ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastei meu dia. Nele me perdi.&lt;br /&gt;De tantas perdas uma clara via&lt;br /&gt;por certo se abriria&lt;br /&gt;de mim a mim, estrela fria.&lt;br /&gt;As arvores lá fora se meditam.&lt;br /&gt;O inverno é quente em mim, que o estou berçando&lt;br /&gt;e em mim vai derretendo&lt;br /&gt;este torrão de sal que está chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, chega de lamento e versos ditos&lt;br /&gt;ao ouvido de alguém sem rosto e sem justiça,&lt;br /&gt;ao ouvido do muro,&lt;br /&gt;ao liso ouvido gotejante&lt;br /&gt;de uma piscina que não sabe o tempo, e fia&lt;br /&gt;seu tapete de água, distraída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou me recolher&lt;br /&gt;ao cofre de fantasmas, que a notícia&lt;br /&gt;de perdidos lá não chegue nem açule&lt;br /&gt;os olhos policiais do amor-vigia.&lt;br /&gt;Não me procurem que me perdi eu mesmo&lt;br /&gt;como os homens se matam, e as enguias&lt;br /&gt;à loca se recolhem, na água fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia,&lt;br /&gt;espelho de projeto não vivido,&lt;br /&gt;e contudo viver era tão flamas&lt;br /&gt;na promessa dos deuses; e é tão ríspido&lt;br /&gt;em meio aos oratórios já vazios&lt;br /&gt;em que a alma barroca tenta confortar-se&lt;br /&gt;mas só vislumbra o frio noutro frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, essência estranha&lt;br /&gt;ao vaso que me sinto, ou forma vã,&lt;br /&gt;pois que, eu essência, não habito&lt;br /&gt;vossa arquitetura imerecida;&lt;br /&gt;meu Deus e meu conflito,&lt;br /&gt;nem vos dou conta de mim nem desafio&lt;br /&gt;as garras inefáveis: eis que assisto&lt;br /&gt;a meu desmonte palmo a palmo e não me aflijo&lt;br /&gt;de me tornar planície em que já pisam&lt;br /&gt;servos e bois e militares em serviço&lt;br /&gt;da sombra, e uma criança&lt;br /&gt;que o tempo novo me anuncia e nega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra a que me inclino sob o frio&lt;br /&gt;de minha testa que se alonga,&lt;br /&gt;e sinto mais presente quando aspiro&lt;br /&gt;em ti o fumo antigo dos parentes,&lt;br /&gt;minha terra, me tens; e teu cativo&lt;br /&gt;passeias brandamente&lt;br /&gt;como ao que vai morrer se estende a vista&lt;br /&gt;de espaços luminosos, intocáveis:&lt;br /&gt;em mim o que resiste são teus poros.&lt;br /&gt;E sou meu próprio frio que me fecho&lt;br /&gt;Corto o frio da folha. Sou teu frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sou meu próprio frio que me fecho&lt;br /&gt;longe do amor desabitado e líquido,&lt;br /&gt;amor em que me amaram, me feriram&lt;br /&gt;sete vezes por dia em sete dias&lt;br /&gt;de sete vidas de ouro,&lt;br /&gt;amor, fonte de eterno frio,&lt;br /&gt;minha pena deserta, ao fim de março,&lt;br /&gt;amor, quem contaria ?&lt;br /&gt;E já não sei se é jogo, ou se poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;       &lt;!-- #EndEditable --&gt;        &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;      &lt;td align="left" class="backmenu" valign="top" width="126"&gt;&lt;img height="20" src="http://epoca.globo.com/imgnew/transp.gif" width="126" /&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td valign="top" width="642"&gt;        &lt;div class="margemtexto"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6725501146204601835?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6725501146204601835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6725501146204601835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6725501146204601835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6725501146204601835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/02/elegia-carlos-drummond-de-andrade.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-3108716970870507559</id><published>2010-02-14T10:42:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T17:01:20.086-08:00</updated><title type='text'>Bambas e poetas!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S3hDybnVTqI/AAAAAAAAAJQ/qL2pYGMLVAw/s1600-h/Favela-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S3hDybnVTqI/AAAAAAAAAJQ/qL2pYGMLVAw/s320/Favela-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mais do que bambas eles são verdadeiros poetas. Cartola, Nelson Sargento, Cavaquinho e outros mais enriquecem o cancioneiro e a poesia desse país. E não deixam de nos deixar, a cada vez de ouví-los, perplexos diante de tamanha profundiade e mesmo sofisticação lírica em indivíduos oriundos de contextos sociais tão ignorados pelo poder público e pela História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartola, Sargento e Cavaquinho ilustram, representam aqui uma porção de bambas que precisam ser ouvidos e lidos - seus versos mantêm vida literária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é cedo amor&lt;br /&gt;Mal começastes a conhecer a vida&lt;br /&gt;Já anuncias a hora da partida&lt;br /&gt;Sem saber mesmo o rumo que irás tomar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preste atenção querida&lt;br /&gt;Embora saiba que estás resolvida&lt;br /&gt;Em cada esquina cai um pouco a tua vida&lt;br /&gt;Em pouco tempo não serás mais o que és&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça-me bem amor&lt;br /&gt;Preste atenção, o mundo é um moinho&lt;br /&gt;Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos&lt;br /&gt;Vai reduzir as ilusões à pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preste atenção querida&lt;br /&gt;De cada amor tu herdarás só o cinismo&lt;br /&gt;Quando notares estás a beira do abismo&lt;br /&gt;Abismo que cavaste com teus pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; (Cartola) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu piso em folhas secas&lt;br /&gt;Caídas de uma mangueira&lt;br /&gt;Penso na minha escola&lt;br /&gt;E nos poetas da minha estação primeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quantas vezes&lt;br /&gt;Subi o morro cantando&lt;br /&gt;Sempre o  sol me queimando&lt;br /&gt;E assim vou me acabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o tempo avisar&lt;br /&gt;Que não posso mais cantar&lt;br /&gt;Sei que vou sentir saudade&lt;br /&gt;Ao lado do meu violão&lt;br /&gt;Da minha mocidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; (Nelson Cavaquinho)&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="div_letra"&gt;Samba, &lt;br /&gt;Agoniza mas não morre,&lt;br /&gt;Alguém sempre te socorre,&lt;br /&gt;Antes do suspiro derradeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samba,&lt;br /&gt;Negro, forte, destemido,&lt;br /&gt;Foi duramente perseguido,&lt;br /&gt;Na esquina, no botequim, no terreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samba, &lt;br /&gt;Inocente, pé-no-chão,&lt;br /&gt;A fidalguia do salão,&lt;br /&gt;Te abraçou, te envolveu,&lt;br /&gt;Mudaram toda a sua estrutura,&lt;br /&gt;Te impuseram outra cultura,&lt;br /&gt;E você nem percebeu,&lt;br /&gt;Mudaram toda a sua estrutura,&lt;br /&gt;Te impuseram outra cultura,&lt;br /&gt;E você nem percebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; (Nelson Sargento) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-3108716970870507559?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/3108716970870507559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=3108716970870507559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3108716970870507559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3108716970870507559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/02/bambas-e-poetas.html' title='Bambas e poetas!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S3hDybnVTqI/AAAAAAAAAJQ/qL2pYGMLVAw/s72-c/Favela-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8608078690889075190</id><published>2010-01-24T10:16:00.000-08:00</published><updated>2010-01-24T10:26:58.654-08:00</updated><title type='text'>Notas de um país se rumo; um caos que desvela outro caos.</title><content type='html'>Uma das notícias do jornal de hoje me desola. Não bastasse a fama inglória e atroz de ser o país mais pobre das Américas, o Haiti é assolado por um catastrófico terremoto. Mas até aí "tudo bem", causticamente se poderia dizer, afinal, o que houve por lá, região já massacrada historicamente por embargos econômicos sobre a revolução negra que&amp;nbsp; lá se fez - muito antes do Brasil, aliás - e por ditaduras políticas internas, foi da ordem da tragédia, e tragédia não se discute, sofre-se e reconsrói-se dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que realmente causou-me desalento foi ler a notícia de que grande parte da mão-de-obra haitiana especializada para a assistência de situações por que o país hoje vive morreu; que 85% dos seus universitários - num país altamente marcado pela pobreza e pelo analfabetismo - encontram-se, de fato, em outros países; que, provavelmente, nunca se saiba ao certo quantos se perderam nesse cataclisma; isso somado à ciência de que algo em torno de 70% do país, na sua infra-estrutura, foi ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de um país, cuja sede de governo literalmente foi desmoronada, vê-se um Haiti, apesar dos esforços internacionais e da triste impotência de seu presidente René Préval, acéfalo, pelo menos no plano simbólico das suas instituições - e da sua identidade e alto estima. As cenas de disputa por comida são terríveis para a condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(No entanto, cultivo aqui a fé de que aquele otimismo e aquela alegria estranha do povo vindo de África, que sempre sofreu, mas sempre demonstrou uma capacidade de superação desconcertante nas entoos de seus cantos e danças, voltarão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dói mais fundo mesmo é a constatação de que, além do cenário de destruição, o pouco de know-how formal por lá produzido até então, de escola, de educação, de universidades existentes, em função do isolamento e embargo histórico, da pobreza e das ditaduras locais , foi subtraído (ainda mais) pela tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S1yGEZKnZGI/AAAAAAAAAIo/jBRhFTbXZUo/s1600-h/haiti_flag.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S1yGEZKnZGI/AAAAAAAAAIo/jBRhFTbXZUo/s320/haiti_flag.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que o Haiti precisará de muito apoio da comunidade internacional para que estas cores reencontrem um sentido de esperança. Uma das muitas estimativas por ora feitas aponta para daqui a quinze anos a reconstrução do que agora se vê destruído. É muito tempo! O tempo de uma geração a mais a comungar da miséria, do sofrimento, e, provavelmente, da falta de perspectiva haitiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de dois dias a imagem de uma senhora de mais de oitenta anos sendo resgatada, ferida e esquálida, me incomodavam. Mas talvez algo me angustie e incomode ainda mais: que precisemos de terremotos como esse para perceber que mesmo antes disso há um outro tipo de caos e de abalo, o da pobreza e da miséria que desertificam, desnutrem e deixam esquálidos seres humanos - os que sofrem e os que oprimem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; (Izak Dahora)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8608078690889075190?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8608078690889075190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8608078690889075190' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8608078690889075190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8608078690889075190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/01/notas-de-um-pais-se-rumo.html' title='Notas de um país se rumo; um caos que desvela outro caos.'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S1yGEZKnZGI/AAAAAAAAAIo/jBRhFTbXZUo/s72-c/haiti_flag.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8056304991022423456</id><published>2010-01-18T16:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T16:22:40.136-08:00</updated><title type='text'>Excerto de entrevista!</title><content type='html'>"Tudo é útil. Quem quer escrever tem que se sentir bem escrevendo, tem que tolerar a solidão, ter intimidade com as palavras, merecer a amizade delas, ter um bom acervo de vida — de observação ou de imaginação. Tem que ser inquieto, curioso — o preguiçoso se esvazia rápido. A literatura, claro, é fundamental. Assim como o cinema e o teatro. Uma leitura profunda de Shakespeare vale mais que duzentos cursos. Dramaturgo brasileiro não pode viver sem Nelson Rodrigues, e assim por diante. Se quiser escrever para televisão e cinema tem que saber como os filmes e programas são produzidos. Cursos específicos são bons porque orientam os primeiros passos e é onde o estudante pode entrar em contato com os roteiros de cinema, de televisão, capítulos de novela etc. — que em geral, não estão à venda nas livrarias. Quanto mais se freqüenta a linguagem para a qual se vai escrever, melhor. E, finalmente, é bom viver a própria vida com ênfase. Para, acima de tudo, ter o que dizer."   &lt;br /&gt;&lt;div class="corpotexto"&gt;&lt;div class="ct_semident"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="ct_semident"&gt;(Denise Bandeira, roteirista, atriz e diretora. Entrevista feita para o Jornal Plástico Bolha)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8056304991022423456?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8056304991022423456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8056304991022423456' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8056304991022423456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8056304991022423456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/01/excerto-de-entrevista.html' title='Excerto de entrevista!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4430633370671206704</id><published>2010-01-10T14:29:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T14:45:49.062-08:00</updated><title type='text'>Grande atriz!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S0pWpe5doZI/AAAAAAAAAIg/NfGOaQ8ZqU8/s1600-h/Renata+Sorrah.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S0pWpe5doZI/AAAAAAAAAIg/NfGOaQ8ZqU8/s200/Renata+Sorrah.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425243971789889938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"O teatro me resgata de momentos difíceis. Posso não acertar em certas peças, mas o trabalho me dá um norte na vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      (Renata Sorrah, em entrevista ao Jornal do Brasil, em 10/01/2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intensa, dona de extensa e admirável carreira no teatro e na televisão, esta atriz tem o meu respeito pelo talento excepcional e especialmente pelas escolhas, parcerias e repertório nos palcos. No dia 15 próximo, Renata, que já foi Medéia, Mary Stuart, Antígona e Ismênia, entre tantas outras mulheres de extrema densidade, estreia no Rio sua mais nova empreitada teatral: Lady, de "Macbeth", do grande Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu que não sou tolo nem nada, não deixarei de assistir a essa grande atriz mais uma vez!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4430633370671206704?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4430633370671206704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4430633370671206704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4430633370671206704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4430633370671206704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/01/grande-atriz.html' title='Grande atriz!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S0pWpe5doZI/AAAAAAAAAIg/NfGOaQ8ZqU8/s72-c/Renata+Sorrah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4294143431111423808</id><published>2010-01-04T15:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T17:13:02.920-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"A  arte é um excesso que fala de um vazio que não conseguimos preencher".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                        (ouvi dia atrás de um curador de arte)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4294143431111423808?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4294143431111423808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4294143431111423808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4294143431111423808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4294143431111423808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/01/arte-e-um-excesso-que-fala-de-um-vazio.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-3985418147173243721</id><published>2010-01-04T15:16:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T16:30:40.163-08:00</updated><title type='text'>Feliz 2010!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S0J3uvQ78zI/AAAAAAAAAIY/xuIoj1oQbxA/s1600-h/cda95anos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S0J3uvQ78zI/AAAAAAAAAIY/xuIoj1oQbxA/s200/cda95anos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423028546152690482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jamais, em qualquer época próxima da virada de ano - seja antes ou depois do calor da passagem, do rito, dos fogos - deixo de pensar num determinado poema de Drummond. Sua obra, aliás, é mais que presente em minha vida. Drummond é o que costumo chamar de "poeta pés-no-chão", moderno (e modernista!), que abandona a rima pela rima do verso ornamental, que abraça a visão crua e até pessimista da vida, e ainda assim nos encanta e demonstra beleza. A beleza dos olhos lúcidos, objetivos na sua subjetividade e poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2010 para todos nos versos de Drummond!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECEITA DE ANO NOVO &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Para você ganhar belíssimo Ano Novo&lt;br /&gt;cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,&lt;br /&gt;Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido&lt;br /&gt;(mal vivido talvez ou sem sentido)&lt;br /&gt;para você ganhar um ano&lt;br /&gt;não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,&lt;br /&gt;mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;&lt;br /&gt;novo&lt;br /&gt;até no coração das coisas menos percebidas&lt;br /&gt;(a começar pelo seu interior)&lt;br /&gt;novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,&lt;br /&gt;mas com ele se come, se passeia,&lt;br /&gt;se ama, se compreende, se trabalha,&lt;br /&gt;você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,&lt;br /&gt;não precisa expedir nem receber mensagens&lt;br /&gt;(planta recebe mensagens?&lt;br /&gt;passa telegramas?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa&lt;br /&gt;fazer lista de boas intenções&lt;br /&gt;para arquivá-las na gaveta.&lt;br /&gt;Não precisa chorar arrependido&lt;br /&gt;pelas besteiras consumidas&lt;br /&gt;nem parvamente acreditar&lt;br /&gt;que por decreto de esperança&lt;br /&gt;a partir de janeiro as coisas mudem&lt;br /&gt;e seja tudo claridade, recompensa,&lt;br /&gt;justiça entre os homens e as nações,&lt;br /&gt;liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,&lt;br /&gt;direitos respeitados, começando&lt;br /&gt;pelo direito augusto de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Para ganhar um Ano Novo&lt;br /&gt;que mereça este nome,&lt;br /&gt;você, meu caro, tem de merecê-lo,&lt;br /&gt;tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,&lt;br /&gt;mas tente, experimente, consciente.&lt;br /&gt;É dentro de você que o Ano Novo&lt;br /&gt;cochila e espera desde sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-3985418147173243721?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/3985418147173243721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=3985418147173243721' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3985418147173243721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3985418147173243721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2010/01/feliz-2010_04.html' title='Feliz 2010!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/S0J3uvQ78zI/AAAAAAAAAIY/xuIoj1oQbxA/s72-c/cda95anos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1064237541238284140</id><published>2009-05-03T07:50:00.000-07:00</published><updated>2009-05-03T08:41:58.388-07:00</updated><title type='text'>Pensar grande!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/Sf2vr18uP2I/AAAAAAAAADs/yg3Y5kjDi0I/s1600-h/boal3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/Sf2vr18uP2I/AAAAAAAAADs/yg3Y5kjDi0I/s200/boal3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331610701627539298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Morreu na madrugada deste sábado, 02/05, o homem, ou melhor, o cidadão que, talvez, melhor viu o teatro a paritr do Braisl como ferramenta de transformação pelo homem do seu meio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que tivemos diversas outras pessoas engajadas com a ideologia e com o teatro, mas é que Boal sempre foi incansável, preparou-se da melhor maneira para isso, formou-se e desenvolveu-se intelectualmente em refletir sobre isso que todo mundo finge não ver que é o caos e a alienação social do homem, mesmo quando as circunstâncias não lhe foram favoráveis. Perseguido, torturado e exilado, passou pela Argentina (também obscura politicamente), chegou aos Estados Unidos para, felizmente, aprofundar-se em dramaturgia ao invés de engenharia química, e, em seguida, viveu na França o apogeu de sua criação cem por cento brasileira, o Teatro do Oprimido, porque gestada especialmente a partir dos conflitos da nossa terra, terceiro-mundo, a partir da experiência de opressão dos nossos dirigentes e da nossa mediocridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boal foi grande porque pensou grande! Acreditou no teatro. E o que todos nós podemos fazer em homenagem a ele, agora, é trabalharmos, muito, sermos incansáveis - especialmente nós, militantes da arte do teatro, pois fazer teatro profundo, reflexivo e crítico é cada vez mais um ato de resistência, em tempos em que é mais fácil ceder ao consumismo barato e à alienação (ou omissão) de que existe a África, de que existe a Ásia, de que existe o Brasil e tantos mais (imersos na fome e na miséria) da forma que existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vou me esquecer da leitura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revolução na América do Sul&lt;/span&gt;. Nunca vou me esquecer da importância dada pelo teórico Boal num de seus textos à contradição no trabalho do ator - pois toda situação e mesmo todo personagem profundo tem mais de um lado e mais de um interesse, já mostrava Brecht...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, acho que Boal recebeu em vida aquilo que seu grande trabalho merecia - reconhecimento de grandes entidades especializadas, prestígio intelectual e artístico etc etc  etc. Mas o fato de a maior parte do Brasil não saber quem foi Augusto Boal me angustia, pois vejo a alienação e a escravidão persistirem. Saber quem ele foi e quais foram suas ideias é mais do que concordar política e esteticamente com ele. O Brasil precisa merecer o Boal! (Parafraseio Caetano quando este falou da Bossa Nova). Que ironia: não saber quem foi este pensador do teatro e do mundo é repetir a atitude ignorante do protagonista de sua peça acima citada (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revolução...&lt;/span&gt;). Que loucura, a peça, depois de quarenta anos, continua tristemente atual e faz de seu autor sua própria vítima, seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oprimido&lt;/span&gt;, seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;invisível&lt;/span&gt; - não que Boal se incomodásse com isso. O problema é do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu o maior teórico teatral brasileiro com projeção mundial; um homem que pensou grande o teatro e as suas possibilidades de colaborar com a sociedade. Morreu o homem que acreditou que a liberdade o homem só conquista com consciência dos fatos e ação - isto chama cidadania! Morreu o cara que transformou a mediocridade do mundo em conhecimento e instrumentos profundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me agora de "Meu caro amigo", canção de Chico Buarque e Francis Hime, cuja letra mandava notícias do Brasil dos anos de chumbo a quem ("meu caro amigo", identidade oculta na canção) fui descobrir depois que era Boal exilado. Chico fez a canção e a enviou numa fita-cassete para o exterior - rumo ao amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu caro amigo me perdoe, por favor, se não lhe faço uma visita...mas o que eu quero lhe dizer é que a coisa aqui "tá" preta..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1064237541238284140?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1064237541238284140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1064237541238284140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1064237541238284140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1064237541238284140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2009/05/pensar-grande.html' title='Pensar grande!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/Sf2vr18uP2I/AAAAAAAAADs/yg3Y5kjDi0I/s72-c/boal3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8537974610650615995</id><published>2009-03-11T19:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-11T19:16:16.677-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SbhwVZzMdjI/AAAAAAAAAC0/bIKz_Dxnqq8/s1600-h/experimentais+071.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SbhwVZzMdjI/AAAAAAAAAC0/bIKz_Dxnqq8/s200/experimentais+071.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312119273488676402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8537974610650615995?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8537974610650615995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8537974610650615995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8537974610650615995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8537974610650615995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2009/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SbhwVZzMdjI/AAAAAAAAAC0/bIKz_Dxnqq8/s72-c/experimentais+071.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1144809657808043221</id><published>2009-01-03T16:39:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T16:50:53.983-08:00</updated><title type='text'>Ano Novo drummondiano!!</title><content type='html'>RECEITA DE ANO NOVO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para você ganhar belíssimo&lt;br /&gt;Ano Novocor de arco-íris, ou da cor da sua paz,&lt;br /&gt;Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido&lt;br /&gt;(mal vivido talvez ou sem sentido)&lt;br /&gt;para você ganhar um ano&lt;br /&gt;não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,&lt;br /&gt;mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,&lt;br /&gt;novoaté no coração das coisas menos percebidas&lt;br /&gt;(a começar pelo seu interior)&lt;br /&gt;novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,&lt;br /&gt;mas com ele se come, se passeia,&lt;br /&gt;se ama, se compreende, se trabalha,&lt;br /&gt;você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,&lt;br /&gt;não precisa expedir nem receber mensagens&lt;br /&gt;(planta recebe mensagens?passa telegrama?).&lt;br /&gt;Não precisa chorar de arrependido&lt;br /&gt;pelas besteiras consumadas&lt;br /&gt;nem parvamente acreditarque por decreto da esperança&lt;br /&gt;a partir de janeiro as coisas mude&lt;br /&gt;me seja tudo claridade, recompensa,&lt;br /&gt;justiça entre os homens e as nações,&lt;br /&gt;liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,&lt;br /&gt;direitos respeitados, começandopelo direito augusto de viver.&lt;br /&gt;Para ganhar um ano novoque mereça este nome,&lt;br /&gt;você, meu caro, tem de merecê-lo,&lt;br /&gt;de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,&lt;br /&gt;mas tente, experimente, consciente.&lt;br /&gt;É dentro de você que o Ano Novo&lt;br /&gt;cochila e espera desde sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1144809657808043221?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1144809657808043221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1144809657808043221' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1144809657808043221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1144809657808043221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2009/01/ano-novo-drummondiano.html' title='Ano Novo drummondiano!!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-3917645457417759428</id><published>2008-10-22T12:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T12:14:27.722-07:00</updated><title type='text'>Elisabeth Bishop</title><content type='html'>Uma arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de perder não é nenhum mistério;&lt;br /&gt;tantas coisas contêm em si o acidente&lt;br /&gt;de perdê-las, que perder não é nada sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,&lt;br /&gt;a chave perdida, a hora gasta bestamente.&lt;br /&gt;A arte de perder não é nenhum mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois perca mais rápido, com mais critério:&lt;br /&gt;lugares, nomes, a escala subseqüente&lt;br /&gt;da viagem não feita. Nada disso é sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero&lt;br /&gt;lembrar a perda de três casas excelentes.&lt;br /&gt;A arte de perder não é nenhum mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi duas cidades lindas. E um império&lt;br /&gt;que era meu, dois rios, e mais um continente.&lt;br /&gt;Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo&lt;br /&gt;que eu amo) não muda nada. Pois é evidente&lt;br /&gt;que a arte de perder não chega a ser mistério&lt;br /&gt;por muito que pareça (Escreve!) muito sério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-3917645457417759428?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/3917645457417759428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=3917645457417759428' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3917645457417759428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/3917645457417759428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/10/elisabeth-bishop.html' title='Elisabeth Bishop'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8722816154669223454</id><published>2008-09-29T05:13:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T05:53:48.477-07:00</updated><title type='text'>Joaquim Maria...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SODJpngLUhI/AAAAAAAAACU/GibAyEfCrg4/s1600-h/Machado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251418882329760274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SODJpngLUhI/AAAAAAAAACU/GibAyEfCrg4/s200/Machado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Cem anos sem Machado. Nada de melancolia ou sentimentalismos forjados. Machado não gostaria de nada disso. Apreciaria, antes, a leitura contumaz de seus livros e a perpetuação do seu olhar crítico sobre o mundo. Assim, penso, é reviver o escritor, que, autodidata, e do alto do Morro do Livramento, desceu rumo a Academia, a qual ele próprio iria fundar.  Cem anos sem Machado são cem anos com Machado - e com todas as personagens emblemáticas que fazem, hoje e sempre, parte da mais alta estirpe da nossa literatura. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A prosa elegante, perceptível na economia e na objetividade do estilo (genéricamente realista), trabalhada sem deixar de exigir minúcia e profundidade, a ironia fina, o olhar arguto e mordaz acerca da natureza humana. E o tratamento mais que especial - sem perder de vista o tom crítico, claro, sempre - daquela cidade do Rio de Janeiro século-dezenovista da Rua do Ouvidor, do Passeio Público, de Botafogo, de Laranjeiras, da Gamboa, enfim... Machado, que também era Quincas, como um de seus mais célebres personagens . Joaquim Maria Machado de Assis,  imortal pelo que criou e pelo que deixou como legado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Escrevo este texto com ânsia de ainda lê-lo mais.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8722816154669223454?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8722816154669223454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8722816154669223454' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8722816154669223454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8722816154669223454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/shakespearegeraldocarneirofernandamonte.html' title='Joaquim Maria...'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SODJpngLUhI/AAAAAAAAACU/GibAyEfCrg4/s72-c/Machado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-2222432258183346448</id><published>2008-09-28T16:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-28T17:09:14.845-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SOAb3CqbVnI/AAAAAAAAACM/ynARQNwIIDE/s1600-h/Hw-newton.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251227797935576690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SOAb3CqbVnI/AAAAAAAAACM/ynARQNwIIDE/s200/Hw-newton.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Eu sou um anão, se enxerguei mais longe foi porque subi no ombro de um gigante"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isaac Newton - meu xará!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-2222432258183346448?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/2222432258183346448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=2222432258183346448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2222432258183346448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/2222432258183346448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/shakespearegeraldocarneirocamesfernando.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SOAb3CqbVnI/AAAAAAAAACM/ynARQNwIIDE/s72-c/Hw-newton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-4992374743788150634</id><published>2008-09-24T18:58:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T19:00:03.649-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Me coloco permanente no lugar da crise&lt;br /&gt;Porque só dela é que posso sair algo novo.&lt;br /&gt;Por isso acho sempre que não acho&lt;br /&gt;Para ver se me acho&lt;br /&gt;Aonde saberei que não sabia.&lt;br /&gt;Filosofia.&lt;br /&gt;É me achando vazio que&lt;br /&gt;intuitivamente, mais que em movimento, ajo&lt;br /&gt;e já, tão logo, de repente,&lt;br /&gt;me descubro de algo novo preenchido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-4992374743788150634?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/4992374743788150634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=4992374743788150634' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4992374743788150634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/4992374743788150634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/me-coloco-permanente-no-lugar-da-crise.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1169451609305311519</id><published>2008-09-24T18:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-24T18:57:11.088-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sim, continuarei escrevendo.&lt;br /&gt;Continuarei escrevendo versos para você, minha cara.&lt;br /&gt;E não haverá entre nós de ser o tempo na sua divers(idade) clara&lt;br /&gt;A tornar menos críveis nosso sentimento, nossos encontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farei como este todos os poemas lembrarem de ti,&lt;br /&gt;Buscarei palavras, sondarei enigmas&lt;br /&gt;Que te possam justamente definir.&lt;br /&gt;Embora tão ampla seja de si mesma você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1169451609305311519?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1169451609305311519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1169451609305311519' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1169451609305311519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1169451609305311519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/sim-continuarei-escrevendo.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8452719763265119319</id><published>2008-09-16T18:44:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T18:53:24.991-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Queria encontrar o mundo&lt;br /&gt;Eu ignaro talvez até de mim, do meu próprio eu desnudo&lt;br /&gt;Como um corpo sem sentido nem conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi então que o mundo me achou, e descobriu-me&lt;br /&gt;e me abraçou com violência&lt;br /&gt;-toda a violência do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta que não tive força para dele me desgarrar.&lt;br /&gt;Meu corpo calou no abraço mudo,&lt;br /&gt;Faltou a voz e o meu peito gritava surdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quis&lt;br /&gt;E tive como resposta a chaga, a miséria, a ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria descobrir o mundo&lt;br /&gt;Só que agora, um tanto ou quanto mais maduro,&lt;br /&gt;Percebo que o que descobri, na verdade,&lt;br /&gt;De Tudo,&lt;br /&gt;É que fantasiava eu tudo.&lt;br /&gt;E que o mundo, docemente atroz,&lt;br /&gt;Me estava sendo sincero&lt;br /&gt;Mais do que eu próprio.&lt;br /&gt;Eu, cego que estava de no meu mundo crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por instantes com o Mundo, todo em meus braços,&lt;br /&gt;Impelido por cena e símbolo ao sentimento maternal da Virgem&lt;br /&gt;[tal qual na Sagrada Escritura]&lt;br /&gt;Quis enxergar o mundo com dó e idealização&lt;br /&gt;Quando o que tinha, na verdade,&lt;br /&gt;e mais do que tudo,&lt;br /&gt;era a verdade crua do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8452719763265119319?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8452719763265119319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8452719763265119319' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8452719763265119319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8452719763265119319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/queria-encontrar-o-mundo-eu-ignaro.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-151444864166931868</id><published>2008-09-09T12:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T13:12:35.933-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SMbYUbMk2_I/AAAAAAAAACE/4QU0h6Ds6RA/s1600-h/vagando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244116661529009138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SMbYUbMk2_I/AAAAAAAAACE/4QU0h6Ds6RA/s200/vagando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;vagar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;devagar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de-vagar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;di-vagando&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-151444864166931868?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/151444864166931868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=151444864166931868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/151444864166931868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/151444864166931868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title='...'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SMbYUbMk2_I/AAAAAAAAACE/4QU0h6Ds6RA/s72-c/vagando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7422217909663451245</id><published>2008-09-08T18:53:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T19:02:58.336-07:00</updated><title type='text'>MAIS MAIAKÓVSKI!!!</title><content type='html'>Amor (1923)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Ressuscita-me&lt;br /&gt;        ainda que mais não seja,&lt;br /&gt;porque sou poeta&lt;br /&gt;e ansiava o futuro&lt;br /&gt;Ressuscita-me&lt;br /&gt;lutando contra as misérias do cotidiano.&lt;br /&gt;Ressuscita-me&lt;br /&gt;por isso.&lt;br /&gt;Ressuscita-me&lt;br /&gt;quero acabar de viver o que me cabe,&lt;br /&gt;minha vida&lt;br /&gt;para que não mais existam amores servis&lt;br /&gt;Ressuscita-me&lt;br /&gt;Para que ninguém mais tenha&lt;br /&gt;que sacrificar-se por uma casa, um buraco&lt;br /&gt;Ressuscita-me&lt;br /&gt;Para que a partir de hoje&lt;br /&gt;a família&lt;br /&gt;se transfome&lt;br /&gt;e o pai&lt;br /&gt;seja pelo menos o Universo&lt;br /&gt;e a mãe&lt;br /&gt;seja pelo menos a Terra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7422217909663451245?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7422217909663451245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7422217909663451245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7422217909663451245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7422217909663451245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/mais-maiakvski.html' title='MAIS MAIAKÓVSKI!!!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7939680181490603995</id><published>2008-09-08T18:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T18:50:35.658-07:00</updated><title type='text'>MAIAKÓVSKI</title><content type='html'>BRILHAR PRA SEMPRE&lt;br /&gt;BRILHAR COMO UM FAROL&lt;br /&gt;BRILHAR COM BRILHO ETERNO&lt;br /&gt;GENTE É PRA BRILHAR&lt;br /&gt;QUE TUDO O MAIS VÁ PRO INFERNO&lt;br /&gt;ESTE É O MEU SLOGAN&lt;br /&gt;E O DO SOL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7939680181490603995?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7939680181490603995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7939680181490603995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7939680181490603995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7939680181490603995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/09/maiakvski.html' title='MAIAKÓVSKI'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-8600922808190809871</id><published>2008-08-17T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T16:37:44.836-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SKi1eCAZqjI/AAAAAAAAAB8/COCHTtfyFdk/s1600-h/caymmi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235634094357457458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SKi1eCAZqjI/AAAAAAAAAB8/COCHTtfyFdk/s320/caymmi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O céu virou mar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caymmi se foi.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiquei arrepiado de emoção. A notícia da morte de Caymmi dada por minha mãe na manhã de sábado último, 16/08, fez-me recordar a infância. Isso mesmo! Sou de uma geração de duas décadas apenas diante das mais de noventa do aqui homenageado, mas em minha casa, muito em função de minha mãe, sempre toucou - e muito - Mpb. Lembro-me de que os três primeiros cds comprados, assim que nossa casa recebeu aparelho próprio dos cds - até então, tínhamos apenas um modesto aparelho que só servia para o rádio, e olhe lá! - eram de Caymmi, Elis e Leila Pinheiro. Ali iniciou-se minha paixão pelo nacional, nossa paisagem, nossa gente e nossa cor mestiça, através das das letras e das melodias de nossos poetas gigantes da canção. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, por alguma força estranha e cósmica, estava eu ouvindo no meu quarto, enquanto fazia uma merecida faxina, Danilo, uma das três heranças do mestre. Nem preciso dizer que sou fã de toda família...E há dias pensava em ouvir as canções de Mestre Dorival...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caymmi: tão simples e ao mesmo tempo tão essencial! Vital para os baianos! Fundamental na nossa música. Já sucesso na voz de Carmem Miranda. Caymmi cantando "O Que é Que a Baiana Tem" e balançando os olhinhos é divino! Aquele velho doce, de voz aveludada e quente - curiosamente sem perder o frescor e a leveza que lhe trazia o mar de Itapuã. "O mar/Quando quebra na praia/É bonito..." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O mesmo mar em que Caymmi já prenuncia o cenário de "sol, sal e sul" bossa-novista, por meio, não só das letras solares mas, musicalmente falando, das harmonias e acordes simples porém sofisticados. Não à toa, em 1964, "&lt;em&gt;Caymmi Visita Tom&lt;/em&gt;", disco referencial da música brasileira, no qual fica provada a riqueza do compositor para os críticos de música que, antes, apedrejavam o velho - só consigo pensar nele velho! Impressionante! Deve ser a sabedoria que emanava... E Caymmi quis ser velho, soube sê-lo, da maneira mais poética e preguiçosa do mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caymmi fez de &lt;em&gt;Maracangalha&lt;/em&gt; a sua&lt;em&gt; Passárgada&lt;/em&gt;. Pedacinho de paraíso que os baianos podem, mui legitimamente, reivindicar para si próprios. Mas que também poderia ser Copacabana - a dos anos quarenta e cinqüenta, naturalmente. Ele que ele tanto amou o Rio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O céu agora ficará ainda mais calmo, como todos nós idealizamos, pois agora conta com a presença carinhosa, sábia e majestoja de Caymmi. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Eu vou pra Maracangalha, eu vou..." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-8600922808190809871?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/8600922808190809871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=8600922808190809871' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8600922808190809871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/8600922808190809871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/08/o-cu-virou-mar.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SKi1eCAZqjI/AAAAAAAAAB8/COCHTtfyFdk/s72-c/caymmi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-5653249333358402294</id><published>2008-08-13T11:18:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T11:25:13.469-07:00</updated><title type='text'>Coisas Ciosas</title><content type='html'>Mas de repente vem um cheiro,&lt;br /&gt;  um gosto-desgosto,&lt;br /&gt;    um sem-sentido constrangido&lt;br /&gt;       que faz finda toda a festa da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e reanimar-se como&lt;br /&gt;diante do mistério da vida&lt;br /&gt;sobrepondo o lado podre de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lado podre&lt;br /&gt;pulsando vida, arfando vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e de repente,&lt;br /&gt;são coisas sutis&lt;br /&gt;que fazem lembrar que em tudo,&lt;br /&gt;na vida,&lt;br /&gt;há o sangue, o fim, a inércia, a fome...&lt;br /&gt;o medo e o desejo&lt;br /&gt;convivendo dentro de um só corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vem&lt;br /&gt;o vômito&lt;br /&gt;a digestão&lt;br /&gt;o cuspe&lt;br /&gt;o excremento&lt;br /&gt;o vazio.&lt;br /&gt;matando beleza.&lt;br /&gt;tragando querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;finda a beleza.&lt;br /&gt;não há lirismo nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são cios sãos,&lt;br /&gt;são coisas vãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;angústias e indícios:&lt;br /&gt;a morte lenta&lt;br /&gt;(das pequenas grandes tragédias anunciadas que sempre hão de vir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-5653249333358402294?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/5653249333358402294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=5653249333358402294' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5653249333358402294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/5653249333358402294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/08/coisas-ciosas.html' title='Coisas Ciosas'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7391582470353255169</id><published>2008-08-13T06:15:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T06:16:11.149-07:00</updated><title type='text'>Em teus braços como nunca dantes</title><content type='html'>O que é que tu dirias&lt;br /&gt;Se dissesse agora&lt;br /&gt;Que te amo?&lt;br /&gt;Que me amas, em resposta?&lt;br /&gt;Ou a volúpia da caprichosa alma feminina&lt;br /&gt;Omitiria o teu segredo?&lt;br /&gt;Saiba, amor,&lt;br /&gt;Hoje, teu silêncio&lt;br /&gt;É meu degredo.&lt;br /&gt;Mas minha nau&lt;br /&gt;Independente da tua resposta singular&lt;br /&gt;Precisa partir – e rumo a mundos distantes...&lt;br /&gt;Porém, não minto, muito mais feliz&lt;br /&gt;Se, ao meu apreço, consoante&lt;br /&gt;Dentro dela tu fosses.&lt;br /&gt;E então com a fúria de nossa paixão,&lt;br /&gt;Ela, agora nossa nau, muito mais pronta&lt;br /&gt;A vencer moinhos, tormentas, batalhas cruentas...&lt;br /&gt;A cruzar os mares,&lt;br /&gt;Contornar périplos&lt;br /&gt;E atingir enfim a façanha&lt;br /&gt;do nosso Novo Mundo:&lt;br /&gt;um mundo de sonhos e carícias&lt;br /&gt;erguido a suor e sangue do meu, do nosso corpo.&lt;br /&gt;E sendo então a nossa vida assim,&lt;br /&gt;Mastrearia eu flâmulas&lt;br /&gt;com tua face e nome.&lt;br /&gt;À qual vivacidade o mundo em oceano nunca destoa&lt;br /&gt;Meu leme, minha gávea, minha proa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7391582470353255169?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7391582470353255169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7391582470353255169' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7391582470353255169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7391582470353255169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/08/em-teus-braos-como-nunca-dantes.html' title='Em teus braços como nunca dantes'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-303545209430492770</id><published>2008-08-13T06:09:00.000-07:00</published><updated>2008-08-13T06:13:44.477-07:00</updated><title type='text'>Verso para Daniela</title><content type='html'>Meu verso para ela&lt;br /&gt;é verso onde ela possa dançar.&lt;br /&gt;Um pedaço de chão repleto de brilho.&lt;br /&gt;Assim é a teia de palavra, poesia&lt;br /&gt;na qual ela possa lançar-se, cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu verso,&lt;br /&gt;Porque seu rosto fora desenhado&lt;br /&gt;senão para ela sorrir,&lt;br /&gt;O pranto não admite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só corpo valsando tema não triste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allegro, Allegreto&lt;br /&gt;Vivace, Minuetto&lt;br /&gt;Prestíssimo, talvez – ma non tropo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fazendo do poema, dela refúgio,&lt;br /&gt;uma fuga, uma rapsódia&lt;br /&gt;uma canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de beleza dela&lt;br /&gt;que ora aqui impera&lt;br /&gt;cura o poeta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mesmo que, estendendo o poema feito um tapete,&lt;br /&gt;sobre o qual além dela bailar distintamente&lt;br /&gt;possa ela mais que simplesmente caminhar...&lt;br /&gt;possa existir, possa viver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu verso para ela – Daniela -&lt;br /&gt;é verso onde possa dançar&lt;br /&gt;atuar&lt;br /&gt;representar (o seu papel)&lt;br /&gt;com sua pele macia&lt;br /&gt;e seus pés delicados&lt;br /&gt;tal qual bailarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                     Izak Dahora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-303545209430492770?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/303545209430492770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=303545209430492770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/303545209430492770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/303545209430492770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/08/verso-para-daniela.html' title='Verso para Daniela'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7390015597706533214</id><published>2008-08-10T05:00:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T05:04:02.846-07:00</updated><title type='text'>Cômodos (sem modos/ cem “comos”)</title><content type='html'>Meu quarto, meu campo de batalha,&lt;br /&gt;Onde deito, durmo e sonho, amanheço e vou à luta,&lt;br /&gt;Colcha-de-retalhos,&lt;br /&gt;Interior dentro do qual cada átomo de ar&lt;br /&gt;é vestígio e sombra de um papel qualquer picado, revoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Pilhas volumosas de jornais, calhamaços,&lt;br /&gt;     anotações de guardanapos, poeira fina, culta e&lt;br /&gt;     alérgica de papéis já amarelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar onde me sei e me acho,&lt;br /&gt;Bagunça organizada de minha criação caótica,&lt;br /&gt;Poder paralelo...sou Deus!&lt;br /&gt;Onde faço da doce alcova branca&lt;br /&gt;paredes tintas, sujas e repletas, contemporâneas...&lt;br /&gt;Um todo lar - apertado porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É sala, cozinha, varanda, banheiro, quintal...&lt;br /&gt;   Torrente dos modos que brotam de mim, abissal.&lt;br /&gt;   Teatralidade dos gestos que concretizam as minhas idéias&lt;br /&gt;   É palco, é piração, é representação – e sem público pagante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto-escritório, zona de manifestação do eu vagante,&lt;br /&gt;Território de concentração, nicho, um canto de guerra meu!&lt;br /&gt;Ante-sala, anti-sanidade,&lt;br /&gt;lençol, verso e cama... toda poesia que há na vulgaridade,&lt;br /&gt;orgia intelectual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os cômodos;&lt;br /&gt;todos os modos;&lt;br /&gt;todos os “comos”;&lt;br /&gt;os cômodos sem modos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde haverá sempre o que fazer e por fazer,&lt;br /&gt;estúdio, ateliê.&lt;br /&gt;Área microscópica e antenada, microcosmo do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdadeiro muquifo abandonado&lt;br /&gt;este meu poema quarto-e-sala, conjugado.&lt;br /&gt;Conjugado de lembranças, sustentado por projetos,&lt;br /&gt;permeado de esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “casa” é minha.&lt;br /&gt;O poema é meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7390015597706533214?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7390015597706533214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7390015597706533214' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7390015597706533214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7390015597706533214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/08/cmodos-sem-modos-cem-comos.html' title='Cômodos (sem modos/ cem “comos”)'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7806420290741596019</id><published>2008-08-09T09:30:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T10:29:44.765-07:00</updated><title type='text'>Vida Viável</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SJ3MRt1BWOI/AAAAAAAAABU/g1qQHnEXD44/s1600-h/vida+viÃ¡vel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232562946806208738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SJ3MRt1BWOI/AAAAAAAAABU/g1qQHnEXD44/s320/vida+vi%C3%A1vel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aprofundar a vida&lt;br /&gt;Penetrá-la cortante e sair dela&lt;br /&gt;Ir&lt;br /&gt;Ir até além&lt;br /&gt;Até além infinito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E não precisar voltar.&lt;br /&gt;Passagem sem regresso;&lt;br /&gt;Carma sem reencarno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A vida solo e entregue como a agulha&lt;br /&gt;que pede para ser antes mirada no escuro – mas não sem convicção -&lt;br /&gt;para então - depois de conduzida ao bordado iniciado do tecido curto do tempo - aprofundada,&lt;br /&gt;atando ponto firme em cada lugar, amigo, amante;&lt;br /&gt;vida deliberadamente errante,&lt;br /&gt;que por entender não ser ciência exata a Vida,&lt;br /&gt;acerta ao optar pelos momentos da indizível emoção e pela dor do impacto.&lt;br /&gt;E tudo sem precisar ser Baco!&lt;br /&gt;Mas como forma de deixar os rastros&lt;br /&gt;no sentir do gozo legítimo do corpo e da alma...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vida com vontade de fazer,&lt;br /&gt;Vida que desatina sem ter medo de doer.&lt;br /&gt;A vida sem precisar prestar satisfação, simples por ter sido ela honesta&lt;br /&gt;e por ter feito de cada criatura um irmão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vida que o Destino, admirado, não refuta nem ousa dizer “não”.&lt;br /&gt;Vida única, sem replay, do “quem viver verá”, do espetáculo que morre a cada noite&lt;br /&gt;e qual flor, qual ave-Fênix, renasce majestosa na manhã seguinte.&lt;br /&gt;A vida em via tortuosa de desesperados que, acima de tudo, amam viver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;                                                                Izak Dahora&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7806420290741596019?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7806420290741596019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7806420290741596019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7806420290741596019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7806420290741596019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/08/vida-vivel.html' title='Vida Viável'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SJ3MRt1BWOI/AAAAAAAAABU/g1qQHnEXD44/s72-c/vida+vi%C3%A1vel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6437144808894183917</id><published>2008-08-05T17:25:00.000-07:00</published><updated>2008-08-05T17:47:26.184-07:00</updated><title type='text'>Estando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SJj0OV0clRI/AAAAAAAAABE/zOF7yRO44dY/s1600-h/estando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231199494403298578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SJj0OV0clRI/AAAAAAAAABE/zOF7yRO44dY/s320/estando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou vagando&lt;br /&gt;Estou vagaroso&lt;br /&gt;Estou vagabundo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou desleixado&lt;br /&gt;Estou vacilante&lt;br /&gt;Estou contencioso&lt;br /&gt;Estou preguiçoso&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou indo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;e só...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou precisando dar um tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6437144808894183917?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6437144808894183917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6437144808894183917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6437144808894183917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6437144808894183917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/08/estando.html' title='Estando'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SJj0OV0clRI/AAAAAAAAABE/zOF7yRO44dY/s72-c/estando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-7196665574840244027</id><published>2008-07-28T04:23:00.000-07:00</published><updated>2008-07-28T04:51:21.758-07:00</updated><title type='text'>Revivendo a figura!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SI2xqTYUKcI/AAAAAAAAAAc/Ie9CcQ8JpvQ/s1600-h/Saci-PererÃª.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228030082761894338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SI2xqTYUKcI/AAAAAAAAAAc/Ie9CcQ8JpvQ/s320/Saci-Perer%C3%AA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta terça, 29/07, vai ao ar uma participação minha em &lt;em&gt;Toma Lá Dá Cá&lt;/em&gt;.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Tudo por conta de um "sururu no matagal" inventado por Copélia, personagem de Arlete Salles. A diretora Cininha de Paula me chamou para reviver o Saci, já que a história vai tratar de alguns mitos e seres da floresta na forma sempre irreverente do programa de Miguel Falabella. Minha aparição, bem típica do personagem mesmo, vem com direito a redemoinho e tudo!, e vai ser bem ao fim do episódio. Foi uma sensação a um só tempo mágica e estranha chegar no camarim pra vestir aquele personagem novamente, aquela jardineira vermelha... Uma emoção que não imaginava mais repetir - a de estar como Saci em cena! Foi "mara"! Espero que gostem!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-7196665574840244027?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/7196665574840244027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=7196665574840244027' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7196665574840244027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/7196665574840244027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/07/revivendo-figura.html' title='Revivendo a figura!!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SI2xqTYUKcI/AAAAAAAAAAc/Ie9CcQ8JpvQ/s72-c/Saci-Perer%C3%AA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-6431233083001788990</id><published>2008-07-26T08:31:00.000-07:00</published><updated>2008-07-26T08:38:33.762-07:00</updated><title type='text'>De novo!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SItEoSOql8I/AAAAAAAAAAU/WPv2WPu_Hpg/s1600-h/Elenco+Ã³Ã³timo!!.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227347251372398530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SItEoSOql8I/AAAAAAAAAAU/WPv2WPu_Hpg/s320/Elenco+%C3%B3%C3%B3timo!!.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez - e agora com foto! - venho registar aqui o prazer que tive com o elenco de &lt;em&gt;Alimentação Fora do Lar&lt;/em&gt;, série para a Tv Futura, meu trabalho mais recente. Aliás, sobre esse assunto já até escrevi texto bastante entusiasmado em 22/07. Pode conferir!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-6431233083001788990?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/6431233083001788990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=6431233083001788990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6431233083001788990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/6431233083001788990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/07/de-novo.html' title='De novo!!!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/SItEoSOql8I/AAAAAAAAAAU/WPv2WPu_Hpg/s72-c/Elenco+%C3%B3%C3%B3timo!!.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-602354484400208708</id><published>2008-07-26T07:36:00.000-07:00</published><updated>2008-07-26T07:52:57.241-07:00</updated><title type='text'>Ainda Ela!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma semana após a morte do mito Dercy Gonçalves, presto aqui minha humilde homenagem. Quando nós, artistas - principalmente os mais jovens -, tomamos ciência das dificuldades enfrentadas por essa pessoa para dar vazão à sua verve artística,  é consideravelmente elevada a nossa força de seguir adiante, lutando incansavelmente pelo nosso espaço. Pois se hoje a caminhada é difícil, certamente um dia já foi bem mais. Quando atuar era visto como ato marginal, por exemplo, lá ia o furacão de irreverência e inteligência cênica, fundando, ao longo de mais de sessenta anos, toda uma escola do improviso e do riso no teatro brasileiro. Dercy driblou as dificuldades da vida e da profissão e viveu mais de cem anos com consciência e sabedoria - a sabedoria que só acompanha os que têm humor! Em minha mente ficarão especialmente as imagens dos filmes das chanchadas dos anos cinqüenta e sessenta que tanto gosto. E chanchada é imediatamnte sinônimo de Oscarito, Grande Otelo, Zé Trindade, Ankito... e Dercy!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-602354484400208708?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/602354484400208708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=602354484400208708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/602354484400208708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/602354484400208708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/07/ainda-ela.html' title='Ainda Ela!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1846312244341157292</id><published>2008-07-23T04:49:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T05:28:35.592-07:00</updated><title type='text'>ESCAVANDO O ÓBVIO: reflexões um tanto radicais e não-definitivas acerca de um grande tema!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...o ser original, então, nada mais é do que aquele que descobre o que já foi descoberto, aquilo que já está aí há muito e desde antes de nós. o ser original é então aquela figura adulada por prêmios internacionais pelo mero ignorar, ameaçando, e por fim derrocando a mediocridade sempre sonhadora do mundo através da escavação dedicada do simples e da potencialização do óbvio. Basta um átimo de consciência histórica: quando olhamos para os gregos antigos, ou mesmo para os egípcios ou para os maias, astecas e incas, constatamos que muito do que julgávamos ser fruto desse tempo já foi feito há muito mais tempo. astronomia, matemática, urbanização...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se não me falha a memória, o velho nelson (rogrigues) tb falava algo parecido com isso ("escrevo para enxergar o óbvio"). ia ele, a meu ver, até bastante longe quando dizia que para se ser um grande homem enquanto inteligência, bastava a leitura continuada de um único livro por toda a vida, pois tudo estaria ali, naquelas únicas páginas.&lt;br /&gt;mas todo esse papo cabeça muito tem a ver com o ofício do artista - pelo menos eu acho e era aí onde queria chegar. o convencimento e a opção de que o simples é o caminho para se atingir a flor da sensibilidade e de que o meio econômico de técnica e emoção são os canais para que nossos corpos de atores, bichos-de-teatro, sejam atravessados pela grande arte nos seus instantes de presença generosa - e não nós nela, como já dizia Stanislavski.&lt;br /&gt;nós nascemos e as idéias já estavam aí. é platônico isso! o que temos a fazer, portanto, é experimentá-las! Elas - e a própria vida - não nos pedem para serem deletadas e para o lugar delas criarmos outras. Não precisamos ser os Originais ou mirabolantes, isso deixemos para os cientistas que trabalham ardorosamente à busca da fórmula contra o câncer, contra a aids... - se é que essas fórmulas já não estão dispersas na natureza, só que de forma oculta. se até os sentimentos aqui já estão e não mudam ao longo dos tempos, e se repetem repetem repetem, ai ai o amor!, cabe a nós artistas, atores, buscarmos entendermos a vida, cada dia, sem a arrogância e a presunção de inventar. nosso trabalho deve ser, então, me parece, procurar a chave - se grande ou pequena não sei - que nos dará o acesso à revelação das profundezas do ser(momento de revelação esse não absoluto ou definitivo, é claro, mas que toca e muitas vezes avassala o humano). e não deixaremos de ser criadores ou seremos menos criadores por causa disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;talvez a utopia dos dias atuais seja andar para frente, mas sem a presunção inoculada pela ciência e pela tecnologia que só fazem ver o presente  o futuro, quando há tb um passado imensamente rico. e criador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*o texto acima já foi registrado em cartório e está, portanto, sob proteção de direitos autorais. qualquer reprodução pode ser rigorosamente penalizada por Lei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1846312244341157292?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1846312244341157292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1846312244341157292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1846312244341157292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1846312244341157292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/07/escavando-o-bvio-reflexes-um-tanto.html' title='ESCAVANDO O ÓBVIO: reflexões um tanto radicais e não-definitivas acerca de um grande tema!'/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8905245726910157441.post-1733378487488745785</id><published>2008-07-22T10:20:00.000-07:00</published><updated>2008-07-22T10:44:47.713-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem, finalizei junto à toda equipe a série &lt;em&gt;Alimentação Fora do Lar&lt;/em&gt; para a Tv Futura. Foi um prazer de vinte dias! Aliás, uma das grandes maravilhas de ser ator é a de poder estar com atores quando dos momentos anteriores à própria cena. E o elenco era maravilhoso!! Pitty Webo, Ilya São Paulo, Regina Sampaio, Adriana Rabello...E ainda houve o meu reencontro profissional com o grande amigo de &lt;em&gt;Sítio do Picapau Amarelo&lt;/em&gt;, Cândido Damm - recordamos muitas histórias dos anos de Saci(eu) e Visocnde (ele). Além de tudo, pude passar pela direção sensível, inteligente e cinematográfica de Marco Altberg. A série aborda, de maneira levemente didática, com auxílio de dramaturgia e de inserts documentais, como se montar e fazer crescer com organização e responsabilidade um negócio do ramo de bares e restaurantes. Eu interpretei "Tom Cruise", um jovem engraxate, que acaba tendo sua escensão social ao tornar-se garçom. Tive de fazer laboratório com um maître para a virada do personagem!! Adorei o papel - muito pra cima, divertido e lutador. E inspirador tb! É isso aí!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8905245726910157441-1733378487488745785?l=izakdahora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://izakdahora.blogspot.com/feeds/1733378487488745785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8905245726910157441&amp;postID=1733378487488745785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1733378487488745785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8905245726910157441/posts/default/1733378487488745785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://izakdahora.blogspot.com/2008/07/ontem-finalizei-junto-toda-equipe-srie.html' title=''/><author><name>Izak Dahora</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08615705921128148810</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_osL9hRfp0LM/TET-o4Uk4pI/AAAAAAAAALk/uFY1IbPrgIg/S220/Izak+Dahora.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
